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Em entrevista exclusiva, chef revela como imprimiu sua assinatura na alta gastronomia do primeiro terminal privativo da América Latina

Foi um semestre agitado para Alberto Landgraf. Logo após conquistar uma posição na lista 50 Best Restaurants Latin America com seu Oteque (RJ), o chef virou tema de um livro internacional da prestigiada editora Phaidon. De quebra, voltou a São Paulo com novo projeto após uma década. Seu novo projeto fica no aeroporto de Guarulhos, onde passou a liderar a cozinha luxuosa do Terminal BTG Pactual.
A entrada de Alberto marca a consolidação de uma nova era de sofisticação no Terminal BTG Pactual, uma estrutura privativa e separada das áreas comuns do Aeroporto de Guarulhos. Após um ano de sua abertura, o espaço passou para a assinatura de Landgraf. Coincidência ou não, são exatos 10 anos após o encerramento das atividades de seu celebrado endereço paulistano, o Epice.
"A relação com São Paulo nunca deixou de existir. Vou a São Paulo praticamente todo mês, para encontros com fornecedores, clientes, colegas", contou Landgraf em entrevista ao Seu Dinheiro. "Agora aproveito as viagens para parar no Terminal, fazer umas reuniões com a diretoria, com o operacional, pra estar sempre envolvido em alguma coisa do dia a dia ali."

Para a chegada de Alberto, o Terminal também renovou sua cozinha. O que antes era um espaço menor, agora transforma-se em uma infraestrutura de 80 m² com câmara fria e estrutura profissional ampliada. A ideia é reforçar uma parte central da própria proposta do Terminal BTG Pactual.
"A gente escolheu a gastronomia, a coquetelaria e a arte como três componentes importantes do nosso projeto, com a gastronomia sendo, talvez, a mais importante delas", diz o CEO do Terminal, Fabio Camargo. "E o Alberto foi o fit perfeito pra gente, um cara super internacional que trouxe um ar novo depois de nossa abertura."

Aos passageiros, essa identidade internacional aparece justamente na escolha do chef por pratos leves e frescos que antecipam a viagem.
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Mantendo sua assinatura de acidez e equilíbrio, Alberto propõe entradas como a pupunha salteada, aqui acompanhada por um vinagrete de avelã, com emulsão de salsa e pera verde, por exemplo. Já entre os pratos principais, destaques incluem o entrecôte servido com legumes assados, emulsão de salsa e demi-glace.

Cada criação, garante Landgraf, é fruto de sua própria experiência como passageiro – o único briefing que recebeu quando convidado a criar o novo menu do Terminal BTG Pactual:
"O briefing, na verdade, foi o seguinte: 'Alberto, no próximo avião que você for pegar, passa pelo Terminal como cliente, absorve isso e vê como consegue traduzir a experiência para a tua linguagem", relembra o chef.
Alberto reforça, no entanto, as diferenças consideráveis entre o menu de restaurante e o de um Terminal: enquanto a primeira marca o fim de um dia, o aeroporto é o começo de uma nova jornada, diz.
"A comida do novo menu não é a mesma do Oteque. Ela tem que ser, digamos, mais democrática, porque no Terminal embarcam famílias, crianças, tem que ser um pouco mais versátil", explica.

Quem frequenta o Oteque, entretanto, reconhecerá imediatamente os traços de Landgraf: a relação precisa entre textura, acidez e temperatura. O rigor é tanto que os molhos servidos no Terminal são exatamente os mesmos criados para o seu premiado no Rio de Janeiro: "provavelmente o passageiro que já comeu no restaurante vá provar o molho e pensar: 'é isso!'"
Para Fabio Camargo, do Terminal BTG Pactual, a conquista foi trazer para solo o momento de comfort food que, por padrão, antecede voos longos dos usuários do hub. E deu certo: "é um menu completo, e o nosso passageiro pede, em média, quatro pratos".

Mais que isso, no entanto, a chegada do chef e a proposta gastronômica complementam a jornada do viajante do Terminal, um serviço que cobre "tudo o que separa o destino da porta da sua casa", resume Camargo.
"Para quem não conhece, a gastronomia é algo que atrai, mas a fidelização altíssima, o que mantém nossos clientes, é o resto: a parte funcional, o atendimento, a privacidade e por aí vai."
Isso porque os diferenciais do Terminal BTG Pactual partem de uma premissa mais ampla, que otimiza toda a experiência de viagem, mesmo antes de entrar no avião.
"Aquilo que se entende como a 'Sala VIP' é 10% do nosso produto", estima Fabio. "Os outros 90% são a parte funcional de resolver todos os problemas do aeroporto: fazer check-in, cuidar da bagagem, garantir entrada exclusiva, passagem pela imigração, Polícia Federal, revista, ter motorista dentro na pista..."
Quando menciona a funcionalidade do Terminal BTG Pactual, Fabio se refere a atrativos como check-in e despacho de bagagem, realizados pelos concierges do Terminal, além de aparelhos próprios de raio-X e controle migratório.
Porém, os diferenciais ainda incluem banheiros privativos com ducha, Duty Free próprio e transfer Volvo até a aeronave. Para experiências exclusivas, clientes podem optar por suítes privativas, além de lounges assinados por Don Pérignon e Revo.
Revo, aliás, ainda oferece serviço de helicóptero partindo de diferentes helipontos em São Paulo. Em solo, o Transfer que integra a lista de complementos do Terminal é feito por veículos Volvo XC90 blindados, em um serviço porta a porta.
Complementada pela coquetelaria de Ricardo Miyazaki, do The Punch Bar (SP), e pela curadoria de arte da galeria Simões de Assis, a chegada de Alberto Landgraf ao Terminal BTG Pactual se integra a um ecossistema desenhado para eliminar quaisquer entraves de uma viagem, convertendo a passagem pelo aeroporto em tempo de qualidade – este sim, o grande luxo de um passageiro.
Apesar do nome e dos benefícios para os correntistas, o espaço mantém uma política de portas abertas, reforçando que o serviço se estende a qualquer passageiro da aviação comercial voando em uma das 24 companhias aéreas operadas pelo Terminal, que busque exclusividade. Para Fabio Camargo, a experiência é também uma vitrine para a qualidade do banco e de seus serviços.

Para os clientes BTG, a experiência fica ainda melhor. No primeiro Terminal privativo da América Latina, os benefícios aparecem já na reserva de acesso, que custa US$ 590 para voos internacionais e US$ 375 para domésticos. Portadores do cartão BTG Pactual Ultrablue contam com 20% de desconto, enquanto usuários das variantes Black e Platinum garantem 10% de abatimento no valor do serviço.
Outras opções de acesso incluem a modalidade Membership, com planos prioritário, familiar e corporativo. A categoria All Access, mais exclusiva, garante ingresso ilimitado, lounges privativos, taxas reduzidas para acompanhantes, além de 20% de desconto no Air Transfer da Revo e conexões com helicópteros privados.
No momento, porém, ela está com vagas esgotadas e lista de espera. Como define o CEO Fabio Camargo, trata-se da "Fórmula 1" da operação, servindo de inspiração para o nível de excelência de uma entrega já repleta de campeões – como, agora, Alberto Landgraf.
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