O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com expedições que chegam a US$ 100 mil, o topo do mundo ganhou tendas aquecidas, cozinhas gourmet e internet, agora, estudo calcula o impacto ambiental desse conforto

Uma expedição ao ponto mais alto do planeta pode custar entre US$ 30 mil e US$ 100 mil. Ainda assim, montanhistas endinheirados fazem fila no Everest todos os anos para encarar os 8.848,86 metros de altitude com uma estrutura cada vez mais sofisticada.
A consequência disso? A montanha, que fica na fronteira entre o Nepal e o Tibete, está derretendo mais rápido. Um novo estudo publicado no último mês na revista Regional Environmental Change aponta que o crescente conforto oferecido aos montanhistas no Acampamento Base do Everest pode estar contribuindo para o derretimento das geleiras.
Segundo os pesquisadores, a estrutura gera calor suficiente para derreter cerca de 3 milhões de quilos de gelo e neve durante uma temporada de escalada, que acontece entre abril e maio.

A estimativa chama atenção porque o Acampamento Base, a 5.364 metros de altitude, está longe de ser o posto rudimentar das primeiras expedições ao Everest. Com a expansão da escalada comercial, aliás, o local se transformou em uma espécie de cidade temporária no meio da geleira, com tendas de jantar aquecidas, geradores, internet e até cozinhas gourmet.
A pergunta sobre quanto custa subir o Everest ganhou espaço com a popularização das expedições comerciais. Escalar a montanha, antes uma aventura restrita a poucos montanhistas, se tornou um negócio cada vez mais estruturado.
Em 2017, o The New York Times explorou o lado financeiro de uma expedição à montanha, revelando uma dimensão menos discutida do destino. Não basta ser experiente e estar fisicamente preparado para enfrentar o Everest, é preciso também ter dinheiro.
Leia Também
A conta na casa dos milhares de dólares inclui permissões, equipamentos, guias, alimentação e logística. Tudo isso para que alpinistas permaneçam semanas em uma das regiões mais extremas do mundo.


O acampamento principal se estende por cerca de 1,6 quilômetro sobre a Geleira Khumbu e ocupa aproximadamente 26,5 hectares. Na temporada de primavera de 2023, por exemplo, cerca de 2.127 escaladores, guias Sherpas, cozinheiros e outros profissionais permaneceram ali por cerca de 50 dias.
Em maio de 2026, 274 alpinistas chegaram ao cume do Everest em um único dia pelo lado nepalês, um número recorde. Para chegar ao topo, os montanhistas enfrentaram uma enorme fila na parte final da escalada, em uma cena que chamou atenção nas redes sociais.
Para receber esse contingente, as expedições passaram a oferecer uma estrutura que seria improvável de imaginar em décadas anteriores. Tendas de jantar aquecidas, cozinhas sofisticadas, padarias, internet, estações de recarga, comunicação via satélite e até operações logísticas apoiadas por helicópteros, por exemplo, foram montadas no acampamento base.
O conforto, porém, exige energia. Os pesquisadores levantaram o consumo de combustível dos operadores que estavam no Acampamento Base durante a temporada de 2023. Foram utilizados 824 cilindros de gás liquefeito de petróleo, 18.935 litros de querosene e 5.130 litros de gasolina para cozinhar, aquecer as estruturas e produzir eletricidade.
Segundo os cálculos do estudo, essa queima liberou aproximadamente 95,5 toneladas de dióxido de carbono e gerou calor suficiente para derreter cerca de 2.338 toneladas de gelo glacial. Quando os pesquisadores consideram também o impacto potencial da urina humana despejada diretamente sobre a geleira, a estimativa chega a aproximadamente 3 milhões de quilos de gelo.

Imagens de satélite analisadas pelos pesquisadores entre 1991 e 2023 mostram um aumento de cerca de 0,28°C por ano na temperatura da superfície do Acampamento Base. A taxa é aproximadamente o dobro da registrada nas áreas glaciais próximas.
O estudo, porém, não afirma que o turismo seja o principal responsável pelo derretimento do Everest. Eles destacam que as mudanças climáticas globais continuam sendo, de longe, o principal motor do recuo das geleiras do Himalaia.
SHAPE DE SUCESSO
NEM LISBOA, NEM PORTO
DNA AMAZÔNICO
FORA DO ÓBVIO
AVIÃO RAIA-MANTA
DO K-POP AO KIMCHI
CARAPAU KID
VINHO, NÃO
ESQUEÇA OS EUA
O QUE ESTÁ EM ALTA?
CHANEL NO TOPO
BRASIL NO CARDÁPIO
US+THEM
COMIDA DE MUSEU
DE OLHO NOS ATLETAS
UM RECADO PARA O FUTURO
40 ANOS
A PARTIR DE R$ 99
SKIN CARE ALTERNATIVO