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Rio Fashion Week marca retorno da cidade ao circuito da moda nacional e aponta novas tendências

Após dez anos, a capital do Rio de Janeiro voltou ao mapa da moda com o Rio Fashion Week 2026 (RIOFW), que começou no dia 14 e termina neste sábado (18).
Enquanto o São Paulo Fashion Week (SPFW) tradicionalmente ocupa o segundo semestre, o Rio Fashion Week se posiciona no primeiro, criando um novo eixo de calendário para a indústria no país.
E o impacto vai além das passarelas. Segundo levantamento da Prefeitura do Rio, o evento deve movimentar cerca de R$ 100 milhões na economia carioca, com um público estimado em 30 mil pessoas.
Realizado no Pier Mauá, a iniciativa é fruto de uma parceria entre a Prefeitura do Rio e a IMM (mesma empresa por trás do SPFW). O projeto reúne cerca de 30 apresentações de marcas brasileiras, com nomes como Osklen, Misci, Patricia Vieira, Apartamento 03, Lenny Niemeyer e Piet + Pool, além de estreias como Argalji, Hisha e Karoline Vitto. A Adidas aparece como exceção no line-up, sendo a única marca gringa no desfile.
Enquanto os últimos desfiles se aproximam, algumas tendências já se consolidam como fio condutor desta edição.
Se nos últimos anos fios impecavelmente alinhados dominaram passarelas e redes sociais, o Rio Fashion Week sinaliza uma virada nessa onda.
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Desfiles como os de Aluf e Salinas apostaram em um visual mais natural, com acabamento que lembra o pós-praia, enquanto marcas como Normando levaram essa ideia para um território mais urbano e autoral.
Para o hairstylist Ricardo dos Anjos, partner talent de TRUSS, essa virada não é pontual, mas reflexo de uma mudança mais profunda no comportamento. “Existe uma valorização muito maior da textura real e do movimento. A gente sai de um lugar de controle extremo, onde tudo precisava estar alinhado, para uma beleza que trabalha a favor da natureza do fio”, analisa.
Agora, o cabelo ganha volume, textura e movimento. E não parou por aí.
Com detalhes e trabalho manual, o bordado se destacou na Rio Fashion Week. A Salinas trouxe peças inspiradas na fauna brasileira, com pássaros formados por cristais, crochê e aplicações. Já a Aluf reinterpretou padrões clássicos com técnicas manuais, incorporando pérolas e texturas à alfaiataria.
Na Hisha, o trabalho foi ainda mais intenso, com coleções inteiras bordadas com canutilhos, paetês e metais, resultado de um processo que envolveu 200 bordadeiras mineiras.
O movimento acompanha o que já vinha sendo visto nas últimas temporadas em Milão e Paris, com o retorno do trabalho manual às passarelas liderado por marcas como Chanel e Dolce & Gabbana.
*Com informações da Agência Brasil e Vogue Brasil
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