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A cena hoteleira francesa está em constante renovação, com propriedades que vão desde chalés aconchegantes para aproveitar os Alpes até hotéis urbanos bem localizados com ótimos restaurantes
Assim como falamos dos diferentes “Brasis”, existem também centenas de Franças dentro da França. Entre o litoral mediterrâneo de Nice e Saint-Tropez, as montanhas alpinas em Courchevel, e, obviamente, o frenesi metropolitano e cultural de cidades grandes como Paris e Lyon, uma viagem ao país pode facilmente contemplar todos os desejos dos viajantes.
Mas a experiência de uma viagem não se resume à escolha do destino. A acomodação importa — e muito. Ganha a cena hoteleira francesa, igualmente plural, vibrante e em constante renovação.
Para 2026, o país recebe diversas novas propriedades hoteleiras de alto padrão. Algumas são propostas inovadoras, que prometem experiências turísticas além do óbvio. Outras são reaberturas de hotéis com legado, que ressurgem com novidades para atender às novas exigências dos viajantes.
O principal destaque é, sem dúvidas, o primeiro hotel Louis Vuitton, em plena Champs Elysées. Quem esteve em Paris nos últimos meses, aliás, já viu que há algo novo na avenida. Para cobrir o canteiro de obra, a marca construiu um baú gigante com o monograma clássico, inescapável, portanto, a qualquer um que anda pela rua mais célebre da capital.

A novidade está longe de ser a primeira incursão de Bernard Arnault no ramo da hotelaria. O conglomerado LVMH é, afinal, dono de redes como a Belmond (responsável pelo Copacabana Palace), além dos hotéis Bvlgari. A diferença agora, no entanto, é que esta será a primeira propriedade que levará o nome da Louis Vuitton, marca emblemática do grupo.
A estratégia de diversificação no luxo não passa despercebida. O desafio, no entanto, é transferir o mesmo alto padrão do savoir-faire para a gestão hoteleira.
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O projeto é ambicioso, como já era esperado. Nos 6.000 m² — uma metragem impressionante por si só, dada a localização —, dez suítes vão dar vista panorâmica para Paris. Além das acomodações, a propriedade engloba inclusive lojas e opções gastronômicas, incluindo um restaurante nos últimos andares. O chef responsável pelo espaço ainda segue em segredo, mas é de esperar alguém com, no mínimo, uma estrela Michelin.
Logo ao lado, na Avenue Victor Hugo, que desemboca também no Arco do Triunfo, um novo cinco-estrelas abre logo no começo de 2026. Seguindo a tendência de “ser mais do que um hotel”, o L’Aventure surge como um complexo de luxo ao público de alto padrão. Assim, engloba também um restaurante e um clube.

O empreendimento é mais um projeto com um quê iconoclasta e audacioso do grupo Beaumarly. O conglomerado já é dono do Café Marly no Louvre e do sofisticado restaurante especializado Maison du Caviar.
Em um clássico edifício haussmanian, a ideia do L’Aventure é trazer o estilo art déco para um contexto contemporâneo. Por fora, parece mais um prédio tradicional parisiense. É por dentro, no entanto, que os hóspedes veem que o conceito passou longe de ambições minimalistas. Tapeçaria, veludo, mosaicos com referência a mitologia e mármores polidos, por exemplo, remetem a um ambiente de fantasia. De aventura, alguns diriam.
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Em plena alta temporada do inverno europeu, o novo hotel da marca Rosewood chegou à concorrida e sofisticada cena hoteleira de Courchevel, nos Alpes franceses, agora no final de dezembro de 2025.

O nome já faz com que o hotel saia na frente dos outros. Ficar em um Rosewood — seja em São Paulo ou na França — é sinônimo de luxo e conforto. Resta saber se a empresa vai conseguir levar esta excelência à altura esperada, afinal, trata-se do primeiro hotel de montanha da rede.
Com 51 quartos, incluindo três apartamentos para acolher famílias e grupos maiores, a ideia do arquiteto Tristan Auer foi criar um “chalé-mansão privado, mais do que um hotel tradicional”.
Cumprindo o que se espera de um hotel de montanha de alto padrão, inclusive, o Rosewood vai oferecer acesso direto às pistas de esqui. Além disso, visitantes ainda dispõem de um concierge especial para as atividades de neve.
Como parte de uma estratégia de fortalecimento da marca Radisson na França, a rede de hotéis abre uma nova propriedade em pleno burburinho parisiense: entre a Galeries Lafayette e a Opéra Garnier. Com o Banke Ópera, previsto para a segunda metade de 2026, o portfólio da Radisson na França chega a 34 estabelecimentos.

O prédio dos anos 1900, que antes era um banco (daí o nome “Banke”), ganhará renovação para acomodar 90 quartos. A refoma, no entanto, não significa uma transformação total: a arquitetura da Belle Époque permanece.
O cômodo antes dedicado aos cofres será transformado em uma academia ultra tecnológica, elevando, simbolicamente, o wellness como um bem guardado tesouro.
Tal como o colosso Transamérica Comandatuba ocupou a Ilha de Comandatuba na Bahia, o novo hotel Zannier vai ocupar a Île de Bendor, no extremo sul da França.

O pequeno território insular adquirido nos anos 1950 pelo magnata Paul Ricard sempre foi sinônimo de tranquilidade e contato com a natureza. Agora, porém, ele entra também na oferta de hospitalidade francesa, com um hotel de 93 acomodações.
A disposição da hospedagem, aliás, segue a mesma lógica insular: são três alas espalhadas pelo território, incluindo uma ala chamada Madrague, com cinco casas previstas para acolher as famílias.
Em pleno Quartier Latin, um dos bairros mais interessantes e culturais de Paris, um hotel quatro-estrelas propõe uma imersão na “arte de viver” parisiense. A localização por si só já faz metade do trabalho. Iaao porque a propriedade, perto do Jardim de Luxemburgo, tem vista para o Panteão, ao lado do campus histórico da Sorbonne.

A quem escolher o Salvia como hospedagem para uma viagem a Paris em 2026, basta uma recomendação: andar nas redondezas.
No entanto, vale o alerta para alinhar expectativas. Trata-se de um hotel no coração da capital que não tem quartos gigantescos. Ele é ideal para quem quer aproveitar a vibe cultural e literária da cidade. A experiência começa já na propriedade, dentro adega aberta aos hóspedes onde funciona uma sala de jantar com livros raros.
Também em Courchevel, o destino alpino que faz as vezes de Aspen na França, o grupo Maisons Pariente reabre o Hôtel Saint-Roch no final de 2026.
A renovação faz o hotel renascer com uma pegada discreta. Serão apenas 37 acomodações, entre quartos e suítes, em uma arquitetura que remete à um chalé.

O ambiente segue acolhedor para as famílias em viagens de inverno, com um clube kids. Além disso, um spa com piscina e uma sala fitness seguem como opções de bem-estar para o après-ski.
Na arquitetura e na decoração, pensadas pelo estúdio Friedmann & Versace, as palavras-chave são conforto, memória, tradição e acolhimento. Não por acaso, os croquis dos futuros quartos já mostram que o que vai predominar vão ser os tons terrosos, em contraste ao branco gélido das montanhas.
Na primavera (entre março e junho), o mesmo grupo Maison Pariente é responsável pela reabertura e expansão do Hôtel Crillon Le Brave. A propriedade promete recuperar o charme provençal em cada detalhe. Trata-se, na verdade, de um hotel-vilarejo com doze casas históricas, cobertas por heras, que reúnem 44 acomodações.

Ou seja, sem nem mesmo sair do hotel, já é possível vivenciar o encanto da região da Provença, conhecida por suas lavandas e por suas rotas de bike.
Por lá, os hóspedes encontram um terraço panorâmico, duas piscinas, um bar, um restaurante e um spa instalado nas antigas cocheiras do vilarejo.
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