🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

TRÊS ANOS DEPOIS

Escândalo Americanas (AMER3) faz aniversário sem ninguém punido, investidores de ‘mãos abanando’ e empresa encolhida

Três anos após a revelação da fraude contábil bilionária, o caso Americanas ainda reúne investigações em andamento, sanções sem desfecho na B3, disputas por ressarcimento e uma empresa que tenta se reerguer em um mercado cada vez mais competitivo

Bia Azevedo
Bia Azevedo
13 de janeiro de 2026
17:00 - atualizado às 16:20
Print do site da página inicial do site da Americanas (AMER3)
Imagem: Divulgação

O caso Americanas (AMER3), um dos maiores escândalos da história do mercado de capitais brasileiro, completou mais um aniversário nesta semana ainda com pontas soltas e ‘terra arrasada’ na varejista, que hoje vive à sombra do que já foi.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A crise veio à tona em janeiro de 2023, quando a diretoria da companhia revelou a existência de inconsistências bilionárias em seus balanços, relacionadas principalmente a operações de risco sacado que teriam sido contabilizadas de forma indevida ao longo de anos.

O rombo inicialmente estimado em R$ 25,2 bilhões derrubou em poucos dias uma das histórias mais tradicionais do varejo brasileiro, provocando a saída imediata da antiga diretoria, a derrocada das ações na bolsa e, pouco depois, o pedido de recuperação judicial.

O episódio também expôs fragilidades profundas na governança corporativa da empresa e levantou questionamentos sobre a atuação de auditores, bancos e órgãos de fiscalização.

O caso Americanas envolve investigações criminais, administrativas e autorregulatórias ainda em andamento que buscam apurar desde fraude contábil e manipulação de mercado até falhas graves de governança.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, passados anos desde a revelação do escândalo, o desfecho do caso segue em aberto. Investidores minoritários continuam a buscar ressarcimento pelas perdas sofridas, enquanto executivos ligados ao período da fraude seguem na mira de investigações.

Leia Também

Já a própria Americanas tenta, aos poucos, reconstruir a confiança do mercado e recuperar a sustentabilidade de suas finanças.

Uma das pontas em aberto no caso Americanas

Nesse contexto, há três anos a B3 instaurou e julgou um processo de enforcement — procedimento administrativo para apurar e punir infrações às regras do mercado — contra a Americanas, seus conselheiros e membros do comitê de auditoria. Até agora, a decisão final sobre as sanções não foi divulgada.

Multas foram impostas a Conselheiros por falhas na gestão da companhia. No mesmo mês, as defesas dos executivos apresentaram recursos. Até o presente as decisões finais não foram publicadas de forma adequada, isso caso já tenham sido julgados, o que é incerto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o Instituto Empresa, que defende os interesses de acionistas minoritários, a falta de transparência levanta dúvidas sobre se os administradores envolvidos no caso serão, de fato, responsabilizados. A entidade cita falhas graves de governança, como negligência na condução da companhia, desrespeito às regras do Novo Mercado e deficiência na supervisão e nos controles internos.

“Como não se trata de uma esfera judicial nem arbitral, três anos para analisar recursos é um prazo bastante exagerado. Além disso, é do interesse de todos os investidores — e da própria governança corporativa no Brasil — conhecer o conteúdo das decisões finais, especialmente considerando o papel da B3 como instância de autorregulação”, afirma Eduardo Silva, do Instituto Empresa.

Os principais nomes envolvidos no escândalo: o que aconteceu?

O ex-CEO da Americanas, Miguel Gutierrez, tornou-se um dos principais investigados na apuração da fraude contábil bilionária revelada em 2023. Ele teve mandado de prisão preventiva decretado no Brasil, entrou na lista da Interpol e chegou a ser detido na Espanha, onde reside.

Pouco depois, foi liberado pelas autoridades espanholas e, na sequência, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região concedeu habeas corpus, permitindo que respondesse às investigações em liberdade, e o caso segue em apuração pelas autoridades brasileiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo delações e investigações em curso, obtidas pelo colunista Lauro Jardim, Gutierrez é apontado como quem teria a “palavra final” sobre os estratagemas adotados, embora ele negue qualquer participação ou conhecimento das irregularidades.

