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WEB SUMMIT RIO 2026

ChatGPT já é coisa de vovô? Executivo da Nvidia diz que próxima onda da IA começou e ela toma decisões sozinha

No Web Summit Rio 2026, Márcio Aguiar afirmou que os agentes inteligentes devem transformar a forma como empresas utilizam a tecnologia; ele também falou sobre os custos de adoção da IA e os impactos da disputa entre EUA e China pelos chips que alimentam essa revolução

Márcio Aguiar, diretor de enterprise da gigante Nvidia para a América Latina - Imagem: Reprocução Web Summit Rio 2026

Se o ChatGPT se tornou a face da atual onda da inteligência artificial, liderando a popularização dos modelos de linguagem generativa, a próxima grande revolução do setor ainda não tem um "dono" definido, mas já está dominando as conversas no Web Summit Rio 2026.

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A IA agêntica, capaz de tomar decisões e executar tarefas de forma autônoma, parece ser o próximo grande tema do segmento a ultrapassar os círculos técnicos e cair na boca do povo, à medida que as empresas começam a colocar essas inovações na rua.

Essa é a visão de Márcio Aguiar, diretor de enterprise da gigante Nvidia para a América Latina. Ele participou do evento nesta terça-feira (9), e destacou que essa transição já está em curso.

"As empresas saíram da fase do teste de como aplicar e estão realmente começando a botar em prática. Mas isso ainda tá muito longe da realidade que a gente pode chegar. Já estamos vivendo isso hoje", afirmou Aguiar. O Seu Dinheiro acompanha a programação do Web Summit Rio 2026 diretamente da cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 8 e 11 de junho.

Para o executivo da Nvidia, vivemos apenas o início das transformações que a inteligência artificial deve provocar no cotidiano das pessoas e das empresas. "A cada dois ou três meses surge uma nova técnica que agrega valor às gerações anteriores", destacou.

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Para empresas, apostar pesado em inteligência artificial não é caro demais?

Um dos obstáculos mais citados por companhias menores interessadas em adotar inteligência artificial costuma ser o alto custo da infraestrutura necessária, incluindo investimentos em chips, servidores e capacidade computacional. Mas na avaliação de Aguiar isso já não reflete a realidade do mercado.

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Segundo o executivo, a combinação entre computação em nuvem e novos modelos de contratação está reduzindo significativamente as barreiras de entrada para empresas de diferentes portes. "Tecnologia não é uma coisa tão complicada assim, não é tão cara como as pessoas imaginam", afirmou.

A avaliação ocorre em um momento em que a própria Nvidia busca ampliar o acesso à infraestrutura necessária para desenvolver aplicações de inteligência artificial. Durante o evento, a companhia norte-americana anunciou uma parceria com a operadora Claro.

A iniciativa busca reduzir uma das principais barreiras à adoção da inteligência artificial: o acesso à capacidade computacional necessária para treinar e operar modelos avançados.

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Pelo modelo, as empresas podem contratar apenas a capacidade de processamento que precisam, sem a necessidade de adquirir grandes volumes de GPUs, construir data centers próprios ou desembolsar grandes investimentos em infraestrutura antes mesmo de validar seus projetos.

Historicamente, GPUs de alto desempenho — fundamentais para treinar e operar modelos de inteligência artificial — costumam ser comercializadas em blocos fechados, exigindo investimentos elevados mesmo quando apenas parte da capacidade é utilizada.

Para a Nvidia, modelos desse tipo reduz o custo de entrada para empresas, especialmente em um momento em que a demanda por capacidade computacional cresce rapidamente com o avanço da IA generativa e da IA agêntica.

Fora da corrida das empresas, a guerra entre EUA e China

Mas não são apenas as empresas que disputam espaço na corrida pela inteligência artificial. As duas maiores potências do mundo, Estados Unidos e China, também travam uma espécie de guerra fria tecnológica, tendo os chips e a capacidade computacional como alguns de seus principais campos de batalha.

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Por isso, a Nvidia acabou arrastada para o centro das disputas.

Nos últimos anos, os norte-americanos passaram a restringir a exportação dos semicondutores mais avançados para empresas chinesas, sob o argumento de que a tecnologia poderia ter aplicações estratégicas e militares.

Questionado sobre o tema durante o Web Summit Rio, Aguiar afirmou que a companhia segue rigorosamente as regras impostas pelo governo dos Estados Unidos, embora reconheça a relevância do mercado chinês para o setor.

O executivo ressaltou que a estratégia da Nvidia sempre foi levar ao mercado seus produtos mais modernos, independentemente da região onde atua.

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Segundo Aguiar, a companhia gostaria de oferecer ao mercado chinês o mesmo nível de tecnologia disponível em outras regiões, mas precisa seguir as restrições impostas. Para ele, isso cria um conflito entre a estratégia comercial da empresa e as determinações geopolíticas dos governos.

"Como a gente quer prover a todos o que há de melhor em termos de tecnologia, também não faz sentido eu vender algo que eu sei que não é tão bom para esse mercado, que para nós é super importante", disse.

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