🔴 TRÊS AÇÕES LIGADAS À IA PODEM DOBRAR NOS PRÓXIMOS MESES – CONHEÇA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

TIROU O PÉ

XP rebaixa ação da Sanepar (SAPR11) mesmo com potencial de 33% de alta na bolsa. O que está faltando para o papel?

Para a corretora, faltam catalisadores no curto prazo; recomendação para SAPR11 passou de compra para neutra

sanepar sapr11
Imagem: Facebook/Sanepar -

A conta que sustentava a tese de investimento em Sanepar (SAPR11) ficou mais difícil de fechar, na avaliação da XP Investimentos. De um lado, a chance de privatização, que poderia destravar valor para as ações, perdeu força. De outro, os dividendos que ajudariam o investidor a atravessar a espera por esse possível gatilho já não parecem tão atraentes. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foi essa combinação que levou a corretora a retirar o selo de compra da companhia de saneamento do Paraná.  

Os analistas rebaixaram a recomendação para SAPR11 de compra para neutra e fixaram o preço-alvo para o fim de 2027 em R$ 45,80 por ação — ainda um potencial de valorização de pouco mais de 33% em relação ao último fechamento. 

Para a XP, não basta haver espaço entre o preço atual e o valor estimado. É preciso também haver catalisadores capazes de destravar esse potencial — e é justamente isso que a corretora não está enxergando agora. 

A Sanepar negocia a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 14,2%, nível considerado razoável pelos analistas. Mas o momentum dos resultados é relativamente modesto, enquanto os principais gatilhos da tese ficaram mais distantes, afirmam os analistas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os papéis SAPR11 operam em queda no pregão desta quarta-feira (16). Por volta das 10h55, o recuo era de 1,60% na B3, cotados a R$ 33,80. Desde o início do ano, as ações acumulam desvalorização de cerca de 17% na bolsa brasileira.

Leia Também

TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA

Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista

REESTRUTURAÇÃO

Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões

Dividendos menos atraentes

A recomendação de compra da XP para a Sanepar estava apoiada, principalmente, em dois pilares. 

O primeiro era a avaliação de que as chances de privatização ainda eram razoáveis. O segundo envolvia os R$ 4 bilhões em créditos tributários obtidos pela companhia: a expectativa era de que a Sanepar pudesse reter 25% desse valor, abrindo espaço para retornos com dividendos (dividend yields) atrativos em 2026 e 2027. 

A ideia era que esses dividendos ajudassem a remunerar o investidor enquanto o potencial de valorização associado a uma eventual privatização não se materializasse. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora, porém, a XP entende que a possibilidade de a companhia ficar com 25% dos créditos tributários deve ser tratada mais como um cenário otimista do que como cenário-base. Com isso, a questão dos créditos passou a ser vista pelos analistas como uma opcionalidade mais distante. 

Sanepar (SAPR11): privatização foi para a gaveta? 

A privatização também perdeu força no radar da corretora. A XP afirma não enxergar, neste momento, a “configuração adequada” para que um processo de desestatização ganhe tração no curto prazo. 

Para que uma privatização avance, segundo os analistas, é necessário haver “externalidades claras” capazes de impulsionar a agenda e mobilizar diferentes stakeholders. 

A privatização da Sabesp, por exemplo, foi sustentada por uma estratégia que previa investimentos para antecipar a universalização para 2029. Já a desestatização da Copasa foi impulsionada pela necessidade do Estado de assegurar recursos para manter sua participação no PROPAG, além de preocupações relacionadas à qualidade dos serviços. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Paraná, no entanto, a dinâmica é diferente. A XP considera difícil que a Sanepar avance em direção a uma privatização, entre outros motivos porque o Estado tem uma das situações fiscais mais favoráveis do país e sua participação na companhia equivale a apenas cerca de R$ 2 bilhões. 

Além disso, o governo paranaense decidiu avançar na universalização dos serviços de esgotamento sanitário por meio de PPPs, em conjunto com o atual programa de investimentos que a Sanepar espera executar.  

Para completar o quadro, a companhia também é percebida pela população como uma boa prestadora de serviços, o que poderia reduzir os incentivos de uma eventual privatização. 

“Ainda não descartamos totalmente a possibilidade de uma privatização avançar, mas as chances são baixas e o timing permanece bastante incerto”, afirmam os analistas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E sem privatização, o que sobra para SAPR11? 

Sem um processo de desestatização no horizonte e com a distribuição de dividendos projetada de forma mais conservadora, a tese passa a depender mais dos próprios resultados operacionais da companhia. 

E a XP vê pouco impulso no curto e médio prazo. Na avaliação da corretora, a Sanepar apresenta uma trajetória de custos crescendo em termos reais, enquanto os lucros devem permanecer relativamente estáveis nos próximos anos. 

Os dividend yields também não seriam suficientes, sozinhos, para compensar a falta de catalisadores. A XP projeta uma média de apenas 3,4% entre 2026 e 2028. 

Para a XP, esse conjunto de fatores torna SAPR11 menos atraente quando comparada a outros players do setor de saneamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Petrobras (PETR4). 29 de outubro de 2026 - 18:50
microsoft msft34 acao internacional bdr inteligencia artificial copilot 29 de outubro de 2026 - 11:53
Celular com logo Nubank 29 de outubro de 2026 - 11:22
Mina da Vale em Ouro Preto (MG) 29 de outubro de 2026 - 6:30
Gilson Finkelsztain, novo CEO do Santander Brasil (SANB11). 28 de outubro de 2026 - 14:32
Interior de centro de distribuição da Shopee em Franco da Rocha (SP). 28 de outubro de 2026 - 10:46
Oceanpact (OPCT3) vence ação contra Petrobras 27 de outubro de 2026 - 17:06
Fachada do Banco do Brasil (BBAS3). Divulgação 27 de outubro de 2026 - 13:09
Daniela de Castro, diretora do Bradesco Principal. 27 de outubro de 2026 - 12:03
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar