🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

MUITA CALMA NESSA HORA

Chevron, Exxon e ConocoPhillips estão nas alturas após captura de Maduro, mas analistas recomendam cautela com as ações 

De acordo com especialistas, o momento não é de euforia e sim de pé no chão com a disparada dos papéis dessas companhias — e tudo por causa do petróleo

Carolina Gama
5 de janeiro de 2026
19:34 - atualizado às 19:05
Chevron é a única petroleira americana na Venezuela
Imagem: Montagem Seu Dinheiro

Se promessa é dívida, Donald Trump já abriu um crediário em 2026. Quando capturou Nicolás Maduro no final de semana, o presidente norte-americano se comprometeu a reativar a indústria petrolífera da Venezuela, e o resultado foi a disparada das ações das gigantes norte-americanas do setor nesta segunda-feira (5).  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os papéis da Chevron, a única major que está operando com permissão especial dos EUA na Venezuela, subiram mais de 8% hoje, o maior avanço desde abril. O salto também embalou as ações de ConocoPhillipsExxon MobilHalliburtonSLB Baker Hughes — todas ganharam mais de 5%.  

De acordo com analistas, de todas elas, a Chevron é a mais bem posicionada entre as gigantes norte-americanas do petróleo para se beneficiar imediatamente do acesso dos EUA às enormes reservas venezuelanas. Mas, ainda assim, o momento não é de sair comprando os papéis.  

“Embora a Chevron possa ser capaz de adicionar produção incremental no curto prazo com a aprovação dos EUA, aumentos significativos de volume provavelmente levarão anos. Com isso em mente, a possibilidade de empresas norte-americanas desenvolverem as reservas de petróleo da Venezuela permanece incerta”, disse Allen Good, diretor de pesquisa de ações da Morningstar. 

A intervenção do governo Trump na Venezuela também pode permitir que a Exxon e a ConocoPhillips retornem ao país, segundo Good, embora tenha alertado que a indústria petrolífera venezuelana "precisará de dezenas de bilhões em investimentos" para aumentar significativamente a produção. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"As empresas petrolíferas precisarão ser cautelosas ao investir capital até que haja maior segurança regulatória e contratual", disse Good. 

Leia Também

Não está claro ainda quanto as petrolíferas globais estão dispostas a investir em um país comandado por um governo temporário apoiado pelos EUA, sem regras legais e fiscais estabelecidas. 

A ConocoPhillips, por exemplo, afirmou neste fim de semana que é prematuro especular sobre futuras atividades comerciais. Em 2024, a empresa que antes dominava a produção na Venezuela, recebeu uma série de licenças do governo norte-americano que a posicionaram melhor para recuperar parte ou a totalidade das perdas decorrentes da apreensão de ativos no país. 

A Chevron, por sua vez, disse nesta segunda-feira (5) que “continua focada na segurança e no bem-estar de nossos funcionários, bem como na integridade de nossos ativos”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Continuamos operando sem interrupções e em total conformidade com todas as leis e regulamentações relevantes”, disse um porta-voz em comunicado.  

Para o Citi, todo cuidado é pouco — para as empresas envolvidas e para os investidores. Em relatório, o banco afirma que a estratégia dos EUA tende a se concentrar em concessões no setor de petróleo, mantendo elevados os riscos de oferta no mercado global de energia no curto prazo. 

Esses riscos, segundo o banco, sustentam a expectativa de um Brent — petróleo usado como referência no mercado internacional e pela Petrobras — em torno de US$ 60 por barril nas próximas semanas, ainda que os efeitos globais do episódio devam ser "provavelmente de curta duração".  

O banco norte-americano destaca que choques geopolíticos, em geral, tendem a ser passageiros e que, na ausência de fortes desajustes nos preços do petróleo, "é improvável que haja uma queda relevante dos mercados".  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E a Petrobras nessa? 

Os preços do petróleo subiram mais de 1% nesta segunda-feira (5), e esse avanço não é necessariamente um sinônimo de que todas as petroleiras irão se beneficiar com os eventos ligados à Venezuela no curto prazo.  

Isso porque quando uma crise realmente ameaça o fornecimento de petróleo, os compradores geralmente correm para garantir barris imediatamente, elevando os preços de curto prazo acima dos preços futuros.  

Essa movimentação cria uma estrutura de mercado conhecida como backwardation, e é um sinal clássico de escassez ou pânico.  

Até que a curva de preços do petróleo se acomode, os investidores não veem os acontecimentos na Venezuela como uma ameaça ao sistema energético global. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Vale lembrar que a Venezuela produz cerca de 1 milhão de barris por dia (bpd), o que representa 1% da oferta global de petróleo.  

Por isso, Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, é categórico ao dizer que, por enquanto, pouca coisa muda para a Petrobras, que não tem produção na Venezuela.  

“Diretamente, não muda para a Petrobras porque, diferente da Chevron e de outras norte-americanas, não haverá alteração na produção”, diz.  

“No entanto, com investimentos esperados, podemos acreditar que a produção atual da Venezuela saia de 1 milhão de bpd para algo em torno de 2 milhões de bpd. Aí a coisa muda porque o mercado já está com sobreoferta. A tendência é de pressão adicional sobre o Brent, e esse é o efeito mais importante para a Petrobras”, acrescenta.  

Sobre comprar ou vender ações da Petrobras agora, Hungria afirma que PETR4 está barata.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“[A questão na Venezuela] é marginalmente ruim para os preços do petróleo, o que não ajuda a Petrobras. Mas, por outro lado, PETR4 está barata, a Petrobras segue entre as produtoras de menor custo, com capacidade para suportar melhor cenários de Brent descontado, e ainda pode ser beneficiada pelo cenário eleitoral aqui no Brasil”, afirma.  

O Citi, por sua vez, manteve a recomendação neutra para a Petrobras, com US$ 12,50 para os ADRs e R$ 32 para PETR4.  

Para os analistas do banco, mesmo sob um cenário do preço do petróleo Brent a cerca de US$ 60 por barril, é provável que a Petrobras continue a apresentar dividendos resilientes, mas abaixo dos rendimentos do passado recente. 

As vacas leiteiras da bolsa: 11 ações de dividendos 2026 + dica bônus

As ações do setor de defesa não ficam para trás 

Não são apenas das petrolíferas norte-americanas que avançam nesse cenário. As empresas que atuam na área de defesa também viram suas ações subirem. A General Dynamics e a Lockheed Martin também registraram ganhos acima de 2% nesta segunda-feira (5).  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Ambas as ações estão se beneficiando da ideia de que uma rápida ação militar de Trump pode ser uma parte importante de sua política para lidar com questões geopolíticas que surgirem”, disse James Hyerczyk, analista da FX Empire.  

Outros ativos na América Latina 

Com relação a outros ativos na América Latina, as implicações imediatas da operação militar dos EUA na Venezuela devem ser limitadas nos ativos dos principais mercados da região — Brasil, México, Chile, Peru e Argentina —, segundo UBS.   

Segundo Rafael De La Fuente, Andrea Casaverde e Roque Montero, a intervenção norte-americana pode levar investidores a reprecificarem alguns cenários de risco extremo e analisar vulnerabilidades específicas de países mais de perto. 

“México e Colômbia são os dois mercados onde essa reavaliação é mais provável de se materializar, e onde achamos que a volatilidade pode aumentar”, diz o trio em relatório, acrescentando que tanto o peso mexicano quanto o colombiano estão caros, com desvios importantes em relação a padrões históricos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já para o Brasil e o restante da região, o impacto nos ativos parece ser reduzido por enquanto, de acordo com o UBS.  

“O Brasil é uma economia grande, que tem a China como seu principal parceiro comercial e cujo relacionamento com os EUA tem melhorado nos últimos meses", diz o banco, mencionando que, no fim de 2025, o governo norte-americano removeu tarifas sobre a carne bovina e o café brasileiros e retirou sanções no âmbito da Lei Magnitsky sobre autoridades locais. 

"Para o Chile e o Peru, a menos que haja uma mudança relevante nos fluxos de migrantes venezuelanos desses países, as implicações macroeconômicas e de mercado parecem limitadas por enquanto", acrescentam os analistas.  

Sobre a Argentina, o trio afirma que as ações dos EUA podem aumentar a confiança no apoio de Washington ao país — algo que foi fundamental para a vitória de Javier Milei nas eleições de meio de mandato do ano passado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações da CNBC

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SINAL DE FUMAÇA

Mercado corre pelos juros: PIB mais fraco e inflação mais forte nos EUA podem mexer com o seu dinheiro

20 de fevereiro de 2026 - 12:11

A maior economia do mundo cresceu abaixo das projeções no quarto trimestre de 2025, enquanto o índice de preços para gastos pessoais, a medida preferida do Fed para a inflação, ficou acima do esperado em dezembro

A BÚSSOLA DO INVESTIDOR

O dólar a R$ 5,20 veio para ficar? No novo mapa do câmbio, real ganha fôlego e moedas na Ásia podem ser o novo norte

19 de fevereiro de 2026 - 19:30

Citi faz projeções para as principais moedas globais e indica qual deve ser a cotação do dólar em relação ao real no horizonte de 12 meses

PRESENTÃO

Herdeiro mais incompetente de todos os tempos é irmão do rei Charles III, perdeu título de príncipe e foi parar na cadeia no dia do próprio aniversário

19 de fevereiro de 2026 - 11:42

Ex-príncipe Andrew foi preso hoje por “má conduta” em caso envolvendo suas relações com Jeffrey Epstein; se condenado, ele corre o risco de cumprir pena de prisão perpétua.

FICOU CARO DEMAIS?

Na bolsa brasileira, chove capital. Nos EUA, o mercado enfrenta a pior seca de retornos desde 1995

19 de fevereiro de 2026 - 7:11

Enquanto o S&P 500 caiu 1% desde o início do ano, o índice que acompanha o restante da economia global (ACWX) rendeu 8% no período

O MAPA DO TESOURO

Brasil está a apenas dois passos de recuperar grau de investimento — e agência de rating diz o que falta para chegarmos lá

18 de fevereiro de 2026 - 19:15

Na América Latina, o país mais propenso a receber o selo de bom pagador é o Paraguai; México é o pior da lista

BALDE DE ÁGUA FRIA?

Desvendando a ata do Fed: como o novo sinal sobre os juros nos EUA pode mexer com a bolsa brasileira

18 de fevereiro de 2026 - 17:31

O investidor local tem visto uma enxurrada de dinheiro gringo entrar na bolsa brasileira, mas a ata desta quarta-feira (18) mostra como essa dinâmica pode mudar — ainda que momentaneamente

LENDA DE WALL STREET

O mago das finanças ataca de novo: Stanley Druckenmiller troca a Argentina pelo Brasil e embolsa uma bolada

18 de fevereiro de 2026 - 16:05

O bilionário tirou Milei da carteira e colocou titãs da bolsa brasileira como Petrobras e Vale; confira a estratégia vencedora do dono do fundo Duquesne

O PREÇO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Amazon perde US$ 450 bilhões em valor de mercado e encara prova de fogo com gastos bilionários em IA

18 de fevereiro de 2026 - 11:55

As ações da big tech despencaram 18% na pior sequência de perdas desde 2026, enquanto mercado questiona plano de US$ 200 bilhões em investimentos

CONTRA O FLUXO

Dólar e inflação na Argentina: o que pensa Juan Carlos De Pablo, o economista que Javier Milei ouve antes de tomar decisões

17 de fevereiro de 2026 - 17:45

Ao contrário do que pensam seus colegas economistas, De Pablo descarta a tese de que o BC argentino esteja sofrendo para sustentar o valor do peso

PARA ANOTAR NO CADERNO

A hora da qualidade: JP Morgan ensina a maior lição para quem quer investir em ações

17 de fevereiro de 2026 - 16:15

Além da tese de investimentos, o banco norte-americano ainda deixa um alerta sobre o efeito da inteligência artificial (IA) sobre as carteiras

VAI DAR LITÍGIO?

Por que o casamento entre a IA e o dólar pode custar caro para a maior economia do mundo

17 de fevereiro de 2026 - 15:31

A tradicional resiliência do dólar em tempos de crise está sob escrutínio, segundo o Deutsche Bank, à medida que a alta exposição das ações dos EUA à inteligência artificial cria uma nova vulnerabilidade cambial

A MÃO INVISÍVEL

China coloca time nacional em campo para forçar a queda das ações de IA na bolsa

16 de fevereiro de 2026 - 19:38

Segundo o The Wall Street Journal, as autoridades chinesas estão tentando conter a especulação excessiva em ações de empresas ligadas à inteligência artificial

PRESSÃO TOTAL

PIB fraco e iene em alta: o nó econômico que a primeira mulher no comando do Japão tenta desatar

16 de fevereiro de 2026 - 18:15

Em busca de juros baixos, Sanae Takaichi teve um encontro com o chefe do BoJ nesta segunda-feira (16), mesmo dia em que os dados oficiais mostraram um PIB fraco

GANHO EM DÓLAR

Vale, BB Seguridade ou Bradesco: qual ADR se valorizou mais em uma semana?

16 de fevereiro de 2026 - 16:59

BB Seguridade avança, apesar de corte no preço-alvo pelo Goldman Sachs; Bradesco e Vale recuam, e EWZ cai mais de 1%

CLUBE DOS 12 DÍGITOS

O bilhão é pouco: Anthropic cria fábrica de novos bilionários da IA ao alcançar US$ 380 bi em valor de mercado 

16 de fevereiro de 2026 - 15:45

Enquanto Elon Musk isola-se no topo, fundadores da Anthropic escalam o ranking da Forbes; confira as fortunas

EU TÔ COMPRANDO. QUEM QUER VENDER?

Entre War e Banco Imobiliário, Trump polemiza com ideia de comprar a Groenlândia, mas não é a primeira vez; EUA seriam bem menores se não abrissem a carteira

16 de fevereiro de 2026 - 9:18

A última grande aquisição do país ocorreu em 1917, quando os EUA compraram as Ilhas Virgens, que pertenciam justamente à Dinamarca, atual “dona” da Groenlândia

TENSÃO POLÍTICA

“Efeito Benito”? Trump ataca Bad Bunny e pode pagar preço político com voto latino nas eleições nos EUA

15 de fevereiro de 2026 - 17:00

Enquanto Trump tece críticas à performance do cantor porto-riquenho no Super Bowl, apoio dos latinos mostra sinais de retração

GIRO LATAM

7 Inesquecíveis x 7 Magníficas: o ‘time de valor’ atropela o crescimento e faz o Ibovespa brilhar na América Latina

13 de fevereiro de 2026 - 19:02

Com alta de 17% no ano, o índice brasileiro aproveita a reprecificação global de energia e materiais básicos; veja por que o investidor estrangeiro continua comprando Brasil

PIX BILIONÁRIO

Anthropic passa a valer US$ 380 bilhões na bolsa e mostra que o “Apocalipse da IA” pode ter sido só o começo

12 de fevereiro de 2026 - 19:43

A empresa que provocou a queda de gigantes do software aqui e lá fora conseguiu levantar US$ 30 bilhões em financiamento

POR UM TRIZ

Roubo do século evitado no Uruguai tinha brasileiros envolvidos, vínculo com PCC e participante do assalto ao Banco Central em Fortaleza

12 de fevereiro de 2026 - 11:39

Evitado a tempo, o crime candidato a “roubo do século” no Uruguai foi desbaratado quando criminosos já haviam escavado um túnel de 300 metros mirando agência do maior banco do país

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar