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Administração fala em “low teens” para o ROE e prioriza ajuste da carteira antes de aumentar remuneração ao acionista
Após trimestres marcados por pressão na rentabilidade e ruídos na carteira de crédito, o desempenho do quarto trimestre de 2025 reacendeu uma expectativa entre os investidores do Banco do Brasil (BBAS3): se o lucro surpreendeu e o ROE (retorno sobre patrimônio líquido) retomou os dois dígitos, os dividendos extraordinários podem voltar ao radar? A administração, porém, fez questão de afastar esse sonho e voltar à realidade.
“É prematuro falar em dividendos extraordinários”, afirmou o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Marco Geovanne Tobias, em coletiva com jornalistas.
Antes de pensar em distribuir excedentes, o banco quer reconstruir a base. Segundo Tobias, a prioridade do BB neste momento é garantir a sustentabilidade dos resultados.
A política de dividendos foi renovada com payout de 30% — um patamar mais conservador, depois de um período em que a instituição precisou pisar no freio diante da piora na qualidade da carteira, especialmente no agronegócio.
"Estamos olhando com cautela a recuperação do setor agro e os impactos da perda esperada”, disse.
Questionado se o ROE de dois dígitos veio para ficar, Tobias foi direto: “Ele nunca deixou de vir. Entregamos ROE de dois dígitos há muito tempo.”
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Vale lembrar que, nos últimos trimestres, o indicador havia escorregado para a casa de 8%, o pior patamar em uma década, reacendendo dúvidas sobre a capacidade estrutural do banco de gerar retorno.
Agora, o alvo é outro. Segundo o executivo, o BB trabalha para manter a rentabilidade na faixa de 11% a 13% — os chamados low teens — e avançar gradualmente.
“Sabíamos que seria impossível entregar um ROE acima de 20% no momento”, disse o executivo. “Então miramos o que chamaríamos de ‘low teens’. Fizemos as análises e tomamos iniciativas para equilibrar a inadimplência no agro”, afirmou.
Para 2026, a ambição sobe um degrau: alcançar o mid teens, algo próximo de 15%.
“Temos sido cautelosamente otimistas. A situação não se resolveu por mágica, há muito trabalho", disse o diretor. “Isso dependerá da velocidade de recuperação dos agricultores que alongaram dívidas, da nossa eficiência na cobrança e do estancamento das recuperações judiciais que têm prejudicado o setor agro e as instituições financeiras. Com nossas estratégias, esperamos atingir esse patamar.”
A CEO Tarciana Medeiros reforçou o discurso. A meta é retomar patamares de rentabilidade vistos antes da crise na carteira rural, mas com disciplina.
"Nossa ambição para 2026 é um ROE crescente. Trabalhamos para melhorar a qualidade da carteira e observar, nos próximos ciclos, um ROE condizente com nossa capacidade”, disse Medeiros.
Se a rentabilidade é a meta, o caminho passa por mudar o foco. Depois dos tropeços no crédito rural e na carteira corporativa, o BB decidiu recalibrar o crescimento.
O guidance para 2026 indica desaceleração no agronegócio e em empresas, enquanto a expansão deve ganhar força em pessoa física. A estratégia é crescer onde o retorno é mais previsível.
"Em todas as frentes em que vamos focar para buscar que esse guidance seja entre 6% e 10% na pessoa física, todas estão amparadas em linhas ajustadas ao retorno”, afirmou Medeiros.
O crédito consignado será uma das principais alavancas para 2026. A meta é atingir 20% de market share no consignado privado e ampliar a liderança no crédito para servidores públicos.
Fora do consignado, o banco pretende avançar em clientes com histórico conhecido e relacionamento de longo prazo — a fim de reduzir a probabilidade de surpresas desagradáveis.
Segundo a CEO, a estratégia será crescer “nos públicos de alto valor potencial para o Banco do Brasil”. O foco inclui não apenas a alta renda, atendida pelo segmento Estilo e pelo Private, mas também um público considerado estratégico: clientes com renda entre R$ 5 mil e R$ 9 mil.
"É um público de grande potencial que responde por uma parcela importante do nosso resultado. Para 2026, já começamos com a isenção de imposto de renda”, disse Medeiros.
Linhas com garantias — como crédito com imóvel, previdência ou investimentos como colateral — também estão no radar, reforçando a estratégia de reduzir risco sem abrir mão de margem.
Na outra ponta, o Banco do Brasil quer fortalecer o vínculo com os clientes mais rentáveis. O discurso interno é de “principalidade”: ser o banco principal do cliente, concentrando relacionamento, cartões e investimentos.
Parte dessa estratégia passa pela oferta de benefícios. Em maio, o BB inaugura sua primeira sala VIP no Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com acesso ilimitado para clientes de cartões premium.
“O nome do jogo hoje é manter esse cliente conosco e oferecer uma experiência que encante”, disse Tobias. “Percebemos que precisávamos avançar mais rápido.”
O banco também avalia oportunidades em Brasília para ampliar esse tipo de oferta.
Apesar de ter sido o epicentro da deterioração recente, o agronegócio não está fora do plano estratégico do Banco do Brasil. Longe disso.
“O Banco do Brasil é o banco do agronegócio e assim continuará sendo”, afirmou Medeiros.
Segundo a CEO, 94% dessa carteira está com as contas em dia, “plenamente adimplente”.
Para 2026, a previsão é de 230 novas praças no agro, dentro de um reposicionamento estratégico que vem sendo construído após décadas de atuação no setor.
A diferença, agora, é o ritmo. Antes, o crescimento era acelerado. Agora, a prioridade é preservar capital, ajustar o mix e recuperar a qualidade dos ativos.
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