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Ranking internacional selecionou praias brasileiras que vão de Fernando de Noronha à Amazônia, passando por São Paulo, Bahia e Santa Catarina; confira

O Brasil possui mais de 2 mil praias abertas à visitação, de acordo com o Ministério do Turismo. E 11 delas acabam de ganhar um selo internacional de prestígio: foram incluídas no ranking Best Beaches in the World, divulgado em celebração ao Dia Mundial dos Oceanos, comemorado em 8 de junho.
A seleção reuniu as 100 melhores praias do planeta segundo especialistas em viagens e turismo. Entre os destinos brasileiros, o destaque ficou para a Praia de Atins, nos Lençóis Maranhenses, que alcançou a maior posição do país na lista.
O país também emplacou nomes já conhecidos dos viajantes, como a Baía do Sancho, em Fernando de Noronha, e Copacabana, no Rio de Janeiro, além de destinos menos óbvios espalhados pelo Brasil. Confira:

Localizada no povoado de Atins, no município de Barreirinhas (MA), a praia fica na foz do Rio Preguiças, onde os Lençóis Maranhenses encontram o Oceano Atlântico.
Assim, graças à combinação de dunas, lagoas sazonais e mar aberto, o antigo vilarejo de pescadores se transformou em um dos destinos mais desejados do Brasil (e do mundo). Ele também ganhou fama entre praticantes de kitesurf, que aproveitam os ventos constantes da região.
O acesso à praia de Atins é gratuito. Mas para chegar lá, é necessário pagar o transporte, que pode ser feito apenas de barco ou de veículo credenciado 4x4.
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Localizada no arquipélago de Fernando de Noronha, a Baía do Sancho já foi eleita a praia mais bonita do Brasil, bem como a melhor praia do mundo. E não é por acaso: cercada por falésias cobertas de vegetação nativa, ela oferece um mar azul-turquesa e vista para o Morro Dois Irmãos. Além disso, por conta do rico bioma e de suas águas cristalinas, é considerada um dos melhores pontos de mergulho e snorkeling do país.
A Baía do Sancho pode ser acessada por terra ou pelo mar. No primeiro caso, o percurso inclui uma trilha até o mirante principal, seguida pela descida através de uma fenda entre as rochas e uma escadaria vertical de 208 degraus até a praia. Também é possível chegar de barco, por meio de passeios autorizados.

No entanto, a praia exige planejamento (e orçamento). Isso porque, para visitar o arquipélago, é necessário pagar a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), cobrada pelo governo de Pernambuco. Atualmente, a tarifa parte de R$ 105,79 por pessoa para um dia, aumentando conforme o tempo de permanência na ilha – por exemplo, a tarifa para 7 dias custa R$ 672,85.
E não para por aí. Como a praia integra o Parte do Parque Nacional Marinho, o visitante também precisa adquirir o ingresso do parque, no valor de R$ 192 para brasileiros e R$ 384 para estrangeiros (com validade de dez dias).

Praias urbanas? Também temos. A praia de Copacabana é acessível para qualquer um que esteja no Rio de Janeiro, e impressiona pelo seu vasto mar azul com vista para o Pão de Açúcar. E não tem como ignorar o charme do calçadão em formato de ondas desenhado por Burle Marx.
Além da paisagem, Copacabana simboliza o estilo de vida carioca. A praia reúne espaços para esportes, bares e quiosques à beira-mar, além de receber grandes eventos, como a tradicional queima de fogos do Réveillon e o show "Todo Mundo no Rio".

Diferentemente das demais brasileiras presentes no ranking, a Ilha do Amor não é banhada pelo mar. Localizada em Alter do Chão, no oeste do Pará, ela é uma praia fluvial formada pelas águas do Rio Tapajós durante o período de seca na Amazônia.
A melhor época para visitar a Ilha do Amor é durante o período de seca na região, geralmente entre agosto e dezembro. É nessa época que o nível do Rio Tapajós diminui e revela a extensa faixa de areia branca que transformou Alter do Chão em um dos destinos mais famosos do Norte do país, ganhando o apelido de "Caribe Amazônico".
Já durante a estação chuvosa, especialmente entre fevereiro e maio, a paisagem muda completamente: a ilha fica parcial ou totalmente submersa pelas águas do rio. Ainda é possível visitá-la, mas por meio de passeios de barco.

Localizada em Pipa, no Rio Grande do Norte, a Praia do Madeiro combina falésias cobertas pela Mata Atlântica, mar cristalino e uma faixa de areia de cerca de um quilômetro de extensão.
O cenário atrai públicos diferentes: de um lado, famílias, banhistas e praticantes de caiaque e stand up aproveitam as águas mais calmas. Do outro, surfistas que encontram ondas mais agitadas, bem como escolas de surf.
A praia também é conhecida pela frequente presença de golfinhos e pela proximidade com o Santuário Ecológico de Pipa, área de preservação que ajuda a manter a vegetação nativa praticamente intacta.
Por outro lado, para chegar à areia, é preciso descer uma longa escadaria a partir do topo das falésias — percurso que pode ser desafiador para idosos ou pessoas com mobilidade reduzida. Em compensação, o visual costuma recompensar o esforço.

Localizada em Itacaré, a cerca de 15 quilômetros do centro da cidade, a Praia da Engenhoca é cercada por Mata Atlântica, coqueiros e falésias.
O acesso é gratuito, feito por uma trilha de cerca de 20 minutos em meio à floresta. Além das ondas que atraem surfistas, a Engenhoca também é conhecida pelo encontro de um Rio Burundanga com o mar, formando uma “piscina” de água doce.

Considerada uma das praias mais preservadas do litoral paulista, a Praia do Bonete se encontra no distrito de Cambaquara, no sul da cidade de Ilhabela. Envolta pela Mata Atlântica, ela abriga uma comunidade caiçara que mantém parte dos costumes e do modo de vida da região.
O acesso pode ser por meio de uma trilha de cerca de 12 quilômetros dentro do Parque Estadual de Ilhabela, percurso que costuma levar entre três e cinco horas. Também é possível chegar de barco a partir de outras praias da ilha.

Em Imbituba, a Praia do Rosa saiu da bolha da comunidade de surfe para se tornar um dos destinos mais desejados do litoral catarinense. O acesso é relativamente simples, feito por estrada a partir de Florianópolis, que fica a cerca 1h30 de distância de carro.
A Praia do Rosa é conhecida pelas condições favoráveis para a prática de surfe e kitesurf na maior parte do ano. A região também abriga as lagoas do Meio e de Ibiraquera, onde as águas são mais tranquilas para o banho e a prática de stand up.
Além das ondas, a região é conhecida pela observação de baleias-francas entre os meses de julho e novembro, quando migram para a região para se reproduzir. Trilhas, cavalgadas e passeios de barco completam a experiência dos visitantes.

Em Paraty, o Saco do Mamanguá é o único fiorde tropical do Brasil. Com cerca de oito quilômetros de extensão, a entrada de mar avança entre montanhas cobertas pela Mata Atlântica.
Ao longo do Mamanguá estão espalhadas 33 praias e oito comunidades tradicionais, que mantêm atividades ligadas à pesca e ao turismo de base comunitária. A região também abriga uma rica biodiversidade, com espécies de aves, árvores nativas e caranguejos encontrados principalmente na área de mangue.
O acesso costuma ser por meio de barco a partir de Paraty-Mirim, embora viajantes mais experientes também possam chegar por trilhas. Já para explorar os manguezais, apenas embarcações sem motor, como caiaques e canoas, são permitidas.

Parte da Rota Ecológica dos Milagres, o destino alagoano se tornou um dos queridinhos do turismo de luxo no Nordeste. A cerca de 1h30 de Maceió, o mar cristalino e pousadas exclusivas ajudaram a transformar a região em uma alternativa mais tranquila a praias já saturadas do litoral brasileiro.
O grande destaque está nas piscinas naturais que se formam durante a maré baixa. Os passeios de jangada levam visitantes até os recifes de corais, onde é possível observar peixes e outras espécies marinhas em águas rasas e cristalinas. A paisagem praticamente sem prédios altos ajuda a preservar a sensação de tranquilidade que tornou a região famosa.

Na Península de Maraú, Taipu de Fora é famosa pelas piscinas naturais que se formam durante a maré baixa. Espalhadas ao longo dos recifes, elas criam aquários naturais, onde os visitantes podem observar peixes coloridos, corais e outras espécies marinhas. Por isso, a praia se tornou um dos principais destinos do Nordeste para mergulho livre e snorkeling.
Para aproveitar as piscinas naturais em sua melhor forma, o ideal é programar a visita para os períodos de maré baixa, quando a transparência da água revela toda a riqueza da vida marinha local. Por isso, muitos viajantes consultam a tábua de marés antes de programar o passeio.
Para chegar a Taipu de Fora, é possível ir de carro a partir de Barra Grande, principal base turística da Península de Maraú. A região fica a cerca de 7 quilômetros da vila e o viajante pode acessá-la de carro, quadriciclo, bicicleta ou transfer. Para quem vem de outras partes da Bahia, o trajeto geralmente inclui uma combinação de ferry boat, lancha ou estrada a partir de cidades como Salvador e Ilhéus.
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