“Se eu não beberia, deveria cozinhar com ele?” Saiba como escolher vinho para preparar receitas de acordo com chef
Bebida não precisa ser premium, mas deve ter boa qualidade e combinar com os ingredientes; veja como escolher o rótulo ideal para cada preparo

Aquela meia garrafa de vinho que sobrou do jantar parece ter dois destinos. Ela pode voltar para a geladeira ou virar ingrediente de um molho, mas, antes de despejar a bebida na panela, vale se perguntar: eu deveria cozinhar com ele?
“Não é necessário usar um vinho caro, mas é importante optar por um rótulo que você teria prazer em beber. Se a bebida tem bons aromas e equilíbrio, isso também aparece na comida”, explica o chef Mauro Florêncio, do restaurante Capitanea, no Rio de Janeiro.
Um vinho ruim não melhora na panela
Existe uma ideia bastante difundida de que aquele vinho que não agradou na taça pode ser bom na panela, já que o cozimento faria o álcool evaporar. O problema é que o álcool não é a única coisa que muda quando o vinho vai para a panela, explica o chef.
Em preparações como molhos e reduções, parte do líquido evapora e os sabores restantes ficam mais concentrados. Assim, características desagradáveis da bebida podem continuar presentes no prato e, em alguns casos, ficar ainda mais evidentes.
“Quando o vinho passa pelo processo de cozimento, seus sabores ficam mais concentrados. Por isso, um vinho desequilibrado pode comprometer o resultado final da receita”, afirma Mauro. Por isso, o filtro mais adequado talvez seja “se eu não beberia, não deveria cozinhar com ele”. Mas isso não quer dizer que o vinho precise ser premium.

Então, quanto devo gastar?
Na visão do chef não existe um preço mínimo para um vinho de cozinha. O mais importante é a qualidade da bebida e sua relação com a receita. Em vez de procurar a garrafa mais barata da prateleira, vale evitar aquelas que apresentam aromas ou sabores desagradáveis.
Leia Também
O que vencedores do Nobel já fizeram com o prêmio: de medalhas dissolvidas a leilões milionários
China vira destino de wellness de luxo – e com spas bem mais acessíveis do que nos EUA e Europa
A mesma ideia vale para a garrafa aberta que está na geladeira. Se ela ainda está boa para beber, pode ser aproveitada na cozinha. Se já apresenta sabores ou aromas que incomodam, o cozimento não necessariamente vai resolver o problema.
A escolha depende do prato
Depois de eliminar os vinhos de baixa qualidade, qual receita será preparada? Para o chef, o vinho não deve simplesmente “entrar” na panela. Ele precisa conversar com os demais ingredientes.
“O vinho não é apenas um líquido para cozinhar, ele participa da construção do sabor do prato. No caso de um molho para uma carne como o filé mignon, buscamos uma bebida que tenha estrutura, boa acidez e aromas que consigam complementar a carne e trazer mais complexidade ao preparo”, explica Mauro.
Isso significa que vale observar principalmente acidez, taninos, dulçor e intensidade. A acidez, por exemplo, pode levar sensação de equilíbrio a pratos mais gordurosos, deixando a preparação aparentemente menos pesada.
Há também os vinhos muito tânicos, aqueles com sensação de secura ou adstringência na boca devido à concentração de taninos. Isso ocorre no processo de fermentação de compostos naturais das cascas, sementes e bagaço da uva, e são apreciados em algumas variedades de vinho, mas, se elevados demais, podem ganhar uma sensação mais amarga depois de reduzidos.
O dulçor também merece atenção. Vinhos doces podem funcionar muito bem em sobremesas ou em receitas que pedem esse contraste, mas, em preparações salgadas, podem alterar o sabor desejado para um prato.

