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Com turismo em queda, Conselho Federal de Turismo suspendeu apoio à realização do guia na Argentina, mas cerimônia online segue confirmada para julho de 2026

A próxima cerimônia do Guia Michelin na Argentina acontece em pouco mais de dois meses, dia 13 de julho. Em 2026, porém, a prestigiada premiação atravessa um momento de mudança, com redução da estrutura no país. E qual o responsável por isso? A gestão Javier Milei.
O governo federal argentino decidiu retirar o financiamento federal do Guia Michelin. A medida ocorre em meio a uma queda no turismo do país, que reduziu cerca de 13% no ano passado.
Assim, o Conselho Federal de Turismo argentino, liderado pelo secretário Daniel Scioli, anunciou uma mudança de estratégia nacional para o setor. Com a medida, fica cessado o apoio à cerimônia internacional.
No lugar, a ideia seria implementar um guia próprio junto a parceiros como a YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales, empresa de energia, gás, petróleo e derivados). O objetivo, de acordo com a imprensa local, seria valorizar as cozinhas de todas as províncias da Argentina, promovendo uma espécie de "rota" da gastronomia no país.
Com a retirada do patrocínio nacional à realização do Guia Michelin na Argentina, os governos locais de Buenos Aires e de Mendoza se organizaram para assumir os rumos do evento. Juntas, as administrações locais investiram cerca de US$ 400 mil (R$ 1,9 milhão ou 550 milhões de pesos argentinos) para cobrir os custos da edição 2026.
Como consequência, no entanto, o Guia Michelin Argentina deve ser realizado online para evitar o aumento de despesas.
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Valentín Díaz Gilligan, presidente do Ente de Turismo de Buenos Aires, defendeu que a participação não se trata de um gasto, mas de uma ferramenta de posicionamento da cidade em uma liga global de capitais gastronômicas.
O interesse argentino pelo Guia Michelin vem na esteira da inclusão do país no tradicional roteiro gastronômico global, que desembarcou por lá ainda em 2024. À época, o acordo firmado pela gestão do presidente Alberto Fernández previa uma parceria de três anos, que acabou interrompida pelo governo Milei.
Desde a implementação do guia, há três anos, 80 estabelecimentos já foram reconhecidos ela instituição, seja no ranking estrelado ou nas seleções paralelas. Destes, 56 ficam em Buenos Aires e 24 em Mendoza.
Destaques incluem, por exemplo, o Aramburu, do chef Gonzalo Aramburu, único biestrelado do país, em Buenos Aitres. Ou ainda o Angélica Cocina Maestra, de Mendoza, que fica dentro da vinícola Catena Zapata. Em 2025, o prêmio de Jovem Chef também foi entregue para Nicolás Tykocki, do portenho Ácido.
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