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Os recursos serão usados para quitar o financiamento DIP e para sustentar a execução do plano de reestruturação aprovado nos Estados Unidos
A Azul (AZUL53) acertou a emissão privada de US$ 1,375 bilhão em títulos de dívida sênior com garantia prioritária, em uma operação voltada à conclusão de seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. Os papéis foram precificados a uma taxa de 9,875% ao ano, com vencimento em 2031.
Os recursos serão usados para quitar o financiamento DIP (debtor-in-possession, na sigla em inglês) e para sustentar a execução do plano de reestruturação aprovado no Chapter 11 nos Estados Unidos. A estrutura da operação segue o modelo de exit financing, no qual o novo endividamento substitui o crédito emergencial utilizado ao longo do processo de recuperação.
Caso haja saldo remanescente, os valores servirão para dar suporte financeiro à reorganização do grupo.
A demanda pelos títulos superou com folga a oferta inicial, alcançando cerca de 7,5 vezes o volume colocado. A liquidação da operação está prevista para 6 de fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento das etapas usuais de fechamento.
Como garantia, os papéis contam com ativos da própria Azul e de diversas subsidiárias. O pacote inclui recebíveis do programa de fidelidade TudoAzul, receitas das operações da Azul Viagens e da Azul Cargo, além de marcas, domínios e participações societárias de empresas do grupo. A oferta não foi registrada na CVM, na SEC ou em outros reguladores e não envolve distribuição pública no Brasil.
Na avaliação da companhia, a emissão alivia a pressão de curto prazo sobre o caixa ao trocar um financiamento emergencial por uma dívida de prazo mais longo. Em contrapartida, o custo elevado — próximo de 10% ao ano — tende a aumentar o serviço da dívida nos próximos anos, o que pode pesar sobre o perfil financeiro da empresa durante a fase de reestruturação.
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A Azul é a maior companhia aérea doméstica do país em número de voos e destinos, com aproximadamente 800 operações diárias, frota superior a 200 aeronaves e presença em mais de 137 destinos.
A empresa afirma que segue avançando com o plano do Chapter 11, mantendo suas operações regulares e atualizando o mercado sobre o andamento da captação.
*Com informações do Money Times
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