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Gigante de tecnologia prepara ofensiva de produtos após registrar vendas recordes de iPhone no fim de ano
A Apple marcou para 4 de março um evento presencial que pode dar a largada na sua nova rodada de lançamentos. A empresa convidou jornalistas para encontros em Nova York, Xangai e Londres, em um formato batizado de “Experience” — mais enxuto do que as tradicionais apresentações realizadas no campus de Cupertino, mas com potencial de mexer com o mercado.
Segundo a Bloomberg, a companhia prepara um verdadeiro “blitz” de lançamentos nas próximas semanas. No centro das atenções está o iPhone 17e, que deve substituir o 16e e manter o preço de US$ 599.
A estratégia mira principalmente mercados emergentes e o segmento corporativo. O modelo deve trazer o chip A19 — o mesmo da linha principal do iPhone 17 —, suporte a MagSafe e novos chips próprios para conectividade celular e wireless, reforçando o ecossistema fechado da marca.
A ofensiva também deve alcançar os tablets. A expectativa é que o iPad de entrada passe a rodar o chip A18 e, pela primeira vez, suporte o Apple Intelligence, a plataforma de inteligência artificial (IA) da empresa.
Já o iPad Air pode chegar com processador M4, enquanto o iPad mini deve estrear tela Oled. As mudanças, ao que tudo indica, serão mais focadas em desempenho do que em design — um movimento que reforça a aposta em potência e integração com IA.
No segmento de computadores, a lista de possíveis novidades inclui novos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas, MacBook Air com chip M5, atualizações do Mac Studio e uma nova versão do Studio Display.
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Também está no radar um MacBook mais acessível, com tela inferior a 13 polegadas e chip da classe do iPhone, mirando diretamente laptops Windows de entrada e Chromebooks. Ainda não está claro, porém, quais desses produtos efetivamente serão apresentados no evento de março.
No campo do software, a empresa liberou a versão beta do iOS 26.4 para desenvolvedores, com atualizações da Siri.
Em junho, a conferência anual de desenvolvedores deve detalhar os próximos passos — especialmente na frente de inteligência artificial, onde a companhia tem sido cobrada por atrasos na entrega de recursos.
A ofensiva acontece após um trimestre forte para a empresa de tecnologia. A Apple registrou recorde de vendas de iPhone no período de festas, com receita de US$ 85,3 bilhões — alta de 23% na comparação anual — mesmo com a liberação escalonada de ferramentas de IA.
Já o lucro somou US$ 42,1 bilhões, superando as estimativas do mercado.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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