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Relatório da Oxfam mostra que bilionários acumularam US$ 2,5 trilhões em um único ano, enquanto pobreza estagna e fome avança
Nunca houve tantos bilionários no mundo como agora. E nunca a distância em relação à pobreza foi tão evidente. Em 2025, a riqueza dos bilionários aumentou US$ 2,5 trilhões — um avanço superior a 16% em apenas um ano, segundo relatório da Oxfam divulgado às vésperas do Fórum Econômico Mundial, em Davos.
O número chama ainda mais atenção quando colocado em perspectiva: esse valor seria suficiente para acabar com a pobreza extrema no planeta 26 vezes. Mesmo assim, uma em cada quatro pessoas no mundo não tem alimento suficiente.
A fortuna total dos bilionários alcançou US$ 18,3 trilhões em 2025, o maior patamar já registrado. O crescimento no último ano foi três vezes superior à média observada nos cinco anos anteriores.

Para ilustrar a desigualdade: os dez bilionários mais ricos do planeta somam US$ 2,4 trilhões. Já os 12 mais ricos concentram mais dinheiro do que mais de quatro bilhões de pessoas juntas.
Apenas o aumento da riqueza dos bilionários em 2025 permitiria distribuir cerca de US$ 250 (R$ 1.340 na cotação atual) para cada habitante do mundo — e, ainda assim, o grupo terminaria o ano US$ 500 bilhões mais rico.
No topo da lista aparece Elon Musk, empresário à frente de companhias como Tesla e SpaceX.
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Para a Oxfam, o crescimento da desigualdade não é um acidente econômico, mas consequência direta de escolhas políticas deliberadas.
O relatório relaciona o salto recente das fortunas à agenda adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde seu retorno à Casa Branca.
Cortes de impostos sobre grandes fortunas, enfraquecimento da tributação corporativa, recuo no enfrentamento a monopólios e desregulamentação de setores estratégicos criaram um cenário em que os mais ricos retêm mais renda, pagam proporcionalmente menos impostos e enfrentam menos regras.
“Também observamos que, nos Estados Unidos, uma política apoiada pelos mais ricos tem 45% de chance de ser aprovada, enquanto, quando eles se opõem, essa probabilidade cai para 18%. Isso se conecta a uma série de decisões ao longo do tempo, mas também ao controle da mídia, das redes sociais e da inteligência artificial”, afirma a Oxfam.
Embora os maiores ganhos tenham ocorrido entre bilionários americanos, o impacto foi global. Fortunas cresceram em dois dígitos em diversas regiões, impulsionadas pela valorização de setores como tecnologia e inteligência artificial.
Nesse cenário, Elon Musk tornou-se a primeira pessoa da história a ultrapassar US$ 500 bilhões em patrimônio.
Enquanto os super-ricos avançam, a redução da pobreza ficou estagnada. A taxa global retornou a níveis semelhantes aos de 2019.
De acordo com a Oxfam, cortes em orçamentos de ajuda humanitária e social adotados por governos ao redor do mundo em 2025 podem provocar mais de 14 milhões de mortes adicionais até 2030.
No Brasil, a desigualdade também se destaca. O país reúne o maior número de bilionários da América Latina: 66 pessoas que acumulam juntas cerca de US$ 253 bilhões, a maior soma da região.
O relatório aponta o sistema tributário brasileiro como parte central do problema. Historicamente regressivo, ele pesa mais sobre a renda do trabalho, que sustenta as famílias mais pobres, enquanto grandes fortunas, heranças, dividendos e ganhos financeiros pagam proporcionalmente menos impostos.
“Avançar em uma reforma tributária realmente progressiva é fundamental para reduzir desigualdades históricas”, afirma Viviana Santiago, diretora-executiva da Oxfam Brasil.
Apesar de avanços recentes, como mudanças no imposto de renda, a entidade avalia que o país ainda precisa avançar na taxação de dividendos, grandes fortunas e heranças para enfrentar a desigualdade de forma estrutural.
Outro ponto central do estudo é a transformação da riqueza extrema em influência política. Bilionários têm quatro mil vezes mais chances de ocupar cargos políticos do que cidadãos comuns.
Em uma pesquisa global citada no relatório, quase metade dos entrevistados acredita que os ricos compram eleições em seus países.
Essa influência também chega aos fóruns internacionais. Na COP28 da ONU, 34 bilionários participaram como delegados, sendo um quarto deles com fortunas ligadas a setores altamente poluentes.
Quatro tiveram acesso à chamada “Zona Azul”, onde são negociados os principais acordos climáticos.
A concentração também alcança a informação. Bilionários controlam mais da metade das maiores empresas de mídia do mundo e praticamente todas as grandes redes sociais.
O relatório cita aquisições e participações em veículos tradicionais e plataformas digitais, ampliando a capacidade de moldar a opinião pública.
Entre os exemplos estão a compra do Washington Post por Jeff Bezos, do Twitter/X por Elon Musk, do Los Angeles Times por Patrick Soon-Shiong e a aquisição de participações relevantes na The Economist por um consórcio de bilionários.
Para Amitabh Behar, diretor-executivo da Oxfam Internacional, o risco vai além da economia: “a crescente distância entre os ricos e o restante da sociedade está criando um déficit público extremamente perigoso e insustentável”.
A Oxfam defende que os governos coloquem a redução da desigualdade no centro das políticas públicas, com metas claras e mensuráveis. Entre as propostas estão:
– Tributação efetiva dos super-ricos
– Combate a monopólios
– Fortalecimento dos serviços públicos
– Proteção dos direitos trabalhistas
– Regulação do lobby e de conflitos de interesse
Reformas pontuais, afirma o relatório, não são suficientes para enfrentar um problema estrutural que afeta a economia, a democracia e a própria sobrevivência de milhões de pessoas.
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