JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
O negócio, anunciado originalmente em novembro do ano passado, ainda depende do cumprimento de condições precedentes para ser concluído

A JBS (JBSS32) e a Viva Holding selaram nesta terça-feira (15) o contrato definitivo para fundir operações de produção, processamento e comercialização de couros.
A nova gigante do setor, batizada de JBS Viva, terá o controle dividido meio a meio entre os dois grupos.
O negócio, anunciado originalmente em novembro do ano passado, ainda depende do cumprimento de condições precedentes para ser concluído, sem uma data cravada para o fechamento.
A fusão abrange os negócios da JBS no Brasil e em subsidiárias no exterior, combinando-os com as operações da Viva em couros e na fabricação e venda de produtos químicos para o setor. No entanto, a nova empresa não ficará com a totalidade das unidades de couro:
As operações de couro da JBS em Cactus (Texas), na Alemanha, no Uruguai e no México, além das divisões de colágeno e gelatina de ambas as companhias ficam fora da união dos negócios.
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JBS Viva: estrutura societária e governança
Antes da conclusão final, ambas as empresas passarão por uma reorganização societária. A JBS irá transferir as unidades de couro para a JBS Couros, que será incorporada pela JBS Viva. A Viva Holding, por sua vez, segregará todos os ativos e atividades que não entram no negócio.
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A governança da nova companhia será paritária: o conselho de administração terá até seis integrantes, com três assentos indicados pela JBS e três pela Viva.
O acordo também inclui contratos operacionais de longo prazo entre a JBS e a JBS VIVA.
A JBS garantirá o fornecimento de couro cru originado de seus frigoríficos no Brasil. Em contrapartida, a JBS Viva venderá para a JBS as aparas e raspas resultantes do processamento, matéria-prima que será utilizada pela JBS na fabricação de gelatina e colágeno.
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