O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Sem um longa nacional na disputa pela Palma de Ouro, o Brasil aposta em coproduções, talentos emergentes e projetos estratégicos. Veja onde o país aparece e os filmes que prometem movimentar o festival neste ano

Começou nesta terça-feira, 12, e segue até 23 de maio, a 79ª edição do Festival de Cinema de Cannes, realizado na Riviera Francesa. Considerado um dos eventos mais prestigiados da indústria do cinema, o encontro reúne produções de diversos países e costuma antecipar títulos que ganham força na temporada do Oscar do ano seguinte.
Neste ano, o Brasil marca presença de forma mais discreta do que em edições recentes, quando ganhou protagonismo com O Agente Secreto, por exemplo. Ainda assim, embora não tenha um longa totalmente nacional na competição principal em 2026, o país surge em coproduções internacionais, mostras paralelas e em projetos apresentados no Marché du Film.
Criado em 1946, o festival funciona como uma vitrine global para o cinema autoral e comercial. Todos os anos, cineastas, atores, produtores e distribuidores se encontram em Cannes para lançar filmes, disputar prêmios e, ao mesmo tempo, fechar negócios.
A principal atração é a competição oficial pela Palma de Ouro, prêmio máximo do evento e um dos troféus mais respeitados do cinema mundial. Além dela, Cannes organiza outras mostras paralelas que revelam novos talentos e também destacam produções inovadoras.
Neste ano, o Brasil mantém presença no Festival de Cannes e aparece em diferentes seções do evento, como a Competição Oficial, Un Certain Regard, Semana da Crítica, Quinzena dos Realizadores, La Cinef e Marché du Film. Embora o país não tenha um longa 100% nacional disputando a Palma de Ouro, produtores, atores e empresas brasileiras seguem envolvidos em títulos de destaque da seleção. Veja:
O filme Paper Tiger, dirigido por James Gray, integra a Seleção Oficial e disputará a Palma de Ouro. A produção conta com participação do produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, fundador da RT Features, uma das empresas brasileiras mais ativas no circuito internacional.
Leia Também

Voltada a estudantes de cinema e novos diretores, a La Cinef revela talentos promissores todos os anos. Em 2026, o paulistano Lucas Acher foi o único brasileiro selecionado entre mais de 2.750 inscrições com o curta Laser-Gato. A produção reúne Brasil, Estados Unidos e Reino Unido e tem 22 minutos.
Na mostra Un Certain Regard, dedicada a obras autorais e cineastas emergentes, o Brasil participa com a coprodução Elefantes na Névoa, dirigida por Abinash Bikram Shah. O projeto conta com apoio da produtora Bubbles Project, fundada pela brasileira Tatiana Leite. O longa reúne Brasil, Alemanha, Nepal, Noruega e França, e marca a estreia do diretor em longas-metragens. No Brasil, a distribuição ficará com a Imovision.

A Semana da Crítica, conhecida por revelar diretores em ascensão, selecionou Seis Meses no Prédio Rosa e Azul para sua competição oficial. Dirigido pelo mexicano Bruno Santamaría Razo, o longa é uma coprodução entre México, Brasil e Dinamarca, com participação da produtora pernambucana Desvia. O título representa, inclusive, a única produção latino-americana entre os longas escolhidos neste ano.

Criada após os protestos de maio de 1968, a Quinzena dos Realizadores se tornou vitrine para filmes autorais e inovadores. Em 2026, a RT Features, do produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, retorna à seleção com La Perra, novo longa da diretora chilena Dominga Sotomayor. A coprodução entre Chile e Brasil, inclusive, traz Selton Mello no elenco.

Além das mostras artísticas, Cannes também recebe o Marché du Film, considerado o maior mercado audiovisual do mundo. É nesse espaço que produtores, distribuidores e investidores negociam direitos de exibição e novos projetos. Entre os brasileiros presentes está Ilhéus, terror psicológico dirigido por Manu Sobral.
Nos últimos anos, Cannes reforçou sua fama de antecipar favoritos da temporada de premiações. Em 2025, Foi Apenas um Acidente venceu a Palma de Ouro e, em seguida, seguiu concorreu ao Oscar de Melhor Filme Internacional.
Em 2024, Anora conquistou o principal prêmio em Cannes e, posteriormente, venceu o Oscar de Melhor Filme. Já em 2023, Anatomia de uma Queda saiu consagrado do festival, em seguida venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original e ainda concorreu na principal categoria da Academia.
No ano passado, o brasileiro O Agente Secreto recebeu quatro troféus, incluindo Melhor Direção para Kleber Mendonça Filho e Melhor Ator para Wagner Moura.
ESTRELADOS
ROMANCE INÉDITO
TURISMO WELLNESS
FRANCÊS COM SOTAQUE GAÚCHO
BRAND EXPERIENCE
PRO DIA ‘TERMINAR’ FELIZ
OSCAR DO GIN
EM CLIMA DE COPA
CRÍTICA
NEGÓCIO DA CHINA
ÁGUAS CRISTALINAS
INVESTIMENTO NO AMOR
O CAÇULA DE PUENTE ALTO
AGENTE SECRETO
NADA DE CHUTEIRA
FAVORITO PAULISTANO
DE MILÃO PARA A LUA
LINE-UP RECHEADO
HOJE É DIA DE ROCK
FESTA ESPORTIVA