Show de Shakira pode injetar R$ 800 milhões no Rio — será que supera Madonna e Lady Gaga?
Apresentação da colombiana em Copacabana deve bater recordes de público e receita, após os shows de Madonna e Lady Gaga

“Hips don’t lie”. E, quando o assunto é impacto econômico, os números também não mentem. O aguardado show de Shakira na praia de Copacabana, marcado para 2 de maio de 2026, deve movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia do Rio de Janeiro, de acordo com estimativas da prefeitura.
O evento integra o projeto Todo Mundo no Rio, que vem se firmando como uma das principais estratégias da cidade para atrair turistas, ampliar a geração de receita e, ao mesmo tempo, consolidar a orla de Copacabana como polo de megaeventos.
“Copacabana oferece uma combinação rara no mundo: infraestrutura, paisagem icônica e a vivência de receber milhões de pessoas. Isso posiciona o Rio de forma estratégica no circuito internacional de grandes shows e amplia o interesse de turistas ao longo de todo o ano”, diz presidente da Riotur, Bernardo Fellows.
A expectativa, aliás, é de um público de aproximadamente 2 milhões de pessoas. Com isso, o show deve repetir a escala dos outros grandes espetáculos, como os de Madonna, em 2024, e de Lady Gaga, em 2025, que reuniram, respectivamente, 1,6 milhão e 2,1 milhões de espectadores, de acordo com a Riotur (Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro).
Como o público deve impulsionar R$ 776 milhões
Realizado em parceria com a Riotur, o estudo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico aponta que cerca de R$ 776,2 milhões do montante previsto devem estar diretamente ligados aos gastos do público. Ou seja, entram nessa conta despesas com hospedagem, alimentação, transporte e lazer.
Por outro lado, o perfil dos espectadores segue um padrão comum nas edições anteriores: a maior parte será formada por moradores da capital fluminense e da região metropolitana, com 84,6% do público (o equivalente a 1,7 milhão de pessoas). Enquanto isso, turistas brasileiros devem corresponder a 13,9% (278 mil) e estrangeiros, a 1,6% (32 mil).
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Além disso, o gasto médio ajuda a dimensionar esse impacto. Turistas nacionais devem desembolsar cerca de R$ 547,30 por dia, permanecendo, em média, três dias. Já os visitantes internacionais tendem a gastar R$ 626,40 diariamente, com estadia média de quatro dias. Em contrapartida, o público local apresenta um gasto médio de R$ 141,75.
Na prática, portanto, esse movimento se espalha por diversos setores: hotéis aumentam a ocupação, bares e restaurantes ampliam o faturamento, o transporte ganha demanda extra e o comércio informal encontra novas oportunidades de renda. Consequentemente, há também geração de empregos temporários.

Quanto custou e quanto rendeu Madonna e Lady Gaga
A sequência de grandes apresentações em Copacabana, de Madonna, em 2024, a Lady Gaga, em 2025, ajuda a dimensionar o peso econômico desses eventos e levanta a principal questão: Shakira vai superar essas marcas?
No caso de Madonna, o custo total do evento girou em torno de R$ 60 milhões, sendo cerca de R$ 20 milhões de recursos públicos. Em contrapartida, o retorno estimado para a economia carioca ultrapassou R$ 300 milhões.
Já com Lady Gaga, os números foram ainda mais expressivos. O show custou aproximadamente R$ 92 milhões, com R$ 30 milhões vindos do poder público. Por outro lado, a movimentação econômica estimada chegou a R$ 600 milhões.
Agora, a expectativa recai sobre Shakira: com projeção de movimentar até R$ 800 milhões, a artista pode elevar ainda mais esse patamar.
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