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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

HORA DE COMPRAR

A máquina de aquisições parou, e o BTG Pactual gostou: por que a Allos (ALOS3) virou a “queridinha” do banco?

Deixando para trás uma política mais agressiva de M&As (fusões e aquisições), a empresa agora foca em gerar valor ao acionista — e o BTG Pactual gostou bastante da alteração na rota

Bia Azevedo
Bia Azevedo
3 de fevereiro de 2026
16:30 - atualizado às 15:15
Fachada do Boulevard Shopping Belém, da Allos
Imagem: Divulgação

Depois de ficar conhecida como uma verdadeira máquina de M&As devido à sua estratégia agressiva de aquisições e consolidações, a Allos (ALOS3) mudou de rota — e o BTG gostou desse movimento, ou melhor, pausa.

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O banco elegeu as ações da companhia como as favoritas no setor de shoppings, uma vez que a estratégia da empresa agora está muito mais focada em gerar valor ao acionista, com menos investimentos (capex) e mais distribuição de dividendos.

A Allos é a maior administradora de shopping centers da América Latina, resultado da fusão da Aliansce Sonae e da brMalls, com mais de 40 operações no Brasil, inclusive o shopping Parque Dom Pedro, considerado o maior do país.

O banco reiterou a recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo em R$ 39, com um potencial de alta de 25% em relação ao fechamento da última segunda-feira (2).

Por que comprar as ações da Allos, segundo o BTG Pactual?

Ao longo do processo de consolidação, a empresa chegou a um portfólio de 2,2 milhões de m² de Área Bruta Locável (ABL) distribuídos em 53 shoppings.

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Desde então, começou a pensar em seu portfólio de maneira mais estratégica e vendeu nove shoppings, reduzindo a ABL para cerca de 1,9 milhão de m². O ajuste veio acompanhado de uma melhora relevante na estrutura de capital.

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Hoje, a Allos opera com alavancagem de 1,7 vez dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), abaixo dos 2,1 vezes registrados no quarto trimestre de 2023.

Esse patamar mais confortável abriu espaço para uma política mais agressiva de remuneração aos acionistas.

Para 2026, a projeção é de uma distribuição entre R$ 1,7 bilhão e R$ 1,8 bilhão em dividendos, valor superior à geração estimada de caixa no período, em torno de R$ 1 bilhão. Ainda assim, a avaliação é de que esse nível de proventos é sustentável por pelo menos três anos, mesmo com a alavancagem girando próxima de 2 vezes dívida líquida sobre Ebitda.

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Essa leitura se apoia em três fatores principais: a expectativa de crescimento da geração de caixa a partir de 2027, com redução do capex; a expansão do Ebitda à medida que os shoppings amadurecem e um ajuste nas despesas administrativas, além da possibilidade de novas vendas de ativos ao longo dos próximos anos.

Com base no novo guidance, o dividend yield anual da Allos deve ficar em torno de 11%, considerando um pagamento médio de R$ 0,29 por ação por mês.

Mas não são só os dividendos que chamam a atenção

Mais importante ainda, o relatório aponta que, mantidas as premissas de crescimento da operação e o nível de investimentos projetado, a Allos tende a ficar progressivamente mais barata em relação à sua própria capacidade de gerar caixa.

Hoje, o papel é negociado a um patamar próximo de dez vezes o preço em relação à sua geração de caixa operacional (FFO).

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Com o avanço da operação ao longo dos próximos anos, esse múltiplo tende a cair não por uma queda no preço da ação, mas pelo aumento da geração de caixa.

Nesse processo, o investidor passa a receber dividendos robustos ao longo do caminho. Além disso, a ação pode destravar valor à medida que o mercado antecipa essa melhora, diz o BTG.

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