BRB tem R$ 1,75 bilhão em ativos do will bank? Banco estatal presta contas à xerife do mercado
Segundo informações do Estadão, o BRB teria recebido os ativos para compensar os R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito podre vendidas pelo Master

O Banco de Brasília (BRB) está sentindo os efeitos colaterais das liquidações do Banco Master e do will bank. Dessa vez, a instituição financeira teve que se explicar diretamente à xerife dos mercados, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após informações de que teria R$ 1,75 bilhão em ativos do will bank na carteira, entregues pelo Banco Master.
Segundo informações do jornal Estado de S.Paulo, o BRB teria recebido os contratos para compensar os R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito podre vendidas ao banco estatal. Em comunicado enviado à CVM, o Banco de Brasília confirmou a informação.
Agora, o banco estatal afirma que está avaliando quanto, de fato, valem esses ativos, "a fim de que o BRB possa verificar sua real condição e eventual adequação dos valores envolvidos”, diz o documento.
Além disso, afirmou que as informações do Estadão baseiam-se em documentos externos e não refletem comunicações oficiais da companhia.
Segundo a reportagem do jornal, com a liquidação do will bank, o liquidante do Master teria que conferir os contratos, para determinar se pertencem ao BRB ou se irão para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Ou seja, mesmo se essa carteira de crédito tiver valor, ela poderia passar para o bolso do FGC e não para o BRB, o que poderia aumentar a necessidade de aportes à instituição estatal por parte do governo do Distrito Federal (GDF).
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Além do will bank, os fundos do Master na carteira do BRB
No olho do furacão das investigações sobre o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, o BRB também prestou contas sobre fundos presentes em sua carteira que teriam sido passados pelo Master.
Segundo notícia veiculada no último sábado (24), pelo jornal O Diário do Pará, alguns fundos sob gestão do BRB teriam investimentos relacionados a Vorcaro, assim como operações cujo produto teria sido aplicado em CDBs emitidos pelo Banco Master.
Já o Banco de Brasília informou que recebeu os fundos de investimento como pagamento para compensar valores devidos. Assim como os contratos do will bank, os ativos também estavam em processo de validação técnica e avaliação (valuation), segundo o BRB.
“A companhia esclarece que recebeu fundos de investimento como dação em pagamento, com condições de cessão previstas contratualmente, sendo esses fundos administrados e geridos por empresas terceiras, cujas decisões de investimentos não foram realizadas pelo BRB”, diz o comunicado.
Além disso, de acordo com o banco, não há CDB do Banco Master com valores computados nos fundos de investimento, que se encontram em processo de alteração do administrador e do gestor dos ativos.
“O BRB permanece acompanhando a evolução das análises internas e eventuais verificações adicionais. Caso venha a ocorrer qualquer constatação que se enquadre como Fato Relevante, a companhia comunicará tempestivamente ao mercado, em estrita observância à regulamentação aplicável”, completou.
*Com informações do Money Times.
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