🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

BASE DO PEDIDO DE RJ

A Fictor Alimentos (FICT3) é a aposta central da holding para se reestruturar — mas balanço mostra que talvez ela não ‘segure as pontas’

Dependente de arrendamentos e com caixa pressionado, braço de alimentos é peça central na estratégia da Fictor para evitar o colapso da holding. Mas será que isso faz sentido?

Bia Azevedo
Bia Azevedo
2 de fevereiro de 2026
18:50
Imagem: Reprodução/Instagram/Palmeiras

Com um pedido de recuperação judicial em aberto e ações da subsidiária despencando na bolsa, a única coisa ‘no verde’ atrelada à Fictor Holding no momento parece ser a camisa do Palmeiras, time do qual a empresa é patrocinadora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia pediu para entrar em RJ ontem (1) com dívidas de R$ 4 bilhões, alegando que a subsidiária Fictor Alimentos (FICT3) é o mais importante e “principal eixo operacional do grupo”, além de ser o grande motor de faturamento da companhia, respondendo pela quase totalidade do faturamento projetado.

Em outras palavras, a divisão de alimentos parece ser vista pela empresa como o “ás” na manga para tentar reverter a situação delicada na qual se encontra.

Por esse motivo, a empresa-mãe defende, no pedido de recuperação judicial, que a divisão de alimentos fique fora do processo, assim como outras frentes do grupo — como o braço de real estate —, sob o argumento de que sua inclusão poderia comprometer a própria recuperação do conglomerado. Em última instância, podendo gerar a falência do grupo.

No entanto, apesar de a Fictor Alimentos ser pintada como esse grande trunfo para a companhia, o balanço da subsidiária parece contar uma história diferente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Fictor Alimentos é mesmo um grande “motor de faturamento”?

A última divulgação de resultados da companhia mostra uma empresa menos animadora. Primeiro que a companhia enfrenta um problema essencial com o pedido de recuperação judicial: a empresa não tem ativos imobilizados próprios, apenas arrendamentos.

Leia Também

Ou seja, as plantas industriais onde a empresa produz as carnes que são vendidas (e são o ganha-pão da companhia) não são dela, são ativos “alugados” de outras companhias — no caso, da Mellore Alimentos, que atualmente está em recuperação judicial.

Essas informações estão disponíveis no balanço da companhia do terceiro trimestre de 2025, o mais recente divulgado, e desde então não existem informações sobre nenhuma aquisição imobiliária.

O problema disso é: a empresa só consegue produzir enquanto mantém o direito de uso das plantas industriais. Esse modelo, que em condições normais pode funcionar, se torna especialmente frágil quando o grupo entra em crise e a situação passa a ser analisada pela Justiça.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sob o risco de a Fictor Alimentos também entrar com um pedido de recuperação judicial ou ser envolvida no processo da holding — possibilidades bastante factíveis segundo a apuração do Seu Dinheiro nesta reportagem — as coisas começam a ficar ainda mais feias

Em um cenário de recuperação judicial, caso a Justiça entenda que a empresa não teria capacidade de honrar esses pagamentos, poderia autorizar a rescisão dos contratos de arrendamento.

Se isso ocorrer, o impacto é imediato: sem os contratos, a Fictor Alimentos perde o acesso aos frigoríficos, deixa de produzir, não gera receita e, na prática, deixa de ter um negócio operacional.

É justamente esse risco — de a empresa perder a base operacional e, com ela, a geração de caixa — que figura entre os principais temores do grupo e sustenta o esforço para manter a subsidiária fora do processo de recuperação judicial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação financeira da Fictor Alimentos

A empresa chegou ao fim de setembro do ano passado com um prejuízo de quase R$ 3 milhões e um caixa líquido negativo em R$ 10,4 milhões. O caixa operacional, por sua vez, também ficou no negativo, em R$ 15,2 milhões.

O consumo de caixa operacional esteve ligado principalmente ao aumento de estoques, contas a receber, adiantamentos e despesas iniciais da operação industrial, indicando que a atividade principal ainda não gera caixa de forma consistente.

Esse desequilíbrio foi compensado por um aumento de capital de R$ 70 milhões, realizado no final do ano passado, que reforçou a liquidez e levou a companhia a encerrar o período com R$ 52,7 milhões em caixa e equivalentes.

No entanto, cabe lembrar que a própria holding subscreveu quase a totalidade do aumento de capital, aportando R$ 60 milhões, o equivalente a cerca de 85% da oferta. Sem esse aporte, a situação de liquidez seria significativamente mais pressionada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, o movimento reforçou a dependência da subsidiária em relação à controladora e alimentou dúvidas no mercado sobre o grau de autonomia operacional e financeira da empresa — um ponto sensível quando se discute a exclusão ou não da companhia do processo de RJ.

A receita líquida consolidada somou R$ 31,1 milhões. No entanto, esse faturamento está relacionado ao início das atividades da controlada Fictor Alimentos Betim — justamente a responsável pelo arrendamento das plantas industriais e que ficaria praticamente sem ter de onde tirar dinheiro caso esse contrato fosse desfeito em meio a uma eventual RJ.

A Fictor Alimentos também fechou o período com dívida líquida consolidada de cerca de R$ 28,8 milhões.

Em resumo: o desempenho financeiro da companhia ainda depende fortemente da execução do plano industrial e da capacidade de transformar escala em rentabilidade nos próximos trimestres.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INCORPORAR TODOS OS PAPÉIS

Sabesp (SBSP3) inicia processo de OPA para comprar ações remanescentes da EMAE (EMAE3); veja valor por ação

2 de fevereiro de 2026 - 11:02

A EMAE opera um sistema hidráulico e gerador de energia elétrica, localizado na região metropolitana de São Paulo, com reservatórios, canais, usinas e estruturas associadas

UPGRADE DUPLO

Privatização muda o jogo da Copasa (CSMG3), e JP Morgan eleva os papéis de venda para compra; ação sobe na B3

2 de fevereiro de 2026 - 10:58

Se a empresa conseguir cortes de custos de 50% e volumes de água maiores, o potencial de alta chega a 90%, segundo os analistas

DANOS AMBIENTAIS

MPF pede bloqueio de R$ 1 bi da Vale (VALE3) após vazamento de mina em MG e poluição de rio

2 de fevereiro de 2026 - 10:11

Além da água, os rejeitos da operação de mineração de minério de ferro da Vale em Fábrica atingiram o rio Maranhão.

APÓS ENVOLVIMENTO COM MASTER

Patrocinador do Palmeiras, Fictor pede recuperação judicial com dívidas de R$ 4 bilhões

2 de fevereiro de 2026 - 8:31

O comunicado da instituição não informou se o Palmeiras será afetado pelo processo de recuperação judicial

ESTABILIDADE NO SETOR

Shoppings mantêm vendas em alta, mas ritmo desacelera no fim de 2025; veja os resultados esperados por empresa

31 de janeiro de 2026 - 13:37

Prévia de resultados do BTG Pactual mostram que o setor deve repetir tendências já observadas no trimestre anterior

REMUNERAÇÃO

Caixa Seguridade (CXSE3) aprova R$ 990 milhões em dividendos; veja quem tem direito e as datas

31 de janeiro de 2026 - 11:40

O valor corresponde a R$ 0,33 por ação, reforçando a estratégia da companhia de manter uma política robusta de remuneração aos acionistas

INVESTIGAÇÃO CONTINUA

Caso da Americanas (AMER3) ganha novo capítulo: CVM abre dois inquéritos sobre fraude

31 de janeiro de 2026 - 10:32

As apurações estão relacionadas às chamadas “inconsistências contábeis” divulgadas pela companhia em fato relevante em janeiro de 2023

PLANO DE RECUPERAÇÃO

Azul (AZUL53) capta US$ 1,375 bilhão para reorganizar dívidas e sair do Chapter 11

31 de janeiro de 2026 - 8:42

Os recursos serão usados para quitar o financiamento DIP e para sustentar a execução do plano de reestruturação aprovado nos Estados Unidos

