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Eleita a 5ª melhor praia do mundo em ranking internacional, Anakena fica em Rapa Nui, tem mar turquesa, areia branca e moais à beira-mar; veja quanto custa viajar para lá

Uma praia de areia branca, mar calmo e águas azul-turquesa. Soa como o Caribe, certo? Mas agora, acrescente sete estátuas gigantes de pedra observando a paisagem há séculos. É esse detalhe que faz Anakena, dentro do território do Chile, uma das praias mais lindas (e místicas) do mundo.
Localizada em Rapa Nui, nome original da Ilha de Páscoa, Anakena foi eleita a 5ª melhor praia do mundo pelo ranking Best Beaches in the World – o mesmo levantamento que colocou 11 praias brasileiras entre as melhores do planeta.
E não é por acaso. Além de um mar com águas cristalinas e uma boa infraestrutura, a Praia de Anakena também carrega um legado histórico, com a presença de moais (estátuas humanoides) construídos pelo povo polinésio que ali habitou entre os anos de 1400 e 1650.

É verdade que existem muitas praias bonitas no mundo. No entanto, há apenas uma que permite ao viajante mergulhar no Oceano Pacífico com moais ao fundo.
Segundo a tradição oral do povo Rapa Nui, de origem polinésia, foi na Praia de Anakena que desembarcou Hotu Matu’a, o primeiro rei da ilha, junto a seus seguidores por volta de 1200 d.C.
Estima-se que seja por isso que a civilização construiu na praia um conjunto de moais conhecido como Ahu Nau Nau. Trata-se de sete estátuas enfileiradas (cinco inteiras e duas danificadas) além de um moai solitário um pouco afastado. Alguns ainda preservam o pukao, espécie de “chapéu” vermelho de pedra colocado sobre a cabeça das esculturas, algo raro de ver na ilha.
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Além da sensação de estar pisando em um território sagrado, Anakena impressiona pelas suas águas cristalinas. Com mar raso e calmo, é considerada a melhor praia para banho da ilha, inclusive para praticar atividades como snorkel.

A infraestrutura é simples, mas suficiente para passar algumas horas — ou o dia inteiro. Há restaurantes, quiosques de artesanato, banheiros gratuitos, estacionamento, mesas para piquenique e uma área de camping simples nas proximidades.
No cardápio, espere encontrar comida local sem grandes formalidades: peixes, empanadas, pratos simples e bebidas para quem quer passar o dia por ali. Ainda assim, como quase tudo em Rapa Nui, os preços tendem a ser mais altos do que no continente.

Para quem está montando o roteiro pela ilha, Anakena costuma ser parada obrigatória – seja em passeio de dia inteiro, seja em uma tarde mais relaxada depois de visitar sítios arqueológicos.
Para chegar lá, é necessário partir de Hanga Roa, única cidade da ilha de Rapa Nui e onde estão praticamente todos os hotéis, restaurantes e serviços turísticos.
O melhor jeito de ir até Anakena é alugando um carro. Isso porque a ilha é pequena, e ter um veículo dá liberdade para combinar a praia com outros pontos importantes no mesmo dia.
O trajeto até a praia possui cerca de 18 km e leva em torno de 20 a 25 minutos de carro pela estrada principal, que é asfaltada e tranquila.
Táxis também funcionam, mas é preciso combinar o preço e horário da volta com o motorista. Moto e quadriciclo são opções comuns entre turistas, embora menos confortáveis para quem carrega bolsa ou equipamentos.
Na prática, o acesso à Praia de Anakena é gratuito. No entanto, a praia fica dentro do Parque Nacional Rapa Nui, Patrimônio Mundial da Unesco, que cobra ingresso para acessar. Como é no Parque onde estão a maior parte dos sítios arqueológicos, a compra do bilhete acaba sendo inevitável para quem vai para a Ilha da Páscoa.
Atualmente, o ingresso para turista estrangeiro adulto sai no valor de 95 mil pesos chilenos (cerca de R$ 545 na cotação atual). O documento dá direito à visitação por 10 dias consecutivos aos principais sítios arqueológicos da ilha, com entrada única em lugares como Rano Raraku e Orongo. Algumas atrações, porém, ainda exigem a contratação de um guia.

A melhor época para aproveitar Praia de Anakena vai de dezembro a março, durante o verão na ilha. Nesse período, os dias são mais longos, o céu tende a ficar mais aberto e o mar costuma estar mais quente para banho. No entanto, é nessa época que a Ilha de Páscoa mais recebe turistas (e quando os preços ficam mais salgados).
É em fevereiro, por sua vez, que acontece o Tapati Rapa Nui, principal festival da ilha, com danças, competições tradicionais e celebrações da cultura local. Para qum busca uma imersão cultural no povo de Rapa Nui, pode valer a pena. Contudo, é preciso se planejar com antecedência: a procura aumenta bastante, e hospedagens costumam exigir reservas meses antes.
Entre abril e junho, a ilha fica mais tranquila. Há menos visitantes, o ritmo é mais lento e o clima pode ser interessante para quem busca uma experiência menos disputada. Apesar disso, a chance de pegar chuva é maior – sendo abril e maio os meses mais chuvosos da ilha.
Para quem busca fugir das multidões e do calor intenso, os meses de setembro a outubro são os mais indicados. No entanto, costuma não ser a melhor época para quem deseja dias longos de praia, já que as águas do mar ficam mais frias e ventar bastante.

