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DEVO, NÃO NEGO...

E agora, Milei? Congresso dos EUA diz que Argentina vai dar outro calote

Em 2026, a Argentina deve pagar algo em torno de US$ 15 bilhões aos credores externos, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI)

Imagem feita por IA traz a bandeira da Argentina de fundo, com dólares na parte de baixo. Ao lado direito está escrito: Debt Default (calote)
Imagem criada por inteligência artificial - Imagem: ChatGPT

Devo, não nego e não vou pagar — pelo menos por enquanto. É isso que diz um relatório do Congresso norte-americano, sinalizando a possibilidade do calote da dívida externa da Argentina.

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O documento, datado do final de 2025, faz parte da avaliação de Washington envolvendo o auxílio de US$ 20 bilhões do Tesouro dos EUA para o país. O swap cambial foi pago recentemente pelos argentinos, não sem antes gerar um intenso debate entre os congressistas.

“Com o peso oscilando próximo ao piso da banda cambial e os pagamentos da dívida do governo programados para aumentar nos próximos três anos, a administração de Javier Milei pode enfrentar obstáculos adicionais para implementar reformas econômicas”, diz o relatório.

Em 2026, a Argentina deve pagar algo em torno de US$ 15 bilhões aos credores externos, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Para 2027 e 2028, os pagamentos projetados estão em US$ 18 bilhões e US$ 20 bilhões, respectivamente.

“Caso o governo Milei se veja sem reservas cambiais suficientes para honrar pagamentos da dívida e sustentar os objetivos da política cambial, provavelmente enfrentará decisões difíceis, como optar por um décimo calote da dívida ou permitir maior flexibilidade no valor do peso”, diz o relatório.

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Apesar de colher frutos de um forte ajuste fiscal, a Argentina ainda pena em conseguir acumular reservas internacionais.

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A principal fonte de moeda estrangeira da Argentina, de acordo com o relatório, é o saldo remanescente de sua linha de swap cambial com os Estados Unidos.

As reservas internacionais do Banco Central da Argentina (BCRA) são, em grande parte, compensadas por passivos também em moeda estrangeira, e o país não possui um forte superávit comercial capaz de gerar entradas significativas de divisas.

“Em um cenário como esse, o governo poderia buscar apoio financeiro adicional dos Estados Unidos, do FMI ou de outros credores oficiais. As perspectivas de obtenção desse apoio são incertas”, diz o relatório.

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*Com informações do Money Times

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