O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em um mundo onde o Fed pode subir juros e drenar liquidez dos emergentes, o Brasil entra nessa disputa com uma vantagem rara, segundo o Bank of America

O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode estar prestes a subir os juros nos EUA — para a maioria dos países emergentes, essa é uma má notícia. Para o Brasil, no entanto, há uma vantagem que não aparecia há 15 anos e ela pode proteger o seu dinheiro.
A conclusão é do Bank of America, que espera que o banco central norte-americano adote uma postura mais dura na política monetária e eleve os juros em 75 pontos-base (pb) até o final de 2026.
Atualmente, a taxa referencial nos EUA está na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. Na semana passada, sob o comando do no presidente Kevin Warsh, o Fed sinalizou uma postura mais hawkish (favorável ao aperto monetário) daqui para frente, de olho nos efeitos da guerra no Irã sobre a inflação. Você pode conferir aqui toda essa história em detalhes.
No mundo dos investimentos, quando os juros norte-americanos sobem, o dinheiro que estava circulando por países emergentes — como Brasil, México e Colômbia — tende a voltar para os EUA em busca de retorno mais seguro. O resultado? Moedas locais se enfraquecem, bolsas caem e a inflação pressiona.
Aqui entra um conceito essencial: o diferencial de juro real. Para entender, é preciso primeiro distinguir dois tipos de juro: nominal e real.
O juro nominal é o percentual bruto que você vê nas taxas — a Selic, atualmente em 14,25%, e a taxa básica norte-americana, na faixa entre 3,50% e 3,75%.
Leia Também
Já o juro real é o que sobra depois de descontar a inflação. É esse o número que realmente importa para o investidor, porque representa o ganho de poder de compra.
Quando se fala em diferencial de juro real, estamos comparando esse ganho líquido entre dois países. E é aqui que o Brasil se destaca: segundo o BofA, a diferença entre o juro real da Selic e o da taxa básica nos EUA está próxima do maior nível em 15 anos.
Na prática, isso significa que investir em ativos brasileiros oferece uma vantagem de retorno muito maior do que aplicar nos EUA — mesmo levando em conta a inflação de cada país. Esse prêmio elevado atrai capital estrangeiro para o Brasil e sustenta a demanda pelo real.
O efeito já aparece nos dados. O real se valorizou 6% frente ao dólar no acumulado de 2026 — um desempenho robusto em um ambiente global de incertezas.
E isso importa diretamente para a inflação. O BofA menciona estudos do próprio Banco Central brasileiro mostrando que uma desvalorização de 10% no real pode gerar um aumento de quase 1 ponto percentual na inflação.
O raciocínio inverso também vale: um real mais forte ajuda a segurar os preços — especialmente de produtos importados, como eletrônicos, combustíveis e insumos industriais.
Por isso, o banco afirma que a “resiliência do real graças aos juros reais elevados pode limitar as pressões inflacionárias do dólar” — mesmo em um cenário em que as expectativas de inflação subiram de 4,1% para 5,3% desde o início do ano.
O BofA enxerga as ações brasileiras como relativamente isoladas do risco de estagnação no apetite global por mercados emergentes.
Dois fatores explicam essa visão: a Selic elevada já funciona como âncora, atraindo capital estrangeiro e sustentando o câmbio e as ações mais sensíveis a juros já estão em níveis deprimidos — ou seja, boa parte do pessimismo já foi incorporada pelos preços.
O índice de small caps brasileiro, por exemplo, caiu 18% em dólar em relação ao pico recente.
Além disso, o banco destaca que o alto diferencial Selic-Fed reduz a necessidade de novos aumentos da nossa taxa básica por parte do Banco Central.
Em outras palavras, o Brasil já tem munição defensiva suficiente — e não precisa apertar ainda mais para competir com os juros norte-americanos.
SUPORTE EMOCIONAL
EFEITO IA
FÁBRICA DE TEMPESTADES
ARGENTINA E FRANÇA
ACOMPANHE DETALHES
GUERRA
SÁBADOU
JANELA ABERTA
HAPPY HOUR COM JOGO
SEGUNDA RODADA
UM BC 2.0
ENTRAM EM CAMPO
FIM DO DINHEIRO BARATO?
ESQUEÇA AS BARRAS DE OURO
ENTRAM EM CAMPO
COMMODITIES NA CARTEIRA
COMPUTAÇÃO EM NUVEM
ROUBO AO LONGO PRAZO
SEGUNDA DE JOGOS