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Dos dez profissionais mais bem pagos da Copa do Mundo, sete nasceram na Europa, mas é o italiano à frente da Seleção Brasileira quem lidera a lista

Não, o técnico mais bem pago da Copa do Mundo de 2026 não comanda um país europeu. Ele trabalha para o Brasil, mas nasceu a mais de 9 mil quilômetros do país. Carlo Ancelotti, o italiano de 67 anos, escolhido ano passado para liderar a Seleção Brasileira, ocupa o topo do ranking dos treinadores mais bem remunerados do Mundial.
Segundo o jornal francês Le Parisien, Ancelotti recebe cerca de 10 milhões de euros por ano, o equivalente a aproximadamente R$ 59 milhões. A diferença para os concorrentes também chama atenção. Nem mesmo Didier Deschamps, campeão do mundo com a França em 2018, ou Lionel Scaloni, responsável por encerrar o jejum argentino na Copa de 2022, alcançam os números do italiano.
O valor, porém, reflete o peso de um currículo, o técnico já ganhou cinco títulos de Liga dos Campeões como treinador, conquistas nas cinco principais ligas da Europa e passagens por clubes como Milan, Chelsea, Bayern de Munique, Paris Saint-Germain e Real Madrid. Além disso, é conhecido nos bastidores por sua diplomacia e postura serena.

A nacionalidade dos técnicos, porém, não é muito diversa. A Europa concentra a elite dos treinadores mais bem pagos desta Copa com sete de dez nascidos no continente. Apenas três fogem à regra: o norte-americano Jesse Marsch e os argentinos Marcelo Bielsa e Mauricio Pochettino.
A média de idade do grupo gira em torno de 54 anos, o que reflete a preferência das federações por profissionais experientes. Ainda assim, Julian Nagelsmann surge como uma exceção. Aos 38 anos, o técnico da Alemanha é o mais jovem do ranking e representa uma nova geração de treinadores. Ele, inclusive, ocupa o segundo lugar no ranking, com salário anual de 7 milhões de euros (R$ 41,4 milhões).

Em seguida, aparece Mauricio Pochettino, argentino que atualmente dirige os Estados Unidos e acumula passagens por clubes como Tottenham, Paris Saint-Germain e Chelsea, com vencimentos anuais estimados em 6 milhões de euros. Uma surpresa é o técnico do Uzbequistão, outro italiano, Fabio Cannavaro, que aparece na lista em sexto lugar.
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Natural da pequena cidade de Reggiolo, na região da Emilia-Romagna, na Itália, Ancelotti construiu uma trajetória que poucos técnicos conseguiram igualar. Como jogador, conquistou duas Copas dos Campeões Europeus com o Milan.

Ao longo das últimas três décadas, inclusive, comandou gigantes como Juventus, Milan, Chelsea, Paris Saint-Germain, Bayern de Munique e Real Madrid. Em cada um deles, aliás, acumulou títulos nacionais e continentais.
Seu currículo ganhou contornos históricos ao torná-lo o único treinador a conquistar as cinco principais ligas da Europa: Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França. Além disso, ninguém venceu mais vezes a Liga dos Campeões da UEFA como técnico: são cinco títulos.
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