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Veja as tendências para as ações de empresas do ramo de alimentos e bebidas com o avanço do uso de canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, e da busca pelo bem-estar
O uso de canetas emagrecedoras, com o hormônio GLP-1, pode fazer algumas ações emagrecerem, enquanto outras devem se fortalecer ainda mais.
A expiração de patentes, incluindo a perda de exclusividade da semaglutida no Brasil em março de 2026, deve reduzir preços desses medicamentos, aumentar a concorrência e potencialmente ampliar o acesso.
E não é apenas isso: a geração Z e os Millennials também têm hábitos mais saudáveis e uma busca mais ampla por bem-estar.
Nesse contexto, o consumo de alimentos, principalmente os ultraprocessados, cai. As famílias com uso de GLP-1 acabam reduzindo suas compras no supermercado em 5,3% dentro de seis meses, chegando a 8,2% entre famílias de renda mais alta.
As maiores quedas ocorrem em alimentos processados, bebidas açucaradas, grãos refinados e carne bovina, enquanto itens como iogurte, frutas, folhas verdes e água aumentam.
Para manterem as receitas e continuarem relevantes, as empresas correm para se adaptar aos novos hábitos. Companhias lançam alimentos com maior teor proteico; JBS, MBRF e M. Dias Branco criaram itens voltados a essa tendência de consumo; enquanto a Ambev amplia suas linhas zero-álcool e de bebidas funcionais.
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O uso de GLP-1 também muda a percepção de preço: o consumidor está muito mais disposto a pagar por produtos proteicos.
Em um amplo relatório sobre o impacto do GLP-1 no prato, a XP Investimentos aponta quais são as ações que podem ganhar ou perder com essa tendência.
Massas e biscoitos, os principais produtos da M. Dias Branco, entram na categoria de alimentos discricionários, ou seja, comprados apenas quando há renda disponível. Agora, a tendência é que as famílias tenham uma renda maior, com a ampliação da isenção do imposto de renda, desemprego recorde e queda na taxa de juros.
“Se não houver outras mudanças nos hábitos, e com a renda real em trajetória ascendente, o consumo de massas e biscoitos deve permanecer forte nos próximos anos”, afirma o relatório da XP.
No entanto, considerando a tendência fitness, a fabricante de massas e biscoitos pode sofrer com a queda nas compras de alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados.
Ainda que ela tenha lançado produtos mais saudáveis, eles ainda representam uma pequena parcela da receita. "O impacto para a M. Dias tende a ser negativo, embora menos severo do que para álcool ou açúcar", afirma a XP. A recomendação é neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 27,90.
Embora o consumo de arroz esteja em declínio, deve crescer nos próximos anos, segundo projeções da Conab. Já o consumo do feijão é praticamente estável há décadas.
Conhecida pelo arroz e feijão, a Camil (CAML3) pode ganhar com essas categorias, mas deve ver um encolhimento no consumo de açúcar.
A redução nas despesas com supermercado também deve exercer uma pressão negativa nas receitas da empresa. A recomendação é de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 8,60.
O consumo de cerveja já vem caindo há alguns anos com as mudanças de hábitos das populações mais jovens e menos dinheiro disponível. Condições climáticas adversas, como invernos mais rigorosos, também afetam essa indústria.
"Embora seja possível uma melhora de curto prazo, impulsionada por clima mais normalizado, cortes de juros, mais feriados em 2026 e a Copa do Mundo, o impacto geral desses fatores no consumo adicional de cerveja deve ser limitado", afirma o relatório.
No caso dos usuários de medicamentos à base de GLP-1, a ingestão de drinks, cervejas e outras bebidas alcoólicas cai significativamente, mesmo entre quem não estava tentando ativamente beber menos, diz o documento da XP.
Quem está focado em bem-estar e em melhorar a dieta também tende a beber menos cerveja, “adicionando riscos negativos mesmo com os esforços de diversificação da companhia", diz a XP. A recomendação para a ação é de venda, com preço-alvo de R$ 12,30.
A ingestão total de carne no Brasil subiu nos últimos 25 anos, mas não de maneira igual: o consumo de frango e suíno cresceu mais rapidamente que o de carne bovina.
De 2000 a 2025, o consumo anual de carne bovina cresceu apenas 14% (de 22,0 para 25,1 kg/per capita), enquanto a compra de frango aumentou 83% para 45,6 kg/per capita, e o de suínos quase triplicou, com alta de 175%, para 15,4 kg por pessoa por ano.
O motivo é justamente o preço, já que o custo da carne bovina subiu muito mais que das outras proteínas.
"Como mencionado anteriormente, consumidores brasileiros tendem a realocar gastos para cortes de carne mais baratos", afirmou a XP em relatório.
Os frigoríficos são os principais beneficiários das mudanças alimentares, com a maior procura por proteínas. Como a ingestão per capita média permanece abaixo dos níveis recomendados, isso sustenta a demanda por proteínas animais.
O uso de canetas emagrecedoras, ainda que possa reduzir o volume de compras, traz uma vantagem: o consumidor fica menos sensível às mudanças de preço e se sente mais disposto a pagar mais.
"Essa dinâmica sustenta expansão de margem mesmo que os volumes per capita caiam, estratégia já adotada por diversas marcas do setor, deixando o impacto líquido positivo para os frigoríficos", diz a XP.
Para a JBS, a recomendação é de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 97,00. Para MBRF, é neutro, com preço-alvo de R$ 20,90. Já para Minerva, BEEF3, é de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 8,40.
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