É algo parecido com o que ocorre com a intensidade. Um vinho muito delicado pode desaparecer diante de uma receita robusta. Por outro lado, uma bebida muito potente pode mascarar os outros ingredientes. “O objetivo não é que o vinho seja o sabor dominante. Ele deve entrar como um elemento de equilíbrio, ajudando a destacar os outros ingredientes”, afirma o chef.
Qual vinho usar em cada tipo de receita?
Não existe uma lista definitiva de vinhos para cada prato, mas algumas combinações ajudam a orientar a escolha:
Risotos: brancos secos e frescos, como Sauvignon Blanc, Chardonnay sem excesso de madeira e Pinot Grigio, são escolhas comuns. A acidez ajuda a equilibrar a cremosidade do prato.
Peixes e frutos do mar: vinhos brancos secos, leves ou de acidez mais pronunciada costumam ser mais adequados. Sauvignon Blanc, Pinot Grigio e Albariño são alguns exemplos.
Aves: tanto brancos quanto tintos mais leves podem funcionar, dependendo do preparo. Para frango com molhos delicados, um branco pode ser mais adequado, já preparações mais intensas podem aceitar tintos de menor estrutura.
- VEJA TAMBÉM: Além da Chardonnay: 6 uvas brancas que os sommeliers recomendam conhecer - Seu Dinheiro
Sobremesas: vinhos doces podem ser incorporados quando a receita pede esse perfil. O cuidado aqui é controlar a quantidade de açúcar para que o resultado não fique excessivamente doce.
THE WORLD'S 50 BEST BARS
50 Best Bars 2026: São Paulo emplaca dois bares entre os melhores do mundo, mas segue tímido no ranking
7 de outubro de 2026 - 19:00QUERIDINHO DOS MILLENIALS
Lembra do Keds? Tênis básico que fez sucesso nos anos 1990 volta ao Brasil; veja quanto custa
7 de outubro de 2026 - 13:00UMA NOITE NO MUSEU
Ingresso de R$ 65 mil e show de Marina Sena: veja como será a Festa do MASP 2026
7 de outubro de 2026 - 9:16CANETAS EMAGRECEDORAS
Oktoberfest no ano do Mounjaro: como as festas estão se adaptando a um público que come e bebe menos?
7 de outubro de 2026 - 8:16ERA DA RECUPERAÇÃO
Adidas entra na febre do recovery com chinelo que esfria os pés por 30 minutos; veja como funciona
6 de outubro de 2026 - 19:05APOCALIPSE SURREALISTA
Criada por Salvador Dalí, capa do ‘livro mais caro do mundo’ é roubada na França
6 de outubro de 2026 - 13:24FRACASSO RETUMBANTE
Nem atuação elogiada de Tom Cruise salva Digger de candidatura a flop do ano nos cinemas
6 de outubro de 2026 - 11:05CINEMA ALÉM DO FILME
8 novos cinemas de rua ressuscitam salas com arquitetura arrojada e um quê de café-bar
6 de outubro de 2026 - 9:30O’ZAPFT IS!
Oktoberfest Blumenau 2026: de preços a atrações, o que saber antes de ir à maior festa alemã do Brasil
6 de outubro de 2026 - 8:46ARTE MILIONÁRIA
Quadro atribuído a Renoir encontrado em mansão de Vorcaro pode valer milhões; entenda o que define o preço de uma obra
5 de outubro de 2026 - 14:18DO MATO AO ASFALTO
Salomon: o tênis de trilha que virou febre entre quem nunca pisou numa trilha movimenta mais de US$ 2 bilhões
5 de outubro de 2026 - 9:16BOLSA VS BIRKIN
É melhor investir na bolsa de valores ou em uma Birkin Bag? Veja o que rendeu mais nos últimos 10 anos
5 de outubro de 2026 - 8:16CINGAPURA REDESCOBERTA
Cingapura: as compras, a gastronomia e o novíssimo lado cool que o turismo (ainda) desconhece
3 de outubro de 2026 - 8:00CHINELO DO FUTURO
Havaianas quer ir além do chinelo e lança calçado híbrido (meio chinelo, meio mule) impresso em 3D
2 de outubro de 2026 - 16:00AMPLIOU
BTG Pactual Hall inaugura nova sala para shows intimistas e reforça agenda cultural em outubro
2 de outubro de 2026 - 10:10PRAIA URBANA
Beyond The Club: como é (e quanto custa) ser sócio do clube de surf e lifestyle em SP
2 de outubro de 2026 - 8:16MIRA NO LUXO
Zara x John Galliano: conheça a nova coleção, veja os preços e saiba se ela chega ao Brasil
1 de outubro de 2026 - 16:00ALÉM DA HOSPEDAGEM
Airbnb vai permitir aluguel de carros no Brasil; veja como reservar e quem pode usar
1 de outubro de 2026 - 10:30QUIET LUXURY
Os ‘bunkers’ ultraexclusivos do turismo de luxo; veja destinos onde só se chega de helicóptero, iate ou por meio dos contatos certos
1 de outubro de 2026 - 9:18100 DIAS