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Da Austrália à China, esses países já aprovaram ou estão discutindo restrições ao uso de redes sociais por crianças e adolescentes

Dezenas de países já implementaram ou pretendem colocar em prática planos para restringir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais. Esse movimento coincide com o avanço do debate sobre o acesso à internet por menores de idade e as consequências das telas para os pequenos.
O pioneiro nessa história foi a Austrália, que implementou medidas no final de 2025.
Essas regulações visam a reduzir pressões e riscos que jovens podem enfrentar nas redes, para evitar questões como cyberbullying, vício, problemas de saúde mental e exposição a predadores.
Grupos contrários à ideia dizem que essas proibições são ineficazes e ignoram a realidade das gerações mais novas.
Apesar disso, muitos países seguem adiante com as propostas de legislação, inclusive o Brasil, onde recentemente foi implementado o chamado ECA Digital.
A medida criada pela Austrália impede o uso das redes sociais para menores de 16 anos. Os apps proibidos são: Facebook, Instagram, Snapchat, Threads, TikTok, X, YouTube, Reddit, Twitch e Kick.
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Os aplicativos que ficaram de fora são o WhatsApp e o YouTube Kids.
As redes sociais são obrigadas a tomar medidas para manter esse público fora de seus serviços. As plataformas devem ter iniciativas como múltiplos planos de verificação para garantir a idade do usuário.
Caso as empresas descumpram o plano, elas podem ser multadas em até 49,5 milhões de dólares australianos, cerca de R$ 178 milhões.
Enquanto a Áustria ainda planeja proibir redes sociais para crianças de até 14 anos, o governo canadense já apresentou um projeto de lei.
No caso do Canadá, a proibição será para menores de 16 anos.
A proposta diz que as big techs poderiam contornar a proibição caso comprovem que possuem políticas de proteção para esse público. Segundo as autoridades, o projeto deve levar um ano para ser aprovado.
A Dinamarca planeja proibir o acesso para menores de 15 anos. O anúncio foi feito em novembro de 2025 e os planos devem sair do papel ainda neste ano.
O ministério que cuida de questões digitais também vai lançar um aplicativo de “prova digital”. A plataforma vai incluir ferramentas de verificação de idade que podem ser usadas na proibição.
No primeiro mês deste ano, foi aprovado um projeto de lei que proibiria redes sociais para menores de 15 anos na França. A medida foi aceita pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
Apesar de já autorizada por Macron, o PL aguarda aprovação do Senado e uma votação final.
Na Alemanha, o debate está em curso. Contudo, o cenário local é de dificuldade na coalizão entre os conservadores e a centro-esquerda para aprovação da medida voltada para menores de 16 anos.
A Grécia já tem uma data para impedir o acesso de menores de 15 anos: janeiro de 2027. O anúncio foi feito em abril pelo primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis.
Segundo Mitsotakis, a medida busca combater o aumento da ansiedade e problemas de sono entre crianças.
A Indonésia, por sua vez, já está proibindo o uso das redes por menores de 16 anos, como divulgado no início de março.
As plataformas proibidas serão: YouTube, TikTok, Facebook, Instagram, Threads, X, Bigo Live e Roblox.
Um projeto de lei que restringe as redes sociais para menores de 15 anos já foi aprovado pelo parlamento turco, em abril.
Agora, basta que o presidente Recep Tayyip Erdogan sancione a PL para que ela se torne lei.
O que pode ser comum em algumas casas mais restritivas já é lei na China. A medida chinesa funciona de maneiras diferentes, variando pela idade da criança.
O “Modo para Menores” limita o tempo de tela (40 minutos por dia para menores de 14 anos no Douyin/TikTok), bloqueia o uso entre 22h e 6h e exige filtros de conteúdo apropriados para cada faixa etária.
As multas por descumprimento podem chegar a 1 milhão de renminbis, cerca de R$ 750 mil.
A regulamentação é composta por 60 artigos e exige ferramentas de combate ao vício digital, filtros de conteúdo adequados à idade e limites de tempo de uso.
No total, 42 países estão com algum projeto de lei implementado, aprovado ou em discussão, segundo um levantamento da TechPolicy.
Um deles, inclusive, é o Brasil.
No país tropical, a lei já está em vigor. Popularmente conhecida como ECA Digital, a medida prevê a proteção de crianças e adolescentes na internet como uma responsabilidade compartilhada entre pais, Estado e plataformas digitais.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
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