Apesar de Anakena ser um dos lugares mais fotogênicos da ilha, ela não é uma atração isolada. O ideal é combinar a praia com outros pontos importantes de Rapa Nui.

Um dos principais pontos turísticos é Rano Raraku, cratera vulcânica conhecida como a “fábrica” dos moais. Era ali que as estátuas eram esculpidas, e dezenas delas ainda permanecem semienterradas nas encostas.
Outro ponto indispensável é Ahu Tongariki, o maior conjunto cerimonial (ahu) da ilha, com 15 moais enfileirados de costas para o mar. O local é famoso para assistir o nascer do sol.

Por outro lado, para ver o pôr do sol, o indicado é visitar o sítio arqueológico de Ahu Tahai. Dentro da área urbana de Hanga Roa, é possível visita-lo a pé saindo do vilarejo.
Também vale incluir Orongo, sítio arqueológico que fica na borda do vulcão Rano Kau. É ali onde ficava a aldeia cerimonial ligada ao culto do Homem-Pássaro. Há também a Ahu Akivi, única plataforma em que os moais estão voltados para o oceano.
Para conhecer a Ilha de Páscoa sem correria, o ideal é ficar de quatro a cinco dias completos. É o tempo que permite visitar os principais sítios arqueológicos, além de compensar o deslocamento longo e o custo da viagem.

A Ilha de Páscoa é um dos destinos mais isolados do mundo. Localizada no meio do Oceano Pacífico, Rapa Nui fica a cerca de 3700 quilômetros do Chile continental.
Por isso, a única forma se chegar lá atualmente é de avião, a partir de Santiago. Os voos operados pela Latam saem do Aeroporto Santiago Arturo Merino Benitez até o Aeroporto Internacional Mataveri, em Hanga Roa.
É em Hanga Roa, principal cidade da ilha, em que os turistas encontram opções para se hospedar. Considere que os preços variam conforme temporada, antecedência e tipo de acomodação.
Para quem busca uma experiência de luxo, uma pedida é o Nayara Hangaroa, hotel cinco estrelas com piscina ao ar livre, restaurante, jardim, academia, estacionamento e serviço de transfer. No verão, as diárias podem partir de cerca de R$ 6 mil para o casal, dependendo da data e da disponibilidade.

Outra alternativa é o Hare Nua Hotel Boutique, hospedagem de quatro estrelas. O hotel oferece bar, banheira de hidromassagem, café da manhã orgânico e Wi-Fi gratuito. Em buscas no Booking, as diárias aparecem a partir de R$ 2,3 mil para o casal.

Há ainda o Hotel Hare Uta. A propriedade tem quartos inspirados nas antigas casas dos habitantes da ilha, restaurante, spa, massagens e solário de pedra vulcânica. As diárias podem partir de R$ 3 mil para o casal.

O principal custo de uma viagem para Anakena está nas passagens e na hospedagem. Por exemplo, um voo ida e volta da Latam, saindo de São Paulo para a Ilha de Páscoa com parada em Santiago no mês de novembro, parte de R$ 6.400, de acordo com Google Flights.
Já os custos da hospedagem vão depender do estilo de viagem de cada um. É possível economizar, com diárias de R$ 600 em hotéis de três estrelas. Portanto, quatro noites podem sair por R$ 2.400 o casal nesse cenário. Já quatro noites no Hare Nua Hotel Boutique partem de R$ 9.200 para o casal.
Fora isso, os gastos incluem o ingresso do parque, no valor de 95 mil pesos chilenos para adultos (R$ 545) e 38 mil pesos chilenos (R$ 218) para crianças.
Além disso, é preciso considerar também a alimentação e transporte na ilha. Como não há transporte público na ilha, o ideal é alugar um carro, que parte de 40 mil pesos chilenos (R$ 230) por dia.
Em Rapa Nui, como boa parte dos alimentos sai do continente chileno até a ilha, os preços são mais altos do que em outras regiões do país. A maioria dos bons restaurantes fica em Hanga Roa, onde os pratos principais costumam variar entre 10 mil e 15 mil pesos chilenos (R$ 57 e R$ 86).
Por isso, para economizar, muitos optam por levar lanches na mochila para segurar a fome ao longo dos passeios.
CUSTO-BENEFÍCIO
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VOLTA À CENA
LATINOS NO TOPO
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