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Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por agências de notícias e redações, como Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

MINERAÇÃO

Já deu o que tinha que dar? Descubra o que pode acontecer com a Aura (AURA33) depois de subir mais do que o ouro

Custos sob controle e projetos em expansão reforçam cenário construtivo para a mineradora, mas valorização recente entra no radar dos analistas

Larissa Bernardes
27 de fevereiro de 2026
19:43
Montagem da logo da Aura Minerals sobre barras de ouro
Aura Minerals (AURA33) - Imagem: Montagem/Canva Pro

Após uma forte valorização das ações e de ganhar espaço nas carteiras recomendadas, a Aura Minerals (AURA33) voltou ao radar nesta sexta-feira (27). Em relatório, a XP Investimentos classificou os resultados da companhia no quarto trimestre como “sólidos, porém em linha” com as expectativas.

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No 4T25, a mineradora registrou receita líquida de US$ 321,6 milhões, alta de 88% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o lucro líquido ajustado somou US$ 73,3 milhões, avanço de 197% na mesma base de comparação.

O analista Lucas Laghi destacou o desempenho robusto da empresa no controle de custos e a aprovação da estrada em Borborema, fator que, segundo ele, levou a um aumento significativo das reservas do ativo.

Olhando para frente, Laghi segue projetando um cenário positivo para a mineradora, sustentado principalmente pelo seguintes fatores:

  • produção em MSG e Apoena;
  • expansão da capacidade em Borborema;
  • avanço da mineração subterrânea em Almas;
  • execução do projeto Era Dourada;
  • preços favoráveis do ouro — atualmente negociado na casa dos US$ 5.200 por onça.

Apesar do cenário construtivo, o analista pondera que a commodity já acumulou uma valorização expressiva nos últimos meses, movimento que também se refletiu no valor de mercado da Aura.

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Aura: a subida é diferente para quem já está no alto

Os resultados de 2025 da mineradora reluzem de longe. O BTG Pactual destaca que os papéis da companhia já haviam subido 70% somente em 2026 (até 26 de fevereiro), além de terem multiplicado valor nos últimos anos.

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“Um movimento nunca visto em nossas carreiras”, disse Leonardo Correa em relatório do banco.

Ele mantém a tese estrutural sobre a Aura Minerals e acredita que o ouro cotado acima dos US$ 5.000 por onça ainda é positivo para a companhia.

Por outro lado, avisa que o guidance de 2026 pode levar a realizações de lucros por parte dos investidores. Visão que pode fazer sentido para a queda acima de 7% registrada pelos papéis AURA33 no pregão desta sexta.

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Para este ano, a média das previsões da companhia é de produzir 365 mil onças, 6% abaixo do que era esperado pelo BTG.

Somando isso ao yield — quanto o investidor recebeu em proventos em relação ao valor da ação — menor, de 1% no trimestre e as estimativas do banco para queda de 4% ou 5% no Ebitida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ao longo do ano, “não nos surpreenderia ver alguma pressão vendedora no curto prazo”, acrescenta.

O analista resume que todas as visões sobre a Aura estão ligadas às expectativas: “e aqui a barra estava extremamente alta”.

Com isso, sua visão para o futuro da empresa difere da XP: “Com as ações subindo tão rapidamente e nosso preço-alvo já praticamente atingido, novos ganhos dependem em grande parte da continuidade da alta do ouro”.

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A companhia valorizou mais de 400% em 12 meses, enquanto o metal precioso acumula alta entre 70% e 80%.

Entretanto, na visão do banco, isso não tira méritos da Aura. “A companhia continua sendo uma operadora de ouro de alta qualidade na América Latina”, afirma Correa, que também aponta para o pipeline de crescimento com meta para ultrapassar as 600 mil onças em 2026.

Além disso, o analista acredita que os fundamentos do ouro seguem favoráveis, algo positivo para a Aura, uma empresa tão exposta à commodity.

*Com informações do Money Times

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