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Título público voltado para a educação dos filhos dobrou de tamanho em relação ao primeiro ano e soma quase 160 mil investidores
Há dois anos, o Tesouro Direto lançou o título público Tesouro Educa+, com o objetivo de incentivar as famílias a pouparem para custear os estudos dos filhos no futuro. Atualmente, o programa oferece 18 opções de vencimento para atender a diferentes realidades de planejamento.
Desde a primeira emissão, 159,3 mil pessoas aderiram ao investimento. Segundo a B3, esse número representa um crescimento de mais de 100% desde o fim de 2024, quando havia 74 mil investidores.
O título atrai principalmente pessoas com idade entre 50 e 59 anos, de acordo com a B3 — possivelmente, familiares que investem no ciclo educacional de crianças e adolescentes.
Essa faixa etária representa quase a metade (41%) do total de investidores do Tesouro Educa+. Logo atrás estão os investidores de 25 a 39 anos, com 40% de representatividade.
Com base em uma data de vencimento futura, o investidor escolhe o título e faz os aportes. Esses aportes podem ser periódicos ao longo dos anos ou uma aplicação única de grande volume. É possível aumentar o valor aplicado até a data de vencimento do Tesouro Educa+.
Digamos que o investidor tenha um filho de 8 anos e planeje receber a renda do título público em dez anos para custear a faculdade da criança. O vencimento mais apropriado seria o Tesouro Educa+ 2035.
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O investidor poderá fazer aportes periódicos no título até 2035 e receberá, no futuro, a rentabilidade prefixada mais a correção da inflação, medida pelo IPCA.
Nesta quarta-feira (6), o Tesouro Educa+ 2035 oferece uma rentabilidade de IPCA + 7,24%. A lógica de retorno segue a mesma do título público indexado à inflação, o Tesouro IPCA+.
Na data de conversão — 2035, segundo o exemplo —, os aportes cessam. Começa, então, o pagamento da renda.
Por 60 meses (equivalente a cinco anos de graduação), o investidor recebe mensalmente uma parcela do montante acumulado durante os dez anos anteriores (principal + rendimento).
O simulador do Tesouro Direto indica que, com um investimento inicial de R$ 50 mil e aplicações mensais de R$ 1.000 por 113 meses até o vencimento em 2035, a criança — que se tornou um adulto de 18 anos — receberá uma renda de R$ 5 mil por mês para bancar a mensalidade da faculdade e demais custos da graduação.
Os pagamentos sempre começam no mês de janeiro de cada ano. Assim, o título com data de conversão em 2035, por exemplo, paga uma renda mensal entre janeiro de 2035 e dezembro de 2040.
Quando foi lançado, o Tesouro Educa+ 2035 oferecia uma taxa de IPCA + 5,28%. Seu recorde chegou a IPCA + 7,68% em fevereiro deste ano, mas caiu para IPCA + 7,24% agora em agosto.
Essas taxas são importantes porque o Tesouro Educa+ segue a mesma lógica de remuneração e precificação do Tesouro IPCA+.
Isso significa que o investidor pode garantir a correção da inflação e um acréscimo de juro real mantendo o título até o vencimento — que é a premissa do Tesouro Educa+.
Atualmente, em 2025, os juros reais desses títulos estão em níveis historicamente elevados. Uma taxa de IPCA + 7% não é tão comum.
Há meses, os analistas reiteram sua preferência pela alocação em títulos de inflação, devido a esse juro real elevado e à inflação também alta — estimada em 5% em 2025, acima da meta de 3%.
Na prática, trata-se de uma oportunidade de travar um retorno final maior no futuro. Analistas avaliam que, com uma rentabilidade de IPCA + 7%, é possível dobrar o valor investido em cerca de sete anos.
Para se ter uma ideia, considerando a mesma simulação anterior — R$ 50 mil de aporte inicial, com aplicação de R$ 1 mil por 113 meses —, a renda mensal com a taxa de 5,28% (de dois anos atrás) seria de R$ 4.500, e não os R$ 5.000 obtidos com a taxa de 7,24% de hoje.
Com a Selic ainda elevada, é um bom momento para começar a investir nesse tipo de título e garantir essas taxas atrativas de 7%.
Como os títulos públicos mudam de taxa diariamente, o juro real no futuro pode voltar para o patamar de 5% ou menos — embora também possa subir, não há como prever.
O Tesouro Educa+ é um título público que paga uma renda mensal por cinco anos após alguns anos de investimentos. Por isso, não precisa ser usado exclusivamente para pagar uma faculdade.
Outros usos possíveis incluem cursos técnicos, especializações, pós-graduação, intercâmbios ou mesmo auxílio financeiro ao jovem durante a graduação.
Muita gente chega a mudar de cidade para cursar uma universidade pública e, mesmo que o curso em si seja gratuito, os gastos com moradia, alimentação e transporte podem pesar no orçamento.
Neste ponto, também vale lembrar que o Tesouro Educa+ está sujeito à cobrança de Imposto de Renda regressivo:
Nada impede o uso do Tesouro Educa+ para outros objetivos. O planejamento financeiro e a renda periódica servem ao propósito que o investidor define.
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