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Após liquidação do Banco Master, rede de oncologia tenta impedir mudanças em fundos que concentram seus papéis; entenda
Por mais uma vez, a Oncoclínicas (ONCO3) se vê no meio de uma disputa envolvendo suas ações. Depois da controvérsia envolvendo a participação do Goldman Sachs, ainda sem desfecho definitivo, a maior rede de tratamentos oncológicos do país agora abriu uma nova frente de batalha. Desta vez, contra o Banco de Brasília (BRB).
A empresa entrou com uma medida judicial para esclarecer e conter a movimentação das ações da própria Oncoclínicas que hoje estão nas mãos de fundos de investimento ligados ao banco público do Distrito Federal.
Em jogo está uma pergunta que o mercado ainda não conseguiu responder com precisão: quantas ações da Oncoclínicas, afinal, o BRB controla?
A dúvida é relevante porque poderia caminhar para acionar um mecanismo sensível do estatuto da companhia — a chamada poison pill, que obriga a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) caso um acionista ultrapasse determinado limite de participação.
A existência da ação veio à tona após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em resposta à reportagem do Valor Econômico.
Em resposta à xerife do mercado, a Oncoclínicas afirmou que a medida judicial busca “resguardar seus direitos em relação aos fundos de investimento detentores de ações de emissão da companhia (FIPs)”.
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Trata-se de uma tutela antecipada em caráter antecedente, que tramita sob segredo de justiça e ainda não teve decisão final.
De acordo com o comunicado, a ação busca um “um provimento judicial liminar para impedir o BRB de promover alterações na gestão e/ou na governança dos FIPs e de dispor sobre as cotas e os ativos dos FIPs”, mantendo no patrimônio dos FIPs as ações da Oncoclínicas.
Na prática, a empresa pede uma liminar para impedir o BRB de alterar a gestão ou a governança dos fundos e também de dispor das cotas ou dos ativos dos FIPs, mantendo as ações da Oncoclínicas “congeladas” dentro dessas estruturas.
O fio dessa história remonta a novembro de 2025, quando o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central.
À época, a Oncoclínicas era credora do Banco Master de Investimento e possuía um acordo que lhe concedia uma opção de compra sobre cotas de fundos de investimento que detinham ações da própria companhia.
Em termos simples: se o Master não honrasse suas obrigações, a Oncoclínicas poderia “recomprar” suas próprias ações que estavam dentro desses fundos para quitar a dívida.
O problema surgiu quando a administradora dos FIPs informou que as cotas haviam sido transferidas para o BRB. Segundo o banco brasiliense, os ativos teriam sido recebidos como forma de pagamento de dívidas do Banco Master.
A Oncoclínicas, no entanto, afirma não conhecer os termos dessa operação.
Com isso, a empresa correu à Justiça para impedir que o BRB faça qualquer movimentação com esses ativos até que o imbróglio seja esclarecido. Segundo a companhia, o valor envolvido no descumprimento de obrigações gira em torno de R$ 200 milhões.
Um ponto sensível para os investidores da Oncoclínicas está no tamanho da fatia que o BRB pode ter acumulado nesse processo.
Reportagens do Valor Econômico indicam que, após a incorporação de carteiras do Banco Master, a participação do BRB pode ter ultrapassado 10% do capital da Oncoclínicas.
No site de relações com investidores da companhia, porém, a fatia oficialmente registrada do banco é de 8,68%.
Veja como está o quadro de acionistas hoje:
| Acionistas | Ações | % |
| Josephina III | 207.498.778 | 18,31% |
| Latache | 165.611.657 | 14,62% |
| BRB – Banco de Brasília | 98.287.130 | 8,68% |
| Lumen Fundo de Investimento | 71.956.099 | 6,35% |
| Mak Capital | 71.432.594 | 6,31% |
| Geribá Participações 18 S.A. | 66.834.330 | 5,90% |
| Bruno Ferrari | 56.776.520 | 5,00% |
| Josephina II | 32.384.734 | 2,86% |
| Administração | 6.665.879 | 0,52% |
| Tesouraria | 14.727.103 | 1,30% |
| Ações em circulação (free float) | 373.139.404 | 30,15% |
| Total | 1.132.929.494 | 100% |
*Informações disponíveis no site de RI da Oncoclínicas em 30/01/2026.
Essa diferença é importante porque aproxima o BRB de uma linha fina na governança da Oncoclínicas.
Isso porque o estatuto da empresa prevê um mecanismo de poison pill: qualquer investidor que atingir ou ultrapassar 15% do capital é obrigado a lançar uma OPA para a totalidade das ações em circulação, oferecendo aos demais acionistas uma saída.
Em outras palavras, se o BRB avançar nessa direção — direta ou indiretamente —, pode ser forçado a oferecer a todos os outros acionistas da empresa a opção de saída da empresa.
Isso se soma à ausência de OPA pelo Goldman Sachs e a gestora de private equity Centaurus, que ainda segue sob debate nos bastidores.
Procurada pelo Seu Dinheiro, a Oncoclínicas afirmou que não se manifestaria além do comunicado oficial sobre o tema. O espaço segue aberto.
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