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Loja tem quase 2 mil metros quadrados, 55 ambientes e mais de 500 obras de arte; conheça a nova Maison Bond Street

Em um momento em que marcas apostam em pop-ups e experiências digitais, a Hermès decidiu seguir pelo caminho oposto. Depois de 5 anos em obras, a grife francesa acaba de abrir, em Londres, a Maison Bond Street, loja com quase 2 mil metros quadrados, distribuídos por seis edifícios históricos e 55 ambientes.
Para além de vender Birkins e Kellys, o espaço funciona como uma mistura de loja e galeria — um sinal de que, no mercado de luxo, os grandes endereços físicos estão assumindo um novo papel.

Localizada no número 166 da New Bond Street, a nova unidade é apenas a sexta da Hermès a receber o título de Maison. As outras ficam em Paris, Nova York, Tóquio, Seul e Xangai.
A designação é reservada aos endereços mais completos e simbólicos da marca. A proposta é reunir, sob o mesmo teto, todos os universos da Hermès.
Ao todo, a Maison apresenta as 16 áreas de criação da Hermès, entre artigos de couro, roupas, joias, relógios, móveis, tecidos e objetos de decoração.

O projeto ocupa seis casas georgianas interligadas (cuja origem remonta a 1769) distribuídas por cinco andares. O complexo ainda conta com quatro escadas, três elevadores e dois terraços.
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Logo na entrada, a Hermès apresenta alguns de seus principais códigos visuais. A fachada de sete metros de altura dá acesso a um piso decorado com o emblema da marca, formado por um coche e um cavalo. O mosaico também faz referência à Maison da Rue du Faubourg Saint-Honoré, em Paris. No interior, um átrio de vidro e aço atravessa o edifício, liga os diferentes andares e distribui luz natural pelos ambientes.
A nova loja de Londres é a maior da Europa, reunindo 55 espaços diferentes, cada um com arquitetura e mobiliário próprios. Seu interior foi desenvolvido pelo escritório RDAI, parceiro histórico da Hermès, sob a liderança do arquiteto Denis Montel. Em vez de apagar as características dos edifícios, o projeto preservou as particularidades de cada construção.
Entre os principais elementos está uma escada em espiral criada em parceria com o Foster + Partners. O espaço também reúne parquet de carvalho, papéis de parede feitos à mão e móveis criados especialmente para o endereço.

Embora a grife mantenha seus códigos franceses, a nova Maison incorpora referências à cultura e ao artesanato britânicos. Por exemplo, o projeto inclui marchetaria de palha e crina de cavalo, além de papéis de parede desenhados pela artista britânica Katie Scott.
A Maison Bond Street também funciona como uma galeria. O espaço possui mais de 500 obras de arte, objetos históricos da coleção Émile Hermès (neto do fundador da grife e trabalhos encomendados a artistas contemporâneos.
A inauguração da Maison Bond Street acontece justamente em um momento de questionamentos sobre o futuro do varejo físico.

No entanto, a estratégia faz sentido dentro do posicionamento da grife ao apostar no vínculo com o cliente. Nesse novo modelo, a compra é apenas uma parte da experiência, e arquitetura, arte e atendimento ganham tanta importância quanto o produto.
No Brasil, a tendência também começa a aparecer. A nova loja da Dior no Shopping Iguatemi, prevista para 2027, será inspirada na flagship da marca no número 30 da Avenue Montaigne, em Paris, célebre por adotar uma narrativa construída a partir da história da marca.
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