Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
COMO COMEÇAR?

Clube de Colecionadores: como começar a colecionar arte e qual o valor da obra seriada

Com tiragem assinada e numerada, clubes despontam como alternativa para entrar em um mercado, por vezes tão fechado, como o da arte; mas será que eles tornam alguém em um colecionador de verdade?

Vitrine com obras de arte
Como convencer alguém de que colecionar arte vale a pena? - Imagem: Pexels/İrem Yılmaztürk

O mais difícil é sempre começar. Para tudo na vida. Para esporte, para cozinhar, para comer bem, para sair sozinho, viajar sozinho. Se até para isso, que o ganho pessoal é claro, imagine começar a colecionar? Como convencer alguém de que vale a pena?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vão ser muitos os argumentos. Investimento. Criação de espólio. Incentivar a cultura. Fomentar um artista. Argumentos não faltam, mas nenhum deles é muito suficiente pra romper uma barreira silenciosa e cultural que afasta a maioria das pessoas da arte. E ainda, sobretudo, do colecionismo.

Começar investindo pouco ainda é meu gancho favorito. Conhecer o artista também pode ser aquele empurrãozinho necessário que faz um futuro colecionador tomar gosto. E aí entra uma tecla em que bato sempre, que é a educação do gosto e do olhar pessoal. Este processo não precisa ser forçoso, muito menos entediante. Ser divertido, ter com quem trocar e transformar processo em evento ajuda – e muito.

Naturalmente, eu gosto muito de arte. Mas gosto mais ainda quando ela vem com boas companhias. Ainda que uma coleção seja uma paixão individual, ou até familiar, tem algo que desperta ideias, enlaça conversas e começa discussões. Todo colecionador que conheci sempre me recebeu com uma visita guiada, com amigos em casa que conhecem a coleção e suas anedotas, tanto quanto os próprios donos.

Boa companhia faz boa arte ser ainda mais gostosa de desfrutar. Mas existe um formato que ainda tem pouca aderência, os Clubes de Colecionador.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Clube de quê?

O nome parece ser autoexplicativo, mas não dá conta do que de fato é. Um Clube de Colecionador é uma iniciativa criada por museus, galerias ou instituições que buscam fomentar a produção e valorização de artistas por meio do colecionismo mais acessível. Por uma assinatura mensal, membros têm acesso a aeproduções de excelente qualidade, numeradas e assinadas, trabalhos seriados, pequenos formatos ou linguagens que podem ser reproduzidas com facilidade.

Leia Também

MERCADO DE LUXO

Rolex, Cartier, Patek Philippe e mais: quanto custa montar a ‘coleção básica’ de relógios de um milionário

EXPANSÃO HOTELEIRA

Hotel Emiliano, 25 anos: CEO abre os próximos passos da marca que redesenhou a hospitalidade de luxo brasileira

Relacionar colecionismo a “colecionáveis” não é novo. Na arte, inclusive, já tema foi bastante controverso. Mas hoje é bastante efetivo. Primeiro, porque é um clube, de fato. Com muitas pessoas apoiando ativamente apoiar iniciativa, o giro de informação, as visitas a ateliês e trocas  aceleram essa formação em arte, mesmo a quem já possui coleções em andamento.

O fato de serem obras mais acessíveis em preço e menores formatos também amplia o número e o perfil de quem gostaria de colecionar. Renda, tamanho do imóvel, conhecimento prévio, deixam de ser um impeditivo. A certeza de quatro a cinco obras anuais, criadas e selecionadas a partir de uma curadoria gabaritada e associadas a uma galeria ou instituição de arte são garantias que, ao iniciante, fazem diferença e justificam o investimento.

Telas de arte
Muitos acabam usando do clube para conhecer artistas novos, criar um relacionamento com eles

40 anos de clube

Dentre os muitos clubes que existem em São Paulo, o mais tradicional e conhecido é do MAM, o Museu de Arte Moderna. Iniciado em 1986, ele está completando 40 anos. Dentre os muitos artistas que já participaram estão Alex Flamming, Alair Gomes, Arnaldo Antunes, Cildo Meirelles, entre outros. Com um valor de R$ 8.000 reais anuais, cada membro recebe três obras dentro desse período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E ainda que o Clube do MAM esteja mais relacionado com grandes nomes da arte contemporânea, existem outros que estão trabalhando artistas emergentes e fomentando a criação de mercados de arte regionais. Aqui existe a maior oportunidade de investimento, já que a valorização de artista em principio de carreira, ainda que incerta, tem maior margem de crescimento.

