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NADA DE PORÃO

Pitbull no avião? ITA libera pets de até 30 kg na cabine — mas não para quem sai do Brasil

ITA Airways está entre as primeiras companhias aéreas a oferecer um serviço comercial para cães de até 30 kg viajarem na cabine ao lado de seus donos

pitbull em cima de banco de avião
Viagens "pet friendly" - Imagem: benedek/iSTock

Quem é “pai ou mãe de pet” sabe como pode ser difícil viajar de avião com um animal — ainda mais quando se trata de cachorros de médio e grande porte. Agora, porém, a companhia aérea ITA Airways vai facilitar a vida desses passageiros ao permitir cães de até 30 quilos viajem dentro da cabine da aeronave. Isso corresponde ao peso de raças médias, como Bulldog, Border Collie, Cocker Spaniel e até alguns Pitbulls.

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A novidade faz parte do serviço Large Dog On Board, lançado nesta segunda-feira (3) em voos domésticos selecionados na Itália. Para levar o animal, o passageiro precisa comprar duas passagens (além da sua), garantindo um espaço dedicado ao cão, e pagar uma taxa adicional de 95 euros (cerca de R$ 560).

A medida pode ser considerada um avanço e tanto para cães e seus donos. Afinal, na maioria das companhias aéreas globais, o transporte na cabine continua restrito a pets de pequeno porte, que viajam dentro de caixas acomodadas sob o assento.

Seu pet pode voar na cabine da ITA — desde que a viagem seja dentro da Itália

cachorro da raça border collie em frente a avião da ITA
Imagem: Divulgação/Imagem gerada com IA

Por enquanto, o serviço Large Dog On Board está restrito apenas a voos domésticos feitos na Itália, em horários específicos, sendo que a maioria das rotas partem ou desembarcam em Roma.

Fora dos voos selecionados, as regras tradicionais da ITA prevalecem. Nos voos regulares dentro da Itália, o peso total do animal, da caixa de transporte e da alimentação não pode passar de 12 quilos.

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Já nos trajetos internacionais, como é o caso das rotas entre São Paulo ou Rio de Janeiro a Roma, o limite cai para 8 quilos, além de cobrar uma taxa de US$ 250 por trecho para o animal na cabine e US$ 330 por trecho para o transporte no porão (cerca de R$ 1.280 e R$ 1.690, respectivamente).

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Pets no avião: como funciona nas companhias aéreas brasileiras?

No Brasil, GOL, LATAM e Azul permitem o transporte de cães e gatos na cabine apenas quando o animal é pequeno e consegue viajar dentro de uma caixa acomodada sob o assento da frente. Em todas elas, o serviço depende de reserva antecipada, disponibilidade no voo e cumprimento das regras sanitárias.

gato em caixa de transporte embaixo do assento
Imagem: Reprodução/GOL

As principais diferenças estão no limite de peso e nas alternativas para animais maiores

A GOL, por exemplo, oferece o Dog&Cat Cabine, aceitando pets de até 12 kg (somando a caixa) na cabine. Para isso, é cobrada uma tarifa de R$ 200 por pet em trechos nacionais e de até R$ 1.100 em rotas internacionais. Já o serviço GOLLOG Animais, usado para o transporte de animais fora da cabine, está suspenso por tempo indeterminado para cães e gatos.

Por sua vez, a Azul trabalha com teto de 10 kg e não oferece transporte regular de pets no porão, o que deixa de fora cães médios e grandes. A taxa custa R$ 320 para voos nacionais e dentro da América do Sul, e R$ 1.400 para rotas para os EUA e Europa.  

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Já a LATAM concentra a regra de transporte de pets na cabine no tamanho da caixa, que deve caber debaixo do banco dianteiro do passageiro. Para isso, a companhia cobra uma taxa de R$ 200 por pet para voos nacionais e US$ 250 (cerca de R$ 1.280) para voos de longa distância (mais de seis horas de duração).

Por outro lado, quando o pet não se enquadra na cabine, a companhia permite, em algumas rotas e aeronaves, o transporte no porão, com limites que podem chegar a 32 kg ou 45 kg, considerando o animal e a caixa. As taxas vão de R$ 500 a R$ 900 para voos nacionais e de US$ 150 até US$ 300 (aproximadamente R$ 1.537) para voos internacionais.

Cão bonito do terrier de Jack Russell com uma bola de borracha do brinquedo dentro de uma caixa do transporte para animais em um interior neutro
Imagem: Anna Okhotska

E nas companhias internacionais?

A regra predominante entre as grandes empresas europeias que operam voos internacionais é que apenas cães e gatos pequenos, com peso total de até 8 quilos (incluindo a caixa), podem viajar na cabine.  É assim que acontece da Lufthansa, Air France, Iberia e TAP, por exemplo.

Nos Estados Unidos, a situação é similar. Companhias como American Airlines, Delta e Southwest aceitam cães e gatos de pequeno porte na cabine, desde que permaneçam em caixas acomodadas sob o assento. Para animais maiores, as opções envolvem o transporte no porão climatizado ou como carga.

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Ainda assim, nem todas as companhias permitem animais de estimação na cabine. British Airways, Emirates, Qatar Airways, Cathay Pacific e Singapore Airlines estão entre as empresas que direcionam cães e gatos ao porão ou ao transporte de carga, independente do seu tamanho. As exceções costumam ficar restritas aos cães de assistência.

Aviação privada vira alternativa — para quem pode pagar

Para quem quer evitar as limitações das companhias comerciais, a aviação privada aparece como uma alternativa. Nesse tipo de voo, o animal permanece na cabine ao lado do tutor, sem necessidade de viajar na caixa e muito menos no porão da aeronave.

tutora em jatinho com dois cachorros soltos sentados no banco do avião
Em jatos privados, os animais voam na cabine, ao lado do dono - Reprodução: K9 Jets

Uma das empresas voltadas especificamente a esse público é a K9 Jets, com sede em Birmingham, na Inglaterra. A companhia oferece voos compartilhados em jatos particulares para passageiros que desejam viajar com seus animais sem enfrentar as regras mais rígidas do transporte comercial.

  • O conforto, porém, cobra seu preço. Em uma das rotas oferecidas pela K9 Jets, entre Miami e Londres, o assento em um voo direto custa US$ 12.250 por trecho. Além do valor elevado, a disponibilidade de destinos e datas ainda é limitada.

Outro exemplo é a BARK Air, sediada em Nova York, que se apresenta como uma “companhia aérea para cães”. Em rotas disponíveis apenas entre cidades dos Estados Unidos para destinos da Europa, os cães viajam soltos em cabines espaçosas. Além disso, o serviço também inclui atendimento de concierge e até mesmo regalias pensadas para reduzir o estresse durante o voo, como petiscos, abafadores de ruído e itens com aromas calmantes.

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cachorro em frente à jatinho
Bark Air oferece voos privados ou compartilhados para tutor e seu pet -Imagem: Reprodução/Bark Air

No Brasil, também existem alternativas sob demanda. Empresas de aviação executiva e táxi aéreo, como Flapper, Amaro Aviation e Welojets, realizam fretamentos em que cães e gatos podem viajar na cabine, de acordo com as regras definidas para cada operação.

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