De olho na Venezuela, a grande aposta de Michael Burry agora é na ação de uma refinaria
O petróleo venezuelano está entre os mais pesados e com maior teor de enxofre do mundo, e apenas um número limitado de refinarias está equipado para processá-lo com eficiência

Michael Burry ficou conhecido pelo filme “A grande aposta” e não é à toa. Agora, o megaivestidor está de olho no petróleo da Venezuela, depois que os EUA capturaram Nicolás Maduro e assumiram o controle do país.
As pistas da grande aposta da vez vieram em uma publicação de Burry no Substack. Ao comentar os eventos ligados à Venezuela, o megainvestidor lembrou “que muitas refinarias da Costa do Golfo foram construídas especificamente para o petróleo bruto pesado venezuelano”.
“Portanto, elas vêm operando com matéria-prima abaixo do ideal há anos. Isso, com o tempo, resultará em margens melhores para querosene de aviação, asfalto e diesel... Possuo ações da Valero desde 2020 e estou ainda mais decidido a mantê-las por mais tempo após este fim de semana”.
Nesta terça-feira (6), as ações da Valero operavam em queda de mais de 1% em Nova York, mas os papéis VLO chegaram a subir 10% na sessão anterior.
A oportunidade que Burry viu nas ações da Valero
Antes de saber o que Burry viu na Valero, é importante saber quem é a empresa.
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A Valero Energy Corporation é uma das maiores refinarias independentes de petróleo e produtora de combustíveis renováveis do mundo.
Com sede no Texas, EUA, opera refinarias, usinas de etanol e de diesel renovável, fornecendo combustíveis de transporte e produtos petroquímicos nos EUA, Canadá e Reino Unido via marcas como Valero, Diamond Shamrock e Ultramar.
Segundo Burry, a Valero se destaca por sua capacidade de processar petróleo bruto pesado.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo. O petróleo do país está entre os mais pesados e com maior teor de enxofre do mundo, e apenas um número limitado de refinarias está equipado para processá-lo com eficiência.
O megainvestidor disse ainda que refinarias menores, como a PBF Energy e a HF Sinclair, também poderiam se beneficiar, mesmo que o petróleo venezuelano chegue apenas gradualmente. No entanto, ele lembrou que qualquer recuperação significativa nas exportações provavelmente levará anos.
Venezuela: muito além do refino
Segundo Burry, a oportunidade na Venezuela pode ir além do refino.
A infraestrutura petrolífera do país se deteriorou após décadas de subinvestimento, criando, de acordo com ele, uma demanda potencial para empresas norte-americanas de serviços petrolíferos, caso a reabilitação em larga escala seja iniciada.
Burry afirmou ser acionista da Halliburton e vê potencial de crescimento também para a Schlumberger e a Baker Hughes, que poderiam ser contratadas para ajudar na reconstrução de oleodutos e refinarias.
“Os oleodutos e refinarias venezuelanas são antigos e estão em mau estado de conservação. Esse trabalho será feito por empreiteiras americanas”, disse.
*Com informações da CNBC
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