Quem colecionou, rendeu

Muitos colecionadores que participaram dos clubes tiveram seus colecionáveis rendendo com o tempo. Alguns nomes como Beatriz Milhazes, Ernesto Neto e Ciro Fernandes, são alguns dos artistas que mais valorizaram nos últimos anos. Todos tiveram trabalhos em clubes de colecionadores. E ainda que essas obras nunca cheguem nos valores dos originais ou obras únicas, foram trabalhos que renderam, e muito, se pensarmos no investimento inicial.

Mas mais do que simplesmente colecionar, foi a porta de entrada pra um mercado consumidor num circuito que costuma ser fechado. Conversando com um grupo de colecionadores, vários ainda participam dos clubes. Muitos, inclusive, começaram por lá e viram essas obras valendo mais com o tempo. Alguns chegaram a vender as que não faziam mais sentido por um preço melhor.

E esse é o diferencial: ainda que seja obra seriada, segue sendo arte – e com valor de arte. Muitos acabam usando do clube para conhecer artistas novos, criar um relacionamento com eles. E, assim, colecionar obras de arte únicas, que hoje participam de exposições, mostras ou mesmo, mercado secundário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse é o diferencial do clube, formar um coletivo, assistido e informado, que circula por um circuito que nem sempre é fácil de entrar. Mas a maior vantagem seja a oportunidade de conhecer artistas e trabalhos antes da maioria. Se considerar-se que muitos artistas estreiam no mercado em galerias ou feiras, os clubes funcionam ao apresentá-los muito antes dessa etap. Quem participa conhece antes, compra antes e vê seu investimento render.

Bom pra decorar, bom pra começar a colecionar, mas não vai construir uma coleção

Talvez essa seja o único ponto de atenção, pros desavisados. Nenhuma coleção valorizada se mantém apenas com as obras de clubes. Ainda que sejam numeradas e assinadas e, inclusive, valiosas, a curadoria delas não é do colecionador, mas do museu ou galeria. Alguém decidindo qual cara vai ter a sua coleção, sem uma implicação pessoal não vai construir algo digno de nota.

Outro apelo também é o decorar com arte. É sabido que, grande parte de quem compra, compra praa colocar na redisência. Mas nem toda obra cabe – e nem toda casa comporta obra. Aqui os riscos são menores, os trabalhos tem materialidades mais possíveis e chegam, muitas vezes, "prontos pra pendurar”. A preocupação com conservação, manutenção e cuidado é menor, num espaço mais aberto a discussão.

Muitas coleções atualmente têm obras geniais e artistas bem cotados. No entanto, suas coleções abarrotadas de obras muitas vezes não valorizam o que precisam valorizar. O clubes são lugares pra começar, se educar e fomentar arte, mas uma coleção é um investimento pessoal, muito mais que financeiro. Coleções com valor vão ser únicas, não pelos trabalhos serem unitários, mas porque o colecionador é.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Aos 70 anos, Roseli Siqueira comanda suas clínicas e marca de beleza 21 de agosto de 2026 - 8:16
No primeiro plano, chef Alberto Landgraf aparece sorrindo e usando um avental azul com o logo BTG Pactual. Ao fundo, o Terminal BTG Pactual à noite. 21 de agosto de 2026 - 6:45
Chef de cozinha prepara refeição em hotel de luxo 20 de agosto de 2026 - 10:00
Fachada da churrascaria CLASS Soirée Steakhouse 20 de agosto de 2026 - 9:18
Vista do Monte Fuji no outono no Japão 20 de agosto de 2026 - 8:16
Placa de trânsito azul onde se lê em inglês: bem-vindos ao President Donald J. Trump International Airport 19 de agosto de 2026 - 20:01
19 de agosto de 2026 - 19:00
Uma lata e um copo de cerveja 19 de agosto de 2026 - 16:49
bunker dos bilionários indian creek miami SD 19 de agosto de 2026 - 16:30
Jeep Avenger amarelo limão visto de frente 19 de agosto de 2026 - 8:16

A CARTADA DA JEEP

Jeep Avenger e seus 5 motivos para te conquistar

19 de agosto de 2026 - 8:16
Garrafas de Pinot Noir 18 de agosto de 2026 - 20:01
João Fonseca, atual numero 28 do tênis mundial, vai disputar o US Open 18 de agosto de 2026 - 15:30
Ferrari Luce, primeiro veículo elétrico da Ferrari. 18 de agosto de 2026 - 8:16
Oito obras de Henri Matisse foram recuperadas após roubo na Biblioteca Mario de Andrade, no centro de São Paulo 17 de agosto de 2026 - 15:33
Vista aérea de Sperlonga, cidade litorânea emuma encosta de montanha 15 de agosto de 2026 - 8:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar