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Diferentes locais para diferentes propósitos, estes restaurantes unem boa gastronomia a ambientes ideais para cada tipo de encontro

Há uma verdade que todo executivo paulistano aprende cedo: o lugar do almoço fala antes de qualquer palavra. Escolher onde receber um cliente, seja para fechar um contrato ou simplesmente alinhar uma idéia, faz parte da estratégia. O restaurante errado atrapalha a conversa com acústica ruim, serviço lento ou clima que não combina com o tom do encontro. Já o certo trabalha a favor, criando o ambiente exato para o que precisa ser resolvido.
Esta não é uma lista dos melhores restaurantes de São Paulo. Mas é um guia de qual casa resolve qual situação. Porque receber o investidor que se quer impressionar pede uma coisa. Um almoço de quinta-feira com a equipe pede outra. E a conversa delicada que não pode vazar normalmente pede ainda uma terceira opção. À lista!
Quando o objetivo é demonstrar prestígio para aquele cliente importante, o Varanda é o cartão de visitas mais eloquente da cidade. Steakhouse fundada em 1996, atualmente possui recomendação do Guia Michelin e mais de quarenta prêmios.
O espaço trabalha com menu executivo, o que pode ser uma vantagem no controle de custos. Mas o mais interessante para um compromisso executivo é outro detalhe: as três unidades ficam exatamente onde os negócios acontecem, Jardins, Faria Lima e JK Iguatemi, todas com salas privativas.
Já a Trattoria Fasano, no Itaim, é a escolha da elegância discreta com a assinatura do grupo mais respeitado da cidade. O trunfo para o trabalho é o salão privativo de dezesseis lugares, perfeito para um almoço fechado sem interrupções, por exemplo. Cozinha do sul da Itália, ambiente de madeira e couro, e privacidade.
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Se existe um restaurante feito sob medida para reunião de trabalho, é o Cantaloup, no Itaim. O segredo está na união do espaço entre as mesas e o silêncio do salão. Dá para conversar sem precisar aumentar o tom de voz – e sem que a mesa ao lado escute a proposta.
Instalado numa antiga fábrica de pães, com projeto de Arthur Casas, pé-direito alto e pátio com teto retrátil, é recomendado pelo Guia Michelin como um “oásis de sofisticação”. Oferece uma cozinha contemporânea e uma das cartas de vinho mais completas da cidade, com rótulos de 13 países.
Dois clássicos da carne, ambos no coração financeiro, com personalidades distintas.
O Rubaiyat Faria Lima é o restaurante da família Iglesias desde 1957, pioneira no conceito "da fazenda ao prato", com gado Brangus de criação própria. Um detalhe que merece atenção, aliás, são suas mesas redondas. Parece bobagem, mas em uma reunião de quatro ou cinco pessoas, o formato da mesa muda tudo, pois todos se enxergam, a conversa flui, ninguém fica isolado na ponta.
Além disso, o ambiente é acolhedor sem ser intimidante, acomodando tanto o cliente formal quanto o encontro descontraído; Um bar próprio ajuda mesmo quem busca esticar um happy hour.
O Rodeio, no Shopping Iguatemi, é pura tradição um restaurante, com mais de 65 anos de cidade (na unidade da Haddock Lobo). Mas vale atenção a um ponto que confunde muita gente: o Rodeio não é rodízio. É churrascaria à la carte, o que dá controle sobre o ritmo do compromisso, dá para acelerar se a agenda apertar ou estender se a conversa render. É o endereço para quem aprecia o clássico bem-feito, mas com a praticidade de estacionamento no shopping.
O Parigi, na rua Amauri, é o mais cerimonioso da lista. Bistrô francês desde 1998, com carta de vinhos e serviço entre os melhores do país. É o lugar para a conversa que pede certa formalidade, por exemplo. E que impressiona pela harmonização e pelo atendimento. Localização nobre no Jardim Europa, a um passo da Faria Lima.
Já o Piselli Jardins é a indicação para quem quer alto nível sem ostentação. Italiano do Piemonte, recomendado pelo Guia Michelin e com clima acolhedor. O dono inclusive decora cada prato com três ervilhas, herança do nome da casa. Reunião agradável em torno de boa massa fresca, nos Jardins.
O Must, no lobby do Tivoli Mofarrej, é a opção para quando o encontro pede uma conversa criativa ou aquele almoço que pode virar happy hour. Cozinha autoral de fusão europeia e latino-americana, coquetelaria premiada e um diferencial raro: funciona das 8h à 1h, em formato all day dining. Ou seja, a reunião pode ser marcada na hora que convier, sem se preocupar com janela de almoço.
O Badebec, dentro do Qoya São Paulo (hotel cinco estrelas chancelado pela rede Hilton), é a escolha para receber um cliente com sofisticação discreta. Uma marca tradicional da gastronomia paulistana, comandada pela chef Lourdes Bottura há mais de duas décadas, aliás, tem cozinha contemporânea de influências regionais e ambiente integrado ao lobby.
O grande diferencial é o atendimento 24 horas, raríssimo na cidade e perfeito para o café da manhã de negócios bem cedo ou a conversa que se estende noite adentro. Refinado e prático.
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