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O país saltou da 15ª para a 5ª posição no ranking da InterNations, que avalia fatores como custo de vida, acolhimento, qualidade de vida e facilidade de adaptação

O Brasil aparece entre os cinco melhores países do mundo para estrangeiros morarem, segundo o Expat Insider 2026, ranking divulgado na segunda-feira, 17, pela InterNations, comunidade global de pessoas que vivem e trabalham no exterior. O país ficou em 5º lugar, depois de aparecer na 15ª posição na edição anterior.
O ranking avalia 31 destinos a partir de critérios como qualidade de vida, facilidade de adaptação, trabalho, finanças pessoais e necessidades básicas do dia a dia, incluindo moradia e serviços digitais. Neste ano, aspectos como cordialidade dos moradores e custo de vida tiveram peso importante entre os países mais bem colocados.
O resultado coloca o Brasil à frente de destinos tradicionalmente associados à expatriação, como Espanha, Singapura, Portugal e Luxemburgo. O país ficou atrás apenas de Panamá, México, Tailândia e Emirados Árabes Unidos.
O Panamá (1º) manteve a liderança pelo terceiro ano consecutivo. O país se destacou especialmente em trabalho e finanças pessoais, além de ocupar a segunda posição nos índices de facilidade de adaptação e necessidades básicas. Nove em cada dez expatriados avaliaram positivamente a cordialidade dos moradores, enquanto 90% disseram considerar fácil encontrar moradia.

Em seguida, aparece o México (2º), que liderou o índice de facilidade de adaptação. O país recebeu a primeira colocação em cordialidade dos moradores, facilidade para fazer amigos e cultura e acolhimento.

Já a Tailândia (3º) teve os expatriados mais felizes da pesquisa: 86% disseram estar satisfeitos com a vida no exterior, contra 70% na média global. Enquanto os Emirados Árabes Unidos (4º) completam o top quatro, impulsionados principalmente pelas boas avaliações em perspectivas de carreira e necessidades básicas para expatriados, como vistos e idioma.
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A ascensão brasileira chama atenção porque em apenas um ano, o país passou da 15ª para a 5ª colocação. De acordo com a pesquisa, os estrangeiros que vivem no Brasil deram notas altas para felicidade, facilidade de acomodação, cordialidade e cultura local. O acolhimento dos brasileiros aparece como um dos principais fatores para a sensação de pertencimento.
São Paulo também aparece nas recomendações dos expatriados como uma cidade com ampla oferta cultural e de lazer. A capital paulista possui sugestões que vão de bares e padarias na Vila Madalena e na Bela Vista a restaurantes da Liberdade e atividades no Parque do Ibirapuera.
Além do ranking InterNations, um relatório da Global Citizen Solutions divulgado nesta segunda-feira, 24, aponta que o Brasil concentrou 40% do Investimento Estrangeiro Direto destinado à América Latina em 2025, o equivalente a US$ 77,67 bilhões. O levantamento compara programas de residência por investimento de Brasil, México, Colômbia, Argentina, Chile e Peru.
Apesar de o Panamá liderar o ranking combinado de programas de residência, o Brasil ficou em 7º lugar na classificação geral. A análise considera fatores como velocidade de processamento, atratividade fiscal, flexibilidade de investimento e liberdade de presença.
Segundo o relatório, o Brasil também possui regras de entrada consideradas moderadas para investidores internacionais. O programa de residência pode ser acessado por meio de investimentos em inovação e tecnologia a partir de US$ 30 mil, constituição de empresas de US$ 100 mil ou investimento imobiliário de US$ 125 mil.
O país ainda aparece em primeiro lugar entre os 11 programas analisados no chamado Global Passport Index 2026, com nota 43,9, à frente de Panamá e Costa Rica. O relatório, porém, aponta que a demanda por residência via investimento imobiliário ainda é baixa: menos de 700 candidatos teriam recorrido a essa modalidade nos últimos cinco anos.
A consultoria atribui parte desse descompasso à falta de conhecimento sobre as regras brasileiras no exterior e à menor presença de empresas internacionais promovendo o país como destino de residência.
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