O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Executivos destacam desempenho operacional recorde em teleconferência, apesar do prejuízo contábil no 4T25
Mesmo com prejuízo líquido de US$ 3,84 bilhões, os executivos da Vale (VALE3) estão confiantes com o resultado da empresa. Para os diretores, 2025 foi “excepcional”, os guidances foram superados e os metais básicos — especialmente o cobre — estão no centro da estratégia de crescimento da mineradora.
A companhia, no entanto, sofre na bolsa com a queda do preço do minério de ferro. Nesse cenário, os resultados da mineradora vieram de outros metais, como cobre e níquel.
O CEO Gustavo Pimenta foi enfático ao falar do desempenho recente: no 4T25, “o desempenho operacional foi o mais forte na história da companhia”, em um momento em que a mineração ganha importância de áreas como a transição energética à inteligência artificial (IA).
Enquanto o minério de ferro patina, o vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores, Marcelo Bacci, disse que o desempenho foi impulsionado pela Vale Base Metals (VBM). A divisão mais que dobrou seu Ebitda no trimestre, para US$ 1,4 bilhão.
Parte dessa melhoria, no entanto, ficou ofuscada com o aumento do custo de levar a commodity da mina ao porto subiu 13% no trimestre, por causa do câmbio e de mais manutenções programadas. “O aumento era esperado e totalmente alinhado com guidance”, afirmou. Para 2026, a expectativa é de que esse custo se mantenha relativamente estável.
No detalhe dos metais básicos, o cobre registrou custo all-in de US$ 900 por tonelada, enquanto o níquel caiu para cerca de US$ 9 mil por tonelada. Parte do desempenho veio de créditos de subprodutos, especialmente ouro.
Leia Também
Segundo a administração, porém, há uma melhora estrutural nesses custos: a receita com ouro e outros metais foi tão elevada que superou o custo total da operação de cobre; no níquel, os subprodutos ajudaram a reduzir a conta, mas sem zerá-la.
O CEO da divisão VBM, Shaun Usmar, no entanto, ainda quer melhorar esse patamar. “Nós precisamos estar na metade inferior da curva de custo e não depender apenas de créditos de subprodutos — e ainda não estamos lá”.
Segundo ele, a companhia assumiu o compromisso de chegar ao breakevende caixa, ou seja, custos iguais às despesas, mesmo em um ambiente de preços mais baixos até o fim de 2026. A gestão citou ganhos de produtividade, melhorias de ativos no Canadá, diluição de custos fixos e maior confiabilidade operacional.
“É a primeira vez desde que adquirimos o negócio que conseguimos entregar o orçamento no níquel”, disse Usmar.
Além do trimestre, a Vale reforçou a ambição de dobrar a produção de cobre ao longo do ciclo — hoje em torno de 380 mil toneladas por ano. Para isso, Pimenta citou o projeto Bacaba, que já recebeu licença de instalação e deve iniciar operação no primeiro semestre de 2028, além da expansão ou reaproveitamentos de operações já existentes, o que teria um custo menor.
Questionado sobre um possível IPO (oferta pública inicial) da VBM, o CEO indicou que a prioridade agora é execução. “Nosso foco agora é continuar entregando resultados, operar bem os ativos e acelerar o programa de crescimento. Eventuais transações de mercado de capitais serão avaliadas no momento adequado”, disse.
Segundo ele, o mercado começa a reconhecer o valor do negócio de metais básicos, mas ainda há espaço para reprecificação à medida que a companhia comprove crescimento consistente em cobre.
No minério de ferro, a empresa afirmou que a queda no preço médio do quarto trimestre não indica uma piora permanente do negócio, mas que é pontual. Segundo a Vale, os chamados “prêmios” — valores extras pagos por minérios de maior qualidade, como o IOCJ e o BRBF — diminuíram no período.
Além disso, a companhia vendeu uma fatia maior de produtos de qualidade intermediária (mid-grade), que têm preço menor. Na prática, isso puxou o preço médio para baixo no trimestre.
Sobre o cenário de mercado, a companhia disse ver fundamentos estáveis para 2026. A expectativa é que a produção de aço na China se mantenha em níveis semelhantes aos do ano passado, com importações de minério estáveis.
A Vale também minimizou a preocupação com estoques elevados nos portos chineses, afirmando que, quando consolidados com os estoques das usinas, permanecem dentro da faixa histórica.
Nogueira também comentou que a produção de Simandou, projeto da Rio Tinto na Guiné, deve entrar no mercado gradualmente, movimento que tende a ser compensado pelo esgotamento de outras minas.
A Vale deixou a porta aberta para turbinar a remuneração ao acionista se conseguir empurrar a dívida líquida expandida para a metade inferior da meta.
Hoje, esse indicador — que soma ao endividamento tradicional outras obrigações relevantes, como os compromissos ligados a Brumadinho — tem como faixa-alvo algo entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões. No fim do quarto trimestre, estava em US$ 15,58 bilhões, ou seja, ainda no meio do caminho.
Segundo Bacci, ainda não há uma decisão fechada sobre o formato. “Se caminharmos para a parte inferior da nossa faixa de dívida, certamente consideraremos retornos adicionais, seja via dividendos ou recompra”, afirmou.
Questionado sobre medidas contra eventuais acidentes, Pimenta disse que a empresa espera concluir em duas a três semanas o trabalho para recuperar as condições operacionais das minas de Fábrica e Viga, em Minas Gerais, suspensas após fortes chuvas em janeiro causarem transbordamento em cavas. A retomada depende de autorização das autoridades.
O CEO acrescentou que a companhia trabalha para garantir maior resiliência operacional diante de eventos climáticos e que vai incorporar aprendizados a partir dos episódios recentes.
Bacci foi na mesma linha e disse que os investimentos em manutenção e segurança seguem sendo feitos. “Estamos fazendo mais com menos”, afirmou, ao comentar o plano de capex abaixo de US$ 6 bilhões.
Na noite de quinta-feira (12), a Vale informou prejuízo líquido atribuível de US$ 3,844 bilhões no quarto trimestre, ampliando as perdas frente ao mesmo período do ano anterior (US$ 694 milhões). No consolidado de 2025, o lucro líquido atribuível foi de US$ 2,352 bilhões, queda de 62% em relação a 2024.
O prejuízo líquido entre outubro e dezembro somou US$ 4,243 bilhões, após perdas de US$ 872 milhões um ano antes. No ano fechado de 2025, o lucro líquido totalizou US$ 1,983 bilhão, recuo de 67% frente a 2024.
Por trás do número contábil, porém, a companhia apresentou um trimestre forte do ponto de vista operacional e de geração de caixa. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado somou US$ 4,8 bilhões no quarto trimestre, alta de 17% na comparação anual.
A renúncia acontece em um momento sensível para a empresa, que atravessa processo de privatização por meio de oferta de ações na Bolsa
Seis anos após crise contábil, resseguradora tenta consolidar virada enquanto enfrenta novas arbitragens de acionistas
Projeções da Bloomberg indicavam expectativas mais altas de receita e Ebitda, depois do recorde de produção e da volta ao topo do ranking global de minério
Com a Raízen afundando para a faixa de alto risco, a S&P passou a ver mais incertezas e riscos financeiros para a controladora
Antiga controladora da petroquímica teria sido responsável por evento pontual que pressionou indicador do BB, diz Money Times
Mesmo com pressão sobre volumes e margens, ABEV3 avança embalada por JCP e pelo humor do mercado; bancos divergem sobre o balanço
As ações da ex-Guararapes reagem positivamente ao balanço do quarto trimestre de 2025, com o melhor ano da série histórica para a varejista de moda
A Petrobras optou por não comprar a parte da Novonor para se tornar dona sozinha da petroquímica, nem vender sua própria fatia na mesma operação
FGC impõe reforço extraordinário e eleva contribuição anual dos bancos para recompor liquidez; entenda o impacto para o BB
Administração fala em “low teens” para o ROE e prioriza ajuste da carteira antes de aumentar remuneração ao acionista
A empresa fechou os últimos três meses de 2025 com um lucro 44,3% maior em base anual; XP diz que o trimestre foi consistente
A petroleira optou por não exercer seus diretos de preferência e tag along na operação, abrindo caminho para a gestora finalizar o negócio
Essa será a primeira vez que a Havan patrocina diretamente um produto da Globo desde que Jair Bolsonaro foi eleito à presidência
Ações do Assaí (ASAI3) disparam hoje com mais um avanço do atacarejo no mundo digital, apesar de resultado fraco
Operação ainda depende de aprovações regulatórias e reforça estratégia do banco no crédito digital
Apesar de um balanço mais forte que o esperado, o mercado ainda não se deu por convencido; entenda o que continua a frear o otimismo
Com recorde de produção e volta ao topo do ranking global, mineradora chega aos resultados financeiros com expectativas mais altas de receita e Ebitda
Empresa fechou o último ano com recordes de lucro e Ebitda e surpreende o mercado com resultado acima do consenso
O esquema de pagamento antecipa caixa relevante para a companhia de galpões logísticos, mas mantém parte da exposição ao ativo por meio das cotas
Banco elevou preço-alvo da VALE3 para R$ 102 — o que significa um potencial de valorização de cerca de 13%, mesmo após alta recente da ação