Já no caso do portador das más notícias à época, Sérgio Rial, recém-empossado como CEO, a passagem pela companhia foi breve: ele renunciou ao cargo poucos dias após a divulgação da fraude. Ele não esteve envolvido em acusações ou investigações referentes ao caso.

João Guerra, ex-diretor de DRI que assumiu com a saída de Rial, teve multa aplicada em decisão preliminar da B3, hoje ainda pendente de conclusão após recursos.

E os bilionários?

Já o trio Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, sócios e acionistas de referência da varejista, viram sua fortuna avançar durante o período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em dezembro de 2022, pouco antes de o escândalo vir à tona, o patrimônio de Jorge Paulo Lemann era estimado em cerca de US$ 15,4 bilhões, seguido por Marcel Telles, com US$ 10,3 bilhões, e Carlos Alberto Sicupira, com US$ 8,5 bilhões. Os dados constam do ranking da Forbes.

No final de 2025, as fortunas do trio permaneciam em patamar elevado. Lemann aparecia com patrimônio estimado em US$ 17,6 bilhões, enquanto Telles somava cerca de US$ 10,9 bilhões e Sicupira, aproximadamente US$ 8,9 bilhões.

Vale lembrar que os executivos tiveram que abrir a carteira para socorrer a varejista, da qual são sócios desde o início dos anos 1980.

Três anos após o escândalo: como é a Americanas hoje?

Se antes dessa bomba estourar a Americanas era uma das gigantes do varejo nacional, hoje a empresa vive à sombra do que já foi.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de a companhia ter conseguido avançar no processo de recuperação judicial, enxugando as dívidas para a casa dos R$ 2 bilhões, ela perdeu muito espaço no mercado brasileiro, com o avanço de players internacionais, que têm investido pesado no país, fora a concorrência de empresas nacionais.

O Mercado Livre, Shopee, Temu e Amazon estão desde o ano passado em franca guerra por espaço no nosso mercado, com investimentos bilionários em logística, marketing e afins.

Essa disputa está acontecendo no e-commerce 3P, quando a companhia atua como intermediária entre o lojista e o cliente, sem comprar o produto ou estocá-lo. E a própria Americanas já que não vale a pena comprar essa briga — assim como fez o Magazine Luiza.

No entanto, segundo um analista com quem o Seu Dinheiro conversou, a alternativa seria competir diretamente com o próprio Magalu e a Casas Bahia, que atuam majoritariamente nas lojas físicas e no e-commerce 1P — quando a própria companhia adquire e revende o produto, normalmente de ticket mais elevado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, será um caminho longo para que a Americanas consiga reconquistar a confiança dos fornecedores e clientes para que eles comprem itens mais caros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NOVO PESO-PESADO NA B3 

Bradesco (BBDC4) coloca a Bradsaúde no jogo da B3, Odontoprev (ODPV3) reage forte — há espaço para mais um gigante da saúde?

27 de fevereiro de 2026 - 13:22

Nova gigante nasce com escala bilionária e mira Novo Mercado — mas o que muda para Rede D’Or, Fleury e Mater Dei? 

BALANÇO FRACO

Qualicorp (QUAL3) reverte lucro em prejuízo líquido, e ação cai forte na bolsa; saiba como está a saúde da operadora de planos de saúde

27 de fevereiro de 2026 - 11:46

Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.

A MAIS-VALIA DO BRADESCO

“É o momento certo de capturar valor”: CEO do Bradesco (BBDC4) revela plano para destravar até R$ 50 bilhões com a Bradsaúde

27 de fevereiro de 2026 - 11:43

Banco separa ativos de saúde via IPO reverso da Odontoprev e aposta que mercado vai reprecificar a “joia escondida” no balanço

FIM DA BATALHA

Netflix (NFLX34) abandona a Warner após sangria de US$ 170 bilhões na bolsa — e ações comemoram em disparada

27 de fevereiro de 2026 - 9:03

O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman

NASCE UM GIGANTE

Bradesco (BBDC4) prepara a joia da coroa para a bolsa: vem aí a Bradsaúde no Novo Mercado da B3

27 de fevereiro de 2026 - 7:33

Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa

SURFANDO O RALI

Ibovespa em recorde ajuda a turbinar lucro da B3 (B3SA3); resultado do 4T25 supera expectativas

26 de fevereiro de 2026 - 19:58

Dona da bolsa brasileira lucra R$ 1,4 bilhão no período, com crescimento em todos os segmentos

DINHEIRO NO BOLSO DO ACIONISTA

Além dos dividendos: Itaú Unibanco (ITUB4) anuncia R$ 3,85 bilhões em JCP; veja valor por ação e quem tem direito

26 de fevereiro de 2026 - 19:11

Remuneração será igual para ações ordinárias e preferenciais, com pagamento até 31 de agosto de 2026

DEPOIS DO RALI

A Vale (VALE3) subiu demais? O vilão que fez o BofA deixar de recomendar a compra das ações e elevar o preço-alvo a R$ 95

26 de fevereiro de 2026 - 17:54

Banco reconhece que a companhia mantém disciplina de custos e forte execução operacional, mas chama atenção para uma dinâmica perigosa para as ações

SINAL VERDE?

Marcopolo (POMO4) surpreende no balanço e ações aceleram na bolsa. Vale comprar ou ficar de fora? Analistas respondem

26 de fevereiro de 2026 - 16:31

Balanço melhor que o esperado traz alívio aos investidores, mas projeções mais fracas para o início de 2026 limitam o otimismo

R$ 1,7 BILHÃO BATENDO À PORTA

Por que o Pão de Açúcar está ‘na berlinda’? Qual é a real situação da empresa hoje e o que deu errado nos últimos anos

26 de fevereiro de 2026 - 16:02

Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante

ESQUENTA

Nova ação de saneamento na bolsa? Aegea dá sinais de um possível IPO; veja o que se sabe até agora

26 de fevereiro de 2026 - 13:16

A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura

O PIOR PASSOU?

Azul (AZUL53) dá tchau para o fundo do poço? S&P eleva a nota de crédito da companhia aérea após o fim da recuperação judicial

26 de fevereiro de 2026 - 12:01

A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou

MAIS UM REVÉS PARA A EMPRESA

Fictor Alimentos (FICT3) finalmente se envolve na RJ da holding e agora corre grande risco; veja o que está em jogo

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta

AUMENTO DE CAPITAL

A conta aumentou: Banco de Brasília (BRB) busca aporte de quase R$ 9 bilhões com acionistas após caso do Banco Master; entenda

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.

A ESTRELA DO MERCADO CAIU?

Rede D’Or (RDOR3) tem alta de 39,2% no lucro, mas ação cai forte na bolsa; expectativas estavam altas demais?

26 de fevereiro de 2026 - 10:40

A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima

ALÍVIO NO CAPITAL

Banco do Brasil (BBAS3) quer mais fôlego no balanço e renegocia prazo para pagamento de R$ 4,1 bilhões ao Tesouro

26 de fevereiro de 2026 - 10:12

Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027

PROVENTOS NO RADAR

Engie Brasil (EGIE3) anuncia mais de meio bilhão de reais em dividendos após balanço do 4T25

25 de fevereiro de 2026 - 19:57

Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado

BTG SUMMIT 2026

Executivos da Amazon e do Google alertam: a IA é uma questão de sobrevivência para as empresas

25 de fevereiro de 2026 - 19:30

Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita

BALANÇO

Nubank (ROXO34) surpreende no 4T25: lucro cresce 50% e ROE atinge máxima histórica de 33%

25 de fevereiro de 2026 - 18:21

Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques

PLANO OUSADO... OU TEDIOSO?

Santander Brasil (SANB11) crava data para alcançar o sonhado ROE acima de 20%; banco mira eficiência na briga com fintechs

25 de fevereiro de 2026 - 16:29

Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar