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Aeroporto de Palm Beach, antes chamado PBI, passou a adotar oficialmente a identificação President Donald J. Trump International Airport

Donald J. Trump agora é um aeroporto. Desde o último dia 18, o Aeroporto Internacional de Palm Beach (PBI), no sul da Flórida, passou a adotar oficialmente a identificação President Donald J. Trump International Airport (DJT).
A mudança conclui um processo iniciado anteriormente. Agora, a sigla com as iniciais do presidente dos Estados Unidos passa a ser usada na aviação global.
De acordo com o Business Insider, o executivo já tinha demonstrado interesse em batizar um aeroporto. A virada veio no início deste ano, em fevereiro, quando legisladores da Flórida aprovaram a mudança.
A decisão teve apoio do governador do estado, Ron DeSantis. Ao portal Florida Politics (via The New York Times), DeSantis afirmou que "ele é um presidente em exercício da Flórida, o primeiro que já tivemos. E então achei apropriado".
Vale lembrar, aliás, que Mar-a-Lago, o clube e residência particular do presidente em Palm Beach fica a 10 minutos de carro do aeroporto.
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Existe certo ineditismo na nomeação do DJT. Isso porque, atualmente, existem oito aeroportos comerciais com referência a presidentes dos Estados Unidos. No entanto, essa é a primeira vez que um chefe de estado em exercício empresta o nome a um terminal na história do país.
E a mudança vai muito além das próprias fronteiras americanas. Isso porque o sistema de siglas é adotado no mundo todo. Instalado na década de 1940, ele é regulado pela International Air Transport Association (Associação Internacional de Transportes Aéreos), organização que define códigos de três letras usados nas passagens e nas malas para identificar aeroportos e cidades no mundo todo. Mudar os códigos é extremamente raro.
Os impactos da alteração, inclusive, foram sentidos na última semana, quando passageiros teriam se assustado com a mudança automática de seus tíquetes e reservas.
Além disso, críticas envolvendo a alteração geraram protestos. Petições contestando-a citam parcialidade política e o alto custo operacional. São novas peças de sinalização, branding e outras atualizações que devem custar cerca de US$ 5,5 milhões (cerca de R$ 28,4 milhões). Destes, US$ 2,75 milhões devem sair de cofres públicos, com o restante ainda a definir, de acordo com o Departamento de Aeroportos do Condado de Palm Beach.
Medidas ousadas de branding não são nada excepcional para Donald Trump. Ao longo dos anos, o executivo já emprestou seu nome a torres e a hotéis, a cassinos e a campos de golfe, a café, a vodca e inclusive a uma universidade.
A novidade recente veio com os avanços do presidente em deixar seu nome em prédios e órgãos oficiais. No último mês de julho, o presidente passou a estampar o que chamou de um "Passaporte Patriota", edição comemorativa em do documento americano em celebração aos 250 anos da independência do país. O destaque maior, no entanto, foi para a ilustração de uma página... de Donald Trump.

Mais emblemático, porém, foi o que aconteceu com o The John F. Kennedy Center for the Performing Arts. Considerado o principal centro de artes cênicas de Washington, o espaço se viu no meio de um embate por influência após seu conselho aprovar a mudança do nome da instituição para The Donald Trump and John F. Kennedy Center for the Performing Arts.
Para muitos, foi uma interferência direta do presidente no conselho da instituição, além de uma violação à lei que designa o complexo como um memorial ao ex-presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy.
A controvérsia levou a uma ação movida pela deputada democrata Joyce Beatty, de Ohio. Em maio, um juiz federal ordenou a remoção do nome de Trump da fachada do prédio.
Em agosto, porém, o conselho voltou a aprovar a inscrição do nome de Trump no prédio e o fechamento do espaço por dois anos para reformas. A decisão permanece no centro de uma disputa judicial, com nova audiência marcada para 8 de setembro.
Entre idas e vindas, a fachada do teatro, alvo da polêmica, segue coberta por lona e andaimes.
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