DINHEIRO A MAIS NO BOLSO

Isenção de IR leva bilhões ao varejo: Assaí (ASAI3) pode ganhar até R$ 652 milhões, RD Saúde (RADL3) vem logo atrás, diz Santander

30 de janeiro de 2026 - 15:24

Veja quais são as varejistas brasileiras em que os brasileiros mais devem gastar a renda extra vinda da ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil

ALERTA DE PERIGO

Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, é interditada pela ANP após vistoria detectar risco grave de incêndio

30 de janeiro de 2026 - 13:35

Companhia já vinha operando sob restrições desde outubro; no ano passado, a Refit foi alvo de operações da Polícia Federal, acusada de fazer parte de um grande esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro

MAIS UM RECORDE

Investimento global em transição energética fica acima de combustíveis fósseis pelo segundo ano consecutivo

30 de janeiro de 2026 - 12:19

A diferença entre os investimentos chegou a US$ 102 bilhões em 2025, acima do gap de US$ 85 bilhões registrado no ano anterior

NOVO IMPASSE

Oncoclínicas (ONCO3) e BRB travam queda de braço na Justiça por ações após crise do Banco Master

30 de janeiro de 2026 - 11:41

Após liquidação do Banco Master, rede de oncologia tenta impedir mudanças em fundos que concentram seus papéis; entenda

DECOLANDO DA BOLSA

Adeus, B3: CVM aprova OPA da Gol (GOLL54), que fechará capital; veja valor proposto

30 de janeiro de 2026 - 10:06

Por outro lado, a Abra, controladora da Gol e da colombiana Avianca, tem planos de abrir o capital nos Estados Unidos

NA MIRA DOS GIGANTES

CBA (CBAV3) muda de controle, terá OPA e pode deixar a bolsa após venda bilionária para gigantes do alumínio

30 de janeiro de 2026 - 9:39

Chalco e Rio Tinto fecham acordo de R$ 4,7 bilhões com o grupo Votorantim e avaliam fechar o capital da companhia de alumínio

JANELA ESCANDARADA PARA O BRASIL

O próximo brasileiro em Wall Street: Agibank protocola IPO e pode captar perto de US$ 1 bilhão em Nova York; confira os detalhes da operação

29 de janeiro de 2026 - 19:39

O anúncio do Agibank acontece no mesmo dia que o PicPay estreou na Nasdaq com uma demanda 12 vezes maior que a oferta, captando R$ 6 bilhões

DEPOIS DO RALI

Nubank ganha espaço, Banco do Brasil perde fôlego: onde o Itaú BBA está apostando agora

29 de janeiro de 2026 - 19:32

Para os analistas, o valuation subiu, mas nem todos os bancos entregam rentabilidade para sustentar a alta

AMBIÇÃO GLOBAL

Além da América Latina: Nubank (ROXO34) cruza a fronteira e avança para lançar banco nacional nos EUA

29 de janeiro de 2026 - 17:01

Operação será liderada por Cristina Junqueira e terá Roberto Campos Neto como chairman

TANQUE CHEIO

Petrobras (PETR4) a todo vapor: ações sobem pela 10ª vez consecutiva e estatal supera R$ 500 bilhões em valor de mercado

29 de janeiro de 2026 - 16:13

A companhia mantém sequência histórica de ganhos e volta ao patamar de abril de 2025; ações figuram entre os destaques do Ibovespa nesta quinta-feira

LUZ NO FIM DO TÚNEL

Azul (AZUL53) assegura US$ 1,2 bilhão com apoio de credores e traça rota para sair do Chapter 11

29 de janeiro de 2026 - 14:47

A previsão é de que a companhia aérea cumpra com o cronograma que prevê a saída da recuperação judicial até o fim de fevereiro

PLANOS DA META

WhatsApp e Instagram pagos? Meta quer começar a cobrar por certas funções

29 de janeiro de 2026 - 14:33

A Meta começa a testar assinaturas nos seus principais aplicativos, mantendo o básico grátis, mas cobrando por controle e IA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar