Petrobras (PETR4) reverte prejuízo no 4T25 com lucro de R$ 15,6 bilhões e anuncia R$ 8,1 bilhões em proventos
O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões

Após relatar produção recorde em 2025, as expectativas para os resultados financeiros da Petrobras (PETR4) não poderiam estar mais altas. Ainda assim, a principal pergunta entre investidores continua sendo a mesma: quanto a estatal vai pagar em dividendos — e a resposta veio nesta quinta-feira (5).
Após o fechamento do mercado, a petroleira reportou lucro líquido de R$ 15,563 bilhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo registrado no mesmo período de 2024. Na comparação trimestral, no entanto, o lucro líquido é 52,4% menor.
No acumulado de 2025, o lucro líquido da Petrobras somou R$ 110,129 bilhões, uma alta de 200,8% em relação a 2024.
Apesar do desempenho operacional sólido, parte do mercado esperava uma pressão sobre os resultados, sobretudo por causa do comportamento do petróleo no período. No quarto trimestre, a estatal informou que o preço médio do Brent foi de US$ 63,69 por barril.
O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no quarto trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 17,044 bilhões registrado um ano antes.
A estimativa, no entanto, representaria uma queda de 46,02% na comparação com o resultado do trimestre anterior. Você pode conferir aqui as projeções completas.
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Outros números do 4T25
A receita com vendas da Petrobras somou R$ 127,371 bilhões no quarto trimestre, resultado 5% maior do que o obtido no mesmo período de 2024. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, houve queda de 0,4%. A previsão da Bloomberg era de R$ 121,095 bilhões.
No acumulado de 2025, a receita da estatal totalizou R$ 497,549 bilhões, 1,4% acima do registrado em 2024.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 59,923 bilhões quarto trimestre, 46,3% maior na comparação anual. Em base trimestral, o indicador caiu 6,2%.
No ano de 2025, o Ebitda ajustado alcançou R$ 237,177 bilhões, uma alta de 10,6% frente a 2024.
A dívida líquida da Petrobras ficou em US$ 60,593 bilhões ao final de dezembro, 16% maior do que a registrada no quarto trimestre de 2024 e 2,6% acima da observada no terceiro trimestre de 2025.
No fechamento de 2025, a dívida líquida somava US$ 60,593 bilhões, contra US$ 52,240 bilhões em 2024.
Os investimentos (capex) da estatal totalizaram US$ 6,313 bilhões entre outubro e dezembro, 10,2% acima do mesmo período de 2024. Em relação ao terceiro trimestre, houve alta de 14,6%.
No acumulado do ano, os investimentos atingiram US$ 20,319 bilhões, representando 22,2% de alta na comparação anual.
E os dividendos da Petrobras?
Quando o assunto é Petrobras, o ponto central do balanço costuma ser a distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).
Analistas consultados pelo Seu Dinheiro vinham projetando pagamentos menores no quarto trimestre, diante da expectativa de queda nos preços do petróleo ao longo de 2025 e da possível pressão sobre a geração de caixa da companhia.
As estimativas indicavam uma distribuição de R$ 6,75 bilhões em dividendos, abaixo dos R$ 12,6 bilhões pagos no trimestre anterior.
Nesta quinta-feira, a Petrobras anunciou R$ 8,1 bilhões em proventos referentes ao 4T25, o equivalente a R$ 0,62622908 por ação ordinária e preferencial.
A data de corte para os detentores de ações negociadas na B3 será 22 de abril de 2026. A partir de 23 de abril, as ações da companhia passarão a ser negociadas ex-direitos.
Na prática, isso significa que o investidor pode comprar as ações até a data de corte para garantir o direito aos proventos ou adquirir os papéis depois, possivelmente por um preço menor, mas sem direito à remuneração.
Os valores serão pagos em duas parcelas nos meses de maio e junho de 2026, da seguinte forma:
- A primeira parcela, no valor de R$ 0,31311454 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 20 de maio de 2026, integralmente sob a forma de JCP;
- A segunda, no montante de R$ 0,31311454 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 22 de junho de 2026, também como JCP.
Com isso, a Petrobras informou que, considerando os proventos já antecipados e atualizados pela taxa Selic até 31 de dezembro de 2025, a remuneração relativa a 2025 totalizará R$ 41,2 bilhões.
Para os American Depositary Receipts (ADRs) negociados na New York Stock Exchange (NYSE), a data de corte para recebimento dos proventos será 24 de abril de 2026. O pagamento ocorrerá em duas etapas, com liberações previstas para 28 de maio e 29 de junho de 2026.
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