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Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

Monique Lima
Monique Lima
19 de março de 2026
19:40 - atualizado às 18:44
Ibovespa
Ibovespa - Imagem: iStock/Wirestock

O Ibovespa em 2026 está num ritmo que nenhuma outra bolsa atingiu. Em dólares, o índice brasileiro de ações registra alta de 17,72%, mesmo diante da queda dos últimos dias por causa da guerra no Irã. Esse desempenho coloca a bolsa do Brasil no número um global, com folga em relação aos pares mundiais.

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Os dados são da consultoria Elos Ayta e consideram o desempenho em dólar de 21 dos principais índices globais, até 18 de março de 2026.

O desempenho do Ibovespa consolida o Brasil como um dos destinos mais atrativos para o investidor estrangeiro — especialmente em um início de ano em que os grandes fundos globais buscam mercados fora dos EUA para investir.

Em janeiro e fevereiro, a entrada de capital estrangeiro fez o Ibovespa renovar a pontuação recorde sucessivamente, chegando a níveis acima de 200 mil pontos. Um desempenho que só foi possível com a entrada do dinheiro gringo, visto que os investidores locais estão fora da bolsa.

O Brasil, no entanto, não foi o único destino dos dólares globais. O movimento de saída de capital dos Estados Unidos também encontrou outros mercados emergentes.

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(clique para aumentar)

Emergentes brilham, menos a Argentina

A fotografia da América Latina é quase homogênea — com uma grande exceção.

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Quase todas as bolsas da região operam no campo positivo em 2026, em dólares. A bolsa do Peru sobe 14,22%, registrando o segundo melhor desempenho entre os 21 índices analisados.

Colômbia e México também tiveram bons desempenhos neste começo de ano. O Chile subiu pouco, mas ainda conseguiu manter seu desempenho no azul.

A exceção que grita alto é a Argentina. O S&P Merval, principal índice da bolsa do país vizinho, despencou 7,95% em dólar, isolando os hermanos na lanterna global neste início de ano.

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  • Brasil: +17,72%
  • Peru: +14,22%
  • Colômbia: +5,88%
  • México: +4,21%
  • Chile: +1,87%
  • Argentina: -7,95%

LEIA TAMBÉM: O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

EUA no vermelho, mas Europa e Ásia tentam

Fora da América Latina, fica claro a saída de dólares dos mercados desenvolvidos, principalmente dos EUA. Os três principais índices recuam em dólares:

  • S&P 500: -3,23%
  • Dow Jones: -3,82%
  • Nasdaq: -4,69%

Na Europa, o quadro é heterogêneo.

A maior parte das bolsas está no terreno negativo, como Alemanha (-6,24%), França (-4,45%) e Itália (-2,74%).

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Mas algumas exceções importantes destoam da tendência: Reino Unido (+2,38%), Holanda (+2,70%) e Portugal (+8,00%) garantem retornos positivos relevantes e mostram que a região não se move de forma uniforme.

O desempenho da Ásia também se divide. O destaque é o Japão, com uma expressiva alta de 7,67% em dólar.

Na direção oposta, os índices chineses seguem em um ritmo mais fraco, com variações moderadas ou negativas. O Hang Seng subiu 3,46% no ano, enquanto o SSE Xangai caiu 1,32%.

A guerra deixou o mercado de ações mais volátil. Não está claro se a tendência dos mercados emergentes irá se manter neste cenário. Mas, por enquanto, o Brasil e o Ibovespa estão na dianteira — graças aos gringos.

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