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A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
O BTG Pactual Agro Logística (BTAL11) deixou para trás os agitos da cidade grande para migrar para a vida no campo. Os cotistas do fundo aprovaram a transformação do fundo imobiliário de galpões logísticos em fiagro e, de quebra, deram sinal verde para realizar programas de recompra de cotas.
Com o aval, o fundo anunciou, por meio de fato relevante divulgado hoje (3), a recompra de cotas poderá ocorrer ao longo dos próximos 12 meses, entre os pregões de 18 de fevereiro deste ano e 18 de fevereiro de 2027.
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos para os cotistas, além de permitir uma maior flexibilidade para a gestão ativa do fundo.
Em entrevista para o Seu Dinheiro, Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, afirmou que, com a nova roupagem de fiagro, o fundo deixa de ser um FII que "olha para o agronegócio” para se tornar um veículo plenamente integrado ao setor que representa cerca de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Confira aqui a entrevista completa e os detalhes da estratégia do BTG Pactual.
Além da mudança para fiagro, o fundo também deu detalhes sobre o primeiro programa de recompra de cotas, que poderá atingir até 10% do total das cotas atualmente em circulação, o que corresponde a 598.273 papéis.
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O BTAL11 ainda informou que o preço de aquisição deverá ser inferior ao valor patrimonial apurado no dia útil imediatamente anterior à operação, conforme previsto em regulamento.
Após a recompra, as cotas adquiridas serão canceladas e retiradas do ambiente de negociação da bolsa de valores, o que aumenta a participação de quem continua com os papéis em mão.
De acordo com o fundo, a iniciativa está alinhada à resolução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e tem como foco contribuir para a liquidez do BTAL11 e para uma precificação mais adequada no mercado secundário.
A prática de recompra de cotas, que passou a ser permitida para FIIs e fiagros em maio de 2025, já é comum entre as empresas com ações listadas na B3. Companhias abertas costumam recorrer à recompra quando consideram que seus papéis estão descontados, como forma de demonstrar confiança aos acionistas.
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