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No SXSW 2026, uma mudança definitiva na forma de ler insights; no Brasil, uma fórmula de sucesso no entretenimento ao vivo

Uma trilha fúnebre, um palco cheio de flores. Ao centro, vestindo preto, Amy Webb, CEO do Future Today Strategy Group e professora na NYU Stern. Uma visão nada comum para um festival de inovação, mas repleta de simbologia para declarar: o relatório de tendências tradicional morreu.
O momento foi um dos mais emblemáticos da edição 2026 do South by Southwest, o SXSW. Em sua 40ª edição, encerrada nesta quarta-feira (18), o maior festival de criatividade do mundo passou por uma série de mudanças: nos locais, na duração e inclusive em uma destacada presença brasileira.
A principal marca deste ano, entretanto, não foi estrutural, mas temática. Se, em 2025, a grande protagonista das conversas foi a inteligência artificial, em 2026 ela deu espaço a análises sobre o elemento humano no centro das mudanças.
É o que afirma, por exemplo, o estrategista de inovação Neil Redding, quando defende a intencionalidade no uso da IA: a necessidade de uma escolha seletiva das competências que devemos automatizar e daquelas que, como humanos, não podemos abrir mão.
Uma defesa também feita por Steven Spielberg, o lendário cineasta de A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan. Em seu painel, ele ressaltou a importância da intuição como ferramenta de decisão: “Nosso melhor traço é a intuição. Se você realmente ouvi-la, se deixá-la te conduzir ao longo do dia, será muito melhor do que ficar intelectualizando tudo”.
É essa a essência do "velório" de Amy Webb. Quando ela anuncia o fim do trend report tradicional, o que fica para trás é foco, singular e obsoleto, nos avanços tecnológicos. Manter-se atualizado hoje requer, mais do que nunca, um pensamento crítico e sistêmico, que coloca as pessoas no centro das tempestades de inovação.
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Justamente para entender este protagonismo humano no maior palco do futurismo global que recorremos a quem passou pelo festival. A convite do Seu Dinheiro, Mariana Poli, gerente de comunicação na Flash, listou cinco debates fundamentais do SXSW 2026.

Festival em Austin, festival em São Paulo: este fim de semana também marca a edição 2026 do Lollapalooza na capital paulista. Destaque no circuito internacional, o evento deve reunir centenas de milhares de pessoas no Autódromo de Interlagos até domingo (22) para conferir os shows de mais 70 atrações.
São nomes que vão de lendas do hip hop como Cypress Hill até destaques no Olimpo pop, como Sabrina Carpenter e Lorde. Não conhece? E Doechii, já ouviu? Também não? E Chappell Roan...? Bem, talvez seja a hora de atualizar-se com seu sobrinho, afinal.
Mas se engana quem pensa que a escolha é aleatória. Ao contrário, são meses de preparação e pesquisa: de público, de reproduções, de seguidores e mais. E essa é apenas uma das etapas necessárias para montar o line-up de um festival como este.
Essa semana, em uma colaboração especial para o Seu Dinheiro, o jornalista Vitor Azevedo conversou com o diretor artístico do Lollapalooza Brasil, Marcelo Beraldo , para entender cada etapa da seleção. Um filtro que passa pela curadoria estética, claro, mas também por dados de reprodução e disponibilidade. Um processo talvez menos romântico do que o esperado, mas que ajuda a compreender o sucesso permanente de um dos maiores festivais do país.

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