Banco Master diminui taxas de CDBs em meio à possível compra pelo BRB; veja como ficam as remunerações agora
O grupo Master já soma R$ 52 bilhões em CDBs investidos, mas o Banco de Brasília assumiria apenas uma parte desse passivo — que agora pode aumentar ainda mais

Os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do Banco Master são muito populares entre as pessoas físicas, pois oferecem remunerações elevadas, geralmente bem acima da média de mercado. Mas as altas taxas parecem realmente estar com os dias contados.
O Master anunciou, nesta quarta-feira (02), que deu início a um movimento de redução nas taxas dos seus CDBs pré e pós-fixados após o anúncio, na última sexta-feira (28), de que seria adquirido pelo Banco de Brasília (BRB) por R$ 2 bilhões.
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O negócio ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central.
Veja como ficam as taxas para quem investir em CDBs prefixados de agora em diante:
- Nos CDBs de 30 dias, a taxa passou de 14,2% para 13,9%;
- 60 dias, houve diminuição de 14,4% para 14,1%; e
- Em 90 dias, foi de 14,5% para 14,2%.
No caso das taxas pós-fixadas, a redução da rentabilidade seguiu a mesma linha para as novas aplicações:
- No CDB de um ano, a mudança foi de 110% do CDI para 107% do CDI;
- No de dois anos, saiu de 114% do CDI para 111% do CDI.
Mesmo assim, os retornos continuam acima da média do mercado. Levantamento da Quantum Finance, que verificou as taxas dos CDBs até 19 de março, mostra que as taxas médias para um título pós-fixado, com vencimento em um ano, era de 99,90% do CDI. No caso dos prefixados, com prazo de seis meses, a média ficava em 14,06%.
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Segundo o comunicado à imprensa do banco, o volume de captação dos novos papéis cresceu desde o anúncio do negócio com o BRB.
O Banco Master é visto pelo mercado como uma instituição de alto risco, e há quem veja a aquisição pelo BRB como uma espécie de “salvamento”.
O Banco de Brasília deve adquirir 49% das ações ordinárias, aquelas com direito a voto, e 100% das preferenciais do Master — o que dará ao banco estatal do Distrito Federal 60% do capital total.
Em relação às dívidas do grupo financeiro, a estimativa é de que o passivo de emissões com CDBs chegava a R$ 52 bilhões no momento do acordo entre as instituições. Entretanto, o BRB assumiria apenas uma parte deste total, de R$ 29 bilhões.
Os CDBs assumidos na aquisição seriam aqueles emitidos pelo próprio Banco Master e pelo Will Bank, banco digital do grupo. Já os R$ 23 bilhões em CDBs emitidos pelo Banco Master de Investimentos e pelo Voiter — outra instituição financeira que oferecia títulos de rentabilidade elevada a pessoas físicas — não entrariam no pacote, pois estas duas subsidiárias não seriam adquiridas pelo BRB.
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