O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Transição energética da marca italiana é uma aula de como preservar o valor do luxo em um mundo de emissão zero
A Ferrari atravessa a transição mais radical de sua história de quase oito décadas. Para isso, equilibra-se entre a celebração máxima da engenharia a combustão e o salto tecnológico para a eletrificação total.
Enquanto o mercado ainda digere os números superlativos da nova F80, Maranello já executa as etapas finais do projeto Luce, o primeiro 100% elétrico da marca.

Esse movimento representa uma reconfiguração de como a Ferrari pretende vender exclusividade e performance em um mundo com emissão zero.
A Ferrari F80 chega para ocupar o posto de hipercarro definitivo da década. Assim, sucede a linhagem histórica que passou por GTO, F40, F50, Enzo e LaFerrari.
Com produção limitada a 799 unidades entre 2025 e 2027, o modelo foi integralmente vendido antes mesmo da revelação oficial.

Enrico Galliera, diretor de marketing da marca, confirmou que o interesse dos colecionadores superou a oferta em tempo recorde. Uma conquista, considerando o preço base fixado em 3,6 milhões de euros. No mercado brasileiro, após a incidência de IPI e ICMS, por exemplo, o montante final pode passar dos R$ 40 milhões em importações independentes.
Leia Também
O coração da F80 é o motor V6 de 3 litros (F163CF), capaz de entregar 900 cv por si só. Quando somado ao sistema híbrido, que inclui um eixo elétrico dianteiro e o motor MGU-K, a potência total atinge 1.200 cv.

Essa arquitetura é um derivado direto do 499P, o protótipo que deu à Ferrari vitórias consecutivas nas 24 Horas de Le Mans em 2023 e 2024.
A tecnologia de turbocompressores elétricos é usada pela primeira vez em um carro de rua da marca. Trata-se de um pequeno motor elétrico posicionado entre a turbina e o compressor. Assim, ele elimina o tempo de resposta (turbo lag) em baixas rotações, garantindo uma entrega de torque imediata.
A obsessão técnica da F80 se estende à aerodinâmica e à frenagem. O modelo é capaz de gerar 1.050 kg de downforce (força aerodinâmica vertical que pressiona um veículo contra o solo) a 250 km/h. Mais que um número, porém, é o que mantém o veículo “colado” ao asfalto.
Para viabilizar esse fluxo de ar, os engenheiros inclinaram o conjunto motor-câmbio em 1,3 grau. Isso permite a instalação de um difusor traseiro de 1,8 metro de comprimento. O sistema de freios, desenvolvido com a Brembo, utiliza discos de carbono-cerâmica que levam o carro de 100 km/h a zero em apenas 28 metros. Um recorde entre modelos de produção.

No interior, o design assinado por Flavio Manzoni introduz o conceito 1+: o banco do piloto, em vermelho, domina o cockpit. O assento do passageiro, por outro lado, é recuado e finalizado em tons escuros para quase desaparecer visualmente.

A ideia é oferecer a experiência de um monoposto sem sacrificar a homologação para dois ocupantes. O para-brisa panorâmico, inclusive, é uma referência direta à F50 de 1995, conectando visualmente o passado analógico ao futuro digital.
Se a F80 é a despedida em grande estilo dos motores térmicos de alta performance, a Ferrari Luce, nome que circula internamente para o projeto elétrico, é o início de um novo regime.

Sob o comando do CEO Benedetto Vigna, ex-executivo da indústria de semicondutores, a Ferrari pretende lançar o modelo comercialmente em 2026.
Ao contrário dos hipercarros de edição limitada, a Luce será um veículo de linha regular, embora mantendo o regime de vendas sob encomenda.

Os desafios técnicos de um superesportivo elétrico em Maranello são inéditos. Vigna revelou que a entrega de torque instantâneo dos motores elétricos pode causar um desconforto sensorial conhecido como “aceleração linear excessiva”, que perturba o equilíbrio humano.
Para contornar esse efeito, porém, a Ferrari firmou parcerias com centros médicos e consultou especialistas da Nasa. O objetivo era modular a aceleração de forma que o cérebro processe o movimento com a mesma naturalidade de um motor a combustão.

A Ferrari optou por uma estratégia de independência vertical para sua eletrificação. Quase todo o sistema de propulsão está sendo desenvolvido internamente em Maranello, no novo E-building, uma fábrica dedicada a componentes elétricos.
A bateria da Luce terá capacidade de 122 kWh e sistema de recarga ultra-rápida de 350 kW, permitindo recuperar 300 quilômetros de autonomia em apenas 20 minutos. As células individuais da bateria vêm da sul-coreana SK, mas a montagem e o software de gestão são exclusivos da Ferrari.

A estética e a interface do superesportivo também buscam novos horizontes. A colaboração com o estúdio LoveFrom, dos designers Jony Ive e Marc Newson (ambos ex-Apple), indica que a Luce terá uma interface homem-máquina extremamente limpa e funcional, focada em materiais nobres e sustentáveis.
Além disso, para manter a conexão emocional com o motorista, a marca instalou acelerômetros nos motores traseiros. Assim, o modelo captura o som natural da operação elétrica e o transmite para a cabine, evitando o uso de ruídos artificiais que descaracterizam a experiência de condução.

Até 2030, a linha prevê 40% de modelos híbridos, 40% a combustão e 20% totalmente elétricos. Entre a brutalidade técnica da F80 e a sofisticação silenciosa da Luce, a marca busca manter sua relevância no topo da pirâmide automotiva, provando, finalmente, que a emoção de dirigir uma Ferrari sobrevive às mudanças de combustível.
Apresentação da colombiana em Copacabana deve bater recordes de público e receita, após os shows de Madonna e Lady Gaga
De shows cômicos a apresentações musicais fora do óbvio, confira a programação especial do BTG Pactual Hall de maio a julho
Especialistas explicam como vinhos de vinhedo único expressam microterritórios e por que ainda desafiam o consumidor
UXUA Maré, em Trancoso, e Madame Olympe, no Rio, foram os dois nomes brasileiros na Hot List da revista CN Traveler
Título da Unesco coloca a capital do Marrocos no centro da cena cultural e turística do país — veja por que incluir a cidade em seu roteiro de viagem
Ficha digital permite que check-in seja feito sem burocracias, somando-se a outras alterações na legislação de hospedagem
Com acordo entre União Europeia e Mercosul, mercado brasileiro pode ganhar diversidade e competitividade na taça, sem necessariamente baratear de imediato
Pensada para interagir com ambiente urbano, Chromatic Induction Walkway SCAD 2 amplia presença artística e de peças do venezuelano no terminal
Com foco total nos cortes e gastronomia apurada, novo restaurante do Complexo Matarazzo responde à paixão brasileira pela carne com barbecue coreano – e funciona bem
Confira a seleção de steakhouses que apostam em carnes premium e diferentes estilos de preparo na capital paulista
Nova exigência de Certificado de Saúde Animal pode complicar viagens com pets da Grã-Bretanha para a União Europeia
Lista consagra o amadurecimento dos bares de autor e reforça o México como polo da região para drinks
NFL, maior liga de futebol americano, volta ao Brasil em 2026; mas dessa vez, o jogo será no Maracanã
Com previsão de lançamento para o fim de maio, primeiro veículo totalmente eletrificado da casa de Maranello deve chegar com tíquete acima da média como parte da estratégia da marca
Chefs revelam como constroem menus guiados pelo ingrediente, pelo cliente e pelo ritmo do serviço
Aston Martin acelera no Brasil com esportivo Vantage S e hipercarro Valhalla; conheça modelos
Com turismo em queda, Conselho Federal de Turismo suspendeu apoio à realização do guia na Argentina, mas cerimônia online segue confirmada para julho de 2026
Novo sistema de entrada e saída no continente exige registro biométrico e provoca filas de até 3 horas em aeroportos; saiba como evitar perrengues na sua próxima viagem
Respaldada pelo grupo Stellantis, nova marca chega com anúncio de produção nacional e modelo híbrido que funciona como um elétrico
Rio Fashion Week marca retorno da cidade ao circuito da moda nacional e aponta novas tendências