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FIM DE UM CICLO

Pátria zera posição na SmartFit (SMFT3) após 15 anos com venda de R$ 900 milhões em ações, diz jornal

Com a operação, o Pátria encerra um ciclo iniciado há cerca de 15 anos na rede de academias, em mais um movimento típico de desinvestimento por parte de gestoras de private equity após longo período de participação no capital da companhia

Imagem: Divulgação

O Pátria Investimentos vai zerar sua participação na SmartFit (SMFT3) após cerca de 15 anos como acionista da rede de academias. A informação foi antecipada pelo Valor Econômico.

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O fundo já vinha reduzindo sua posição nos últimos meses, mas ainda tinha uma fatia de 6,9%. A saída do fundo de investimentos como acionista da rede foi dada com exclusividade pelo Seu Dinheiro. Em novembro, o Patria estudava vender sua fatia de 12,9% e movimentar cerca de R$ 2 bilhões.

Agora, segundo o Valor, a gestora colocou à venda um bloco de 42,4 milhões de ações por meio de um leilão na bolsa, na modalidade conhecida como block trade. A operação deve movimentar aproximadamente R$ 900 milhões, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal.

A venda está sendo estruturada pelo Bank of America, que ofereceu garantia firme de R$ 20,95 por ação. O valor representa um desconto de 2,33% em relação ao fechamento da última sexta-feira (20), prática comum nesse tipo de transação para viabilizar a absorção de um volume elevado de papéis por investidores institucionais.

Este é o terceiro block trade realizado pelo Pátria envolvendo ações da SmartFit. A restrição para venda de papéis assumida pela gestora na operação anterior, concluída no ano passado, venceu na semana passada, abrindo espaço para a nova oferta.

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O bloco corresponde a cerca de seis dias de negociação da ação na bolsa, além de representar aproximadamente 7% do valor de mercado da SmartFit e 12% do free float, parcela de ações em circulação no mercado.

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Além da bandeira low cost Smart Fit, a companhia controla as marcas Bio Ritmo, Nation CT, Velocity, Race Bootcamp e a plataforma corporativa TotalPass, que oferece acesso a academias como benefício. Após o baque da pandemia, a empresa retomou a expansão — inclusive internacional — e hoje soma 1.867 unidades.

Fim de um ciclo na SmartFit

Com a operação, o Pátria encerra um ciclo iniciado há cerca de 15 anos na rede de academias, em mais um movimento típico de desinvestimento por parte de gestoras de private equity após longo período de participação no capital da companhia.

Esse desinvestimento da gestora não é uma surpresa para o mercado - mesmo assim, as ações estão em queda de 2,70% hoje, por volta das 14h.

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Para o JP Morgan, a queda das ações pode ser um bom desconto para quem quer entrar na empresa agora ou aumentar o seu investimento. "Na nossa visão, a venda remove um peso que vinha pressionando o papel há algum tempo", afirmou o banco.

Mesmo assim, a empresa deve ver suas margens mais pressionadas nos próximos trimestres, à medida que expande seu negócio da TotalPass, menos rentável.

A venda do Patria não foi o único ciclo encerrado na rede de academias. Há duas semanas, o presidente e fundador da SmartFit deixou a liderança executiva da empresa. Edgard Gomes Corona, fundador da empresa, e o CFO, André Macedo Pezeta, renunciaram ao cargo. Na presidência, ficará o filho do fundador, Diogo Corona.

Segundo o documento, trata-se de um processo de planejamento sucessório e de fortalecimento da governança corporativa da rede de academias. A família Corona tem 14,9% da companhia.

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O JP Morgan tem recomendação de outperform, semelhante à compra, e preço-alvo de R$ 36, potencial de alta de mais de 70%.

Com Money Times

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