Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
A CONTA DA GUERRA

Petróleo à beira dos US$ 100 coloca Petrobras (PETR4) contra a parede: diesel já tem defasagem de 72%

Escalada do Brent e bloqueio das importações aumentam pressão sobre a política de preços da estatal

Petrobras
Sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro - Imagem: iStock.com/Junior Pereira

Quando o petróleo dispara no mercado internacional, uma conta começa a crescer no Brasil. Ela aparece nas refinarias antes de chegar às bombas — e, desta vez, está vindo com força. Com o barril do Brent, referência no exterior, rondando os US$ 100, o diesel no país voltou a ficar bastante defasado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a diferença entre o preço do diesel nas refinarias da Petrobras (PETR4) e as cotações internacionais já chegou a 72% — um nível que aumenta significativamente a pressão para reajustes.

Pelos cálculos da entidade, para alinhar os preços domésticos ao mercado global, a estatal teria de aumentar o diesel em R$ 2,34 por litro. O combustível não sofre reajuste há 312 dias.

A gasolina também aparece com defasagem relevante. Segundo a Abicom, o preço interno está 43% abaixo da paridade internacional, o que equivaleria a um aumento de R$ 1,10 por litro.

Diesel mais caro lá fora fecha janelas de importação

O aumento das tensões no Oriente Médio trouxe outra consequência para o mercado brasileiro: o fechamento das janelas de importação de combustíveis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com a Abicom, importar diesel não é economicamente viável há 59 dias, enquanto a gasolina está fora de paridade há 16 dias.

Leia Também

ANUNCIAÇÃO

O que a inflação acima do esperado em maio diz sobre o ciclo de corte de juros no Brasil — e para o seu bolso

O MAIS RICO DO MUNDO

IPO da SpaceX transforma Elon Musk no primeiro trilionário da história — e ainda deixa 4 mil funcionários da companhia milionários

Esse desequilíbrio preocupa, porque o Brasil depende fortemente do diesel importado. Entre 20% e 30% do consumo nacional vem do exterior, segundo a associação.

A situação ganhou ainda mais relevância depois da escalada dos preços internacionais provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo e derivados.

Com a logística internacional pressionada e os preços elevados, cresce a expectativa de que a Petrobras tenha de elevar as importações de diesel, além de enfrentar pressão crescente para ajustar os preços internos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Governo tenta aliviar pressão sobre a Petrobras (PETR4)

Apesar da defasagem elevada, o mercado não espera que a Petrobras repasse integralmente a volatilidade externa ao consumidor.

Isso porque o governo anunciou nesta semana medidas para suavizar o impacto da alta do diesel. A União zerou, de forma temporária, as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e Financiamento da Seguridade Social (Cofins) na importação e na comercialização do combustível.

Segundo o governo, o objetivo é conter os efeitos da alta da commodity no bolso do consumidor, em meio à escalada das tensões geopolíticas — que já começam a pressionar preços e levantar preocupações sobre o abastecimento global.

O pacote também prevê uma alíquota de exportação sobre o petróleo bruto, medida que tende a gerar impacto negativo para a petroleira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, essa tributação ajudaria o governo a compensar fiscalmente o custo dos subsídios ao diesel.

Escalada do petróleo dá trégua no exterior

O cenário para os combustíveis ganhou ainda mais volatilidade nos últimos dias. Após disparar mais de 9% na sessão anterior, o petróleo passou a recuar na manhã desta sexta-feira.

Por volta das 10h30, os contratos futuros do Brent, referência internacional, para maio caíam 1,40%, negociados a US$ 99,05 por barril.

O gatilho para a queda veio de uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião com líderes do G7.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o republicano, “o Irã estaria prestes a se render”. A afirmação ajudou a reduzir momentaneamente a percepção de risco no mercado de energia.

Trump também declarou que não haveria nenhuma autoridade em Teerã capaz de anunciar formalmente a rendição.

O pano de fundo geopolítico, no entanto, continua tenso. O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, assumiu o cargo após a morte de seu pai, o ex-líder supremo Ali Khamenei, durante o primeiro dia da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Desde então, Khamenei foi visto publicamente apenas uma vez. Seus primeiros comentários foram transmitidos pela televisão estatal iraniana por meio de um apresentador.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Autoridades iranianas disseram à agência Reuters que o líder supremo teria sofrido ferimentos leves, mas continuaria exercendo suas funções.

Em uma de suas primeiras declarações após assumir o cargo, Khamenei afirmou que o Estreito de Ormuz deveria permanecer fechado — uma decisão que poderia afetar diretamente o fluxo global de petróleo.

Ele também afirmou que Teerã poderia abrir novas frentes no conflito contra Estados Unidos e Israel caso a guerra se prolongue.

Para o mercado de energia, isso significa que a volatilidade no preço do petróleo — e, por consequência, a pressão sobre os combustíveis no Brasil — pode continuar elevada nas próximas semanas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Imagem mostra um celular com o símbolo do Pix e no plano de fundo a bandeira dos Estados Unidos 11 de junho de 2026 - 13:36
11 de junho de 2026 - 13:05
álbum da copa copa do mundo 2026 11 de junho de 2026 - 11:33
9 de junho de 2026 - 16:30
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar