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Mais dinheiro no setor, mudança no IR e ajustes no MCMV podem turbinar vendas; veja quem deve ganhar
A XP Investimentos está com o pé no acelerador quando o assunto é construtoras de baixa renda. Em relatório, a corretora reforça a visão positiva para o setor ligado ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV) — e coloca a Cury (CURY3) no topo da lista.
Segundo os analistas da XP, Ygor Altero e João Rodrigues, a companhia — ao lado da Direcional (DIRR3) — deve sair na frente com uma combinação de fatores que pode destravar crescimento nos próximos anos.
Um dos principais gatilhos está no aumento de recursos para habitação vindos do Fundo Social, abastecido por royalties do petróleo.
A estimativa da XP é de que até R$ 30 bilhões possam ser destinados ao setor em 2026, com foco na Faixa 3 do MCMV — justamente onde a Cury tem forte presença.
Isso significa mais crédito disponível e mais projetos saindo do papel, um cenário que tende a impulsionar as vendas.
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Outro vento favorável vem da reforma do Imposto de Renda (IR), que entrou em vigor em janeiro.
Com a isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, a XP avalia que milhões de brasileiros passam a ter mais renda no bolso e, consequentemente, mais capacidade de financiar um imóvel.
“Estimamos, com base no último censo do IBGE de 2022, que a reforma do IR impacta diretamente cerca de 20,4 milhões de pessoas na faixa de renda entre R$ 2.824 e R$ 5 mil”, afirmou a corretora.
“Além disso, cerca de 4,7 milhões de trabalhadores informais com rendimentos acima de R$ 5 mil terão um maior incentivo para formalizar a renda, o que poderá aumentar o valor venal permitido para o arrendamento”, acrescentou.
Além disso, o governo pode dar mais um empurrão no setor.
O Conselho Curador do fundo de garantia do tempo de serviço (FGTS) discute possíveis mudanças no programa, incluindo o aumento dos limites de renda e a elevação do teto de preços dos imóveis.
Se confirmadas, as medidas ampliam ainda mais o público elegível, o que tende a beneficiar diretamente as construtoras focadas no programa.
Além de Cury e Direcional, a XP cita outras empresas que podem surfar essa onda:
Apesar do cenário construtivo, a XP faz um alerta: há riscos no radar. Entre os principais pontos de atenção:
*Com informações do Money Times
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