O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Antigo Banco Voiter, instituição enfrentava deterioração de liquidez; bens dos administradores ficam bloqueados
Pouco depois de assumir a liderança entre os CDBs mais rentáveis do país, o Banco Pleno acaba de ter um desfecho conhecido: a liquidação extrajudicial.
O Banco Central decretou, nesta quarta-feira (18), o encerramento das atividades da instituição, que já integrou o conglomerado do Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o regulador, o banco apresentava comprometimento de sua situação econômico-financeira, com deterioração da liquidez e descumprimento de normas regulatórias.
A decisão também atinge a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). Ambas compõem o conglomerado prudencial Pleno.
Além disso, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição.
Até pouco tempo atrás, o nome do Banco Pleno aparecia em outro tipo de ranking. Após a liquidação do Banco Master, o Pleno passou a liderar, em janeiro, a lista de CDBs mais rentáveis do país.
Leia Também
Segundo levantamento feito pela plataforma Quantum Finance, o Pleno oferecia papéis com rentabilidade de 108% do CDI em um CDB com vencimento em três meses — uma taxa alta para o mercado. Além disso, o vencimento em 12 meses recebe a mesma taxa, e o vencimento em três anos é só um pouco maior: 110% do CDI.
Lembrando que a taxa paga por um título de renda fixa, seja ele um CDB ou uma LCA, é definida pela relação de risco e retorno atribuído ao emissor e à sua dívida. Via de regra, quanto maior a remuneração, maior o risco do investimento.
O risco pode estar em vários fatores: prazo longo demais, menor liquidez ou, como o caso sugere agora, fragilidade financeira da instituição.
Em reportagem especial publicada no fim de janeiro, o Seu Dinheiro já havia alertado para sinais de maior risco de crédito no Banco Pleno.
Em nota, o Banco Central afirmou que a liquidação do Pleno foi motivada pelo "comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central”.
Em outras palavras, a decisão indica que o banco já não apresentava condições de operar de forma regular e segura, tanto sob a ótica financeira quanto regulatória.
É preciso dizer que não há informações públicas atualizadas sobre a situação financeira do Pleno nos últimos trimestres. Porém, a deterioração de liquidez acabou sendo determinante para a decisão do regulador.
O último balanço disponível do Banco Pleno remonta a dezembro de 2024, quando a instituição ainda era conhecida como Banco Voiter.
Naquele momento, a carteira de crédito expandida somava R$ 2,1 bilhões. As operações com atraso superior a 90 dias representavam 1,23% do total, e o resultado líquido era um lucro de R$133 milhões.
De todas as formas, o Banco Central informou que seguirá apurando responsabilidades dentro de suas competências legais.
Segundo o regulador, o resultado dessas investigações poderá levar à aplicação de sanções administrativas e à comunicação do caso às autoridades competentes, conforme previsto na legislação.
O Banco Pleno nasceu como Banco Voiter, em 2019, e pertencia, até pouco tempo atrás, ao conglomerado Master.
Em seu site institucional, a instituição afirma ter surgido “a partir do inconformismo ao perceber que o mercado demandava um banco com visão moderna e consultiva”, assumindo o desafio de desenvolver um “novo conceito de banco de atacado”.
No LinkedIn, o Pleno se apresenta como "um Banco com a sua alma"; na descrição do perfil, consta apenas que está "em construção".
Vale dizer que o Pleno era a última "ponta solta" da ofensiva do Banco Central contra o grupo de Daniel Vorcaro, já que havia se desprendido dos negócios do conglomerado ainda no ano passado.
Antes da liquidação do grupo Master, a instituição foi vendida ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Lima foi preso no mesmo dia que Vorcaro e é investigado no mesmo inquérito relacionado ao conglomerado.
Do ponto de vista sistêmico, a expectativa é de impacto limitado para a liquidação do Banco Pleno.
Afinal, o conglomerado Pleno representa apenas 0,04% do total de ativos e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional (SFN), segundo dados oficiais.
De acordo com o BC, trata-se de uma instituição de porte reduzido, sem potencial de contágio relevante para o restante do sistema.
Do lado dos investidores, o impacto está na casa dos bilhões. Segundo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o Banco Pleno tem uma base de cerca de 160 mil credores que poderão receber o pagamento da garantia. No total, as restituições devem beirar os R$ 4,9 bilhões.
Lembrando que o FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, em instrumentos como conta-corrente, poupança, CDB, LCI e LCA, considerando cada instituição ou conglomerado prudencial.
Além disso, existe um teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos, válido em caso de múltiplas quebras de instituições no mesmo período.
Tudo o que ultrapassar esses limites fica fora da proteção.
Procurada, a assessoria de imprensa do Banco Pleno não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Analistas do banco apontam descolamento do minério e indicam potencial de valorização acima de 20% para ações
A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel
Confira os problemas na operadora de saúde, segundo a gestora, e quais as propostas da Squadra para melhorar o retorno aos acionistas da Hapvida
A transação envolve toda a participação da Oi e de sua subsidiária na empresa de infraestrutura digital neutra e de fibra ótica por R$ 4,5 bilhões
O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos
Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números
O anúncio da renúncia de Bruno Moretti vem acompanhado de novos impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã
O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Marino Colpo detalha as dores do crescimento da Boa Safra e por que planos estratégicos devem incluir M&A nos próximos meses
Subsidiária VBM salta de 10% para 26% do Ebitda da Vale e deve ganhar ainda mais peso com preços elevados e novos projetos
Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG
A saída de Rafael Lucchesi, alvo de críticas por possível interferência política, foi bem recebida pelo mercado e abre espaço para a escolha de um CEO com perfil técnico — em meio a desafios operacionais e à fraqueza do mercado norte-americano
Desde o início do plano de desinvestimento da subsidiária, o total das vendas alcançam cerca de US$ 241 milhões, deixando um montante de US$ 559 milhões a serem alienados
Com Ebitda positivo e alavancagem em queda, aérea tenta deixar para trás fase mais aguda da crise; confira os números do trimestre
Emissão recebeu avaliação BBB- pela Fitch Ratings; agência defende que a nota “reflete o sólido perfil de negócios da JBS”
Na visão de analistas, preço dos papéis caiu em Wall Street, mas fundamentos não. Veja o que está por trás da recomendação
A visão do BTG, J.P. Morgan e Citi sobre as mudanças é positiva, principalmente ao reforçar o compromisso da empresa de se reinventar e modernizar a governança
Companhia avança na reestruturação com novo acordo de acionistas, migração dos fundadores para conselho consultivo e a entrada da Advent International, que pretende comprar até 10% das ações no mercado
Os acionistas elegeram a nova formação do colegiado, com maioria de membros independentes, reforçando práticas de governança alinhadas ao Novo Mercado da B3
O desinvestimento no Hortifruti Natural da Terra já estava no plano de RJ e era uma das opções para levantar recursos para a Americanas. No entanto, não houve acordo sobre o preço, diz Broadcast