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O republicano confirmou nesta sexta-feira (5) que os três são os preferidos dele para assumir uma posição fundamental para a economia norte-americana
Não é fácil cair nas graças de Donald Trump. Ainda que o republicano se gabe por aí das boas relações com figuras globais como o russo Vladimir Putin ou torne pública a simpatia pelo presidente argentino, Javier Milei, conquistar o coração do republicano é uma tarefa difícil.
Mas parece que um trio conseguiu esse feito. Kevin Warsh, Christopher Waller e Kevin Hassett são os favoritos de Trump para ocupar um cargo crucial para a economia norte-americana: a presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
Falando em coletiva na Casa Branca, o republicano comentou sobre o trio — que deveria ser um quarteto, na verdade. "Minha quarta opção era [Scott] Bessent, mas ele não quer". O secretário do Tesouro, que também participou da coletiva, respondeu: "não estou interessado no cargo de presidente do Fed".
O mandato de Jerome Powell, atual chefe do Fed, acaba em maio de 2026 e, há algum tempo, Trump procura um nome para substituí-lo. O republicano não esconde seu descontentamento com a condução da política monetária norte-americana — ele defende juros baixos e considera a faixa atual de 4,25% a 4,50% injustificável diante de uma inflação que considera baixa.
Desde que assumiu a Casa Branca, a relação de Trump e Powell — que foi escolhido pelo republicano no primeiro mandato — vem sendo marcada por críticas e ofensas públicas. O presidente norte-americano chegou até a ameaçar Powell de demissão algumas vezes.
Kevin Warsh, de 55 anos, é um ex-banqueiro do Morgan Stanley que atuou como assessor econômico na presidência de George W. Bush (2002-2006) e como membro do Conselho do Federal Reserve (2006-2011). Uma peculiaridade de um dos favoritos de Trump é que ele é casado com Jane Lauder, herdeira da Estée Lauder e filha de Ron Lauder.
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Christopher Waller ficou "famoso" recentemente por ser um dos dois membros dissidentes na reunião de julho do Fed. Na ocasião, o banco central norte-americano manteve os juros inalterados na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano, mas Waller votou por um corte da taxa em linha com o que defende Trump. O republicano vem fazendo pressão por um juro menor nos EUA e já chegou a ameaçar Powell de demissão por isso.
Waller já era um dos preferidos de Trump para comandar o Fed antes mesmo de se transformar em um dissidente na reunião de julho. Em 2020, o republicano indicou Waller para o Fed. Antes disso, ele havia atuado como diretor de pesquisa e vice-presidente executivo do Fed de St. Louis.
Kevin Hassett, o outro cotado para chefia o BC dos EUA no lugar de Powell é hoje diretor do Conselho Econômico Nacional. Antes, atuou como o 29º presidente do Conselho de Assessores Econômicos do Presidente, de 2017 a 2019, e foi chamado de volta à Casa Branca para atuar como conselheiro sênior de Trump, apoiando decisões baseadas em dados em resposta à covid-19.
Enquanto trabalhava na Casa Branca de Trump, Hassett foi uma peça-chave no debate interno e externo sobre praticamente todos os tópicos econômicos, desde impostos e comércio até abuso de substâncias e desregulamentação.
Ele também atuou como principal assessor econômico de John McCain nas primárias presidenciais de 2000 e como assessor econômico nas campanhas de George W. Bush na eleição presidencial de 2004, McCain na eleição presidencial de 2008 e Mitt Romney em 2012.
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