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Com recomendação de compra, o Bank of America destaca o valuation descontado da mineradora e a meta de aumentar sua produção nos próximos anos
A Vale (VALE3) deve consolidar sua liderança global nos próximos anos, segundo o Bank of America (BofA). A instituição projeta que a produção de minério de ferro alcance a marca de 360 milhões de toneladas até 2030.
A mineradora deve manter um ritmo de crescimento constante, com uma produção entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas já em 2026, segundo estimativas do BofA. Com esses volumes, a empresa asseguraria aproximadamente 20% do mercado global de exportações de minério de ferro, reafirmando sua dominância no setor.
Além do foco no minério, que responde por 80% da receita líquida, a Vale acelera sua estratégia em metais básicos para diversificar o portfólio.
A meta para o cobre é audaciosa: dobrar a produção atual de 350 mil - 380 mil toneladas para 700 mil toneladas até 2035. No segmento de níquel, que representa 7% da receita, o objetivo é a estabilização operacional para atingir o equilíbrio de caixa em 2027, mantendo uma produção anual entre 175 mil e 200 mil toneladas.
O relatório do banco destaca que, atualmente, a Vale é a maior produtora mundial de minério de ferro, pelotas e níquel, operando com a filosofia de "valor acima de volume" para otimizar suas margens frente aos concorrentes.
Apesar de um cenário macroeconômico mais cauteloso para as commodities em 2026, os analistas do BofA acreditam que o diferencial competitivo da mineradora brasileira e sua flexibilidade operacional oferecem uma resiliência importante para o investidor.
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O Bank of America mantém uma recomendação de compra para as ações da Vale, estabelecendo um preço-alvo de R$ 89, equivalente a 5% de potencial de valorização frente aos R$ 85 do último fechamento.
O relatório afirma que a recomendação de compra baseia-se em um valuation descontado que oferece uma margem de segurança suficiente mesmo diante de projeções mais conservadoras para o preço do minério de ferro.
A política de remuneração aos acionistas também é um dos pilares da tese de investimento do BofA. A Vale possui uma política formal que prevê a distribuição de dividendos de, no mínimo, 30% do Ebitda ajustado (menos investimentos de manutenção), pagos semestralmente em março e setembro.
Entretanto, para este ano, os analistas esperam que o conselho autorize dividendos extraordinários ou Juros sobre Capital Próprio (JCP) adicionais, dependendo das condições financeiras.
"Os últimos anos mostram pagamentos consistentes de dividendos extraordinários. A empresa também pode optar por devolver capital por meio de recompras de ações quando as condições de mercado são atrativas", diz o relatório do BofA.
Embora a recomendação seja de compra, o BofA elenca riscos importantes que podem impactar o preço-alvo das ações da Vale. Os principais são:
Mas há também a possibilidade de desdobramentos mais positivos para a mineradora caso o crescimento econômico global seja mais forte que o previsto ou a China protagonize uma aceleração nos gastos com infraestrutura e produção de aço.
*Com informações do Money